O governo federal elevou a projeção do salário mínimo do ano que vem para R$ 1.741. O valor representa um aumento de 1,4% em relação à projeção divulgada em abril, de R$ 1.717, e foi atualizado por conta de novas estimativas da inflação para o ano. A nova quantia constará do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que deve ser enviado ao Congresso Nacional até 31 de agosto.
O valor oficial do salário mínimo, no entanto, só será conhecido no fim do ano. Se confirmada a projeção, os R$ 1.741 representarão um aumento 7,4% em relação ao valor atual do piso, de R$ 1.621.
O calculo de reajuste considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 12 meses até novembro do ano anterior (nesse caso, 2026). Além disso, há um aumento real com base no Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas do país) de dois anos antes (2025), mas limitado à taxa de atualização prevista para o teto de gastos do novo arcabouço fiscal. Ou seja, não pode ultrapassar 2,5%.
Salário mínimo é base de uma série de pagamentos
O salário mínimo é base de uma série de pagamentos. Por isso, o valor precisa constar das propostas relacionadas ao Orçamento.
Além dos trabalhadores que, por contrato, recebem um salário mínimo, ou múltiplos desse valor, o piso serve de referência para aposentados e pensionistas do INSS e titulares de Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas).
O valor influencia ainda seguro-desemprego (parcela mínima) e valor da contribuição previdenciária dos microempreendedores individuais (MEIs). Também impacta indenizações pagas pelos Juizados Especiais para quem vence ações na Justiça.