domingo, 15 de março de 2026

Pouco mais de um ano após raptar bebê em MG, mulher é presa por “comprar” outra criança no ES

Uma mulher de 49 anos foi presa na quinta-feira (30) em Muriaé, na Zona da Mata mineira, acusada de tráfico de pessoas após comprar um bebê recém-nascido em Guarapari, no Espírito Santo. Esta é a terceira vez que ela é detida, sendo a última em 2023, quando sequestrou uma criança em Uberlândia.

Segundo o delegado de plantão da Polícia Civil, Luis Cláudio Freitas do Nascimento, responsável pelo atendimento da ocorrência, o vizinho dela estranhou ao vê-la chegar em casa com um menino e acionou o Conselho Tutelar.

A polícia foi chamada e encontrou a mulher e a criança na casa dela. Ela foi detida em flagrante e levada para a delegacia. O bebê, que fez 8 dias na quinta-feira, foi encaminhado para uma casa de acolhimento em Muriaé e está bem.

Já a mãe biológica do recém-nascido foi presa em Guarapari por ‘entregar o filho diante recompensa’ e por falsidade ideológica.

Depois de apurações, a equipe policial conseguiu entrar em contato com a mãe biológica da criança, que reside em Guarapari.

Aos policiais, ela afirmou que conheceu a mulher pelas redes sociais em julho de 2024 e que, em 21 de janeiro deste ano, a sequestradora viajou até o Espírito Santo para participar do parto, ocorrido no dia seguinte, ficando hospedada na residência dela.

Cinco dias após o nascimento da criança, as duas foram ao cartório para registrar o recém-nascido, onde foi feito um documento autorizando o menino a viajar com a mulher para Muriaé. Na última segunda-feira (27), ela saiu de Guarapari de ônibus e chegou à cidade mineira, sendo denunciada três dias depois.

Durante as investigações, a polícia descobriu que a autora havia comprado a criança e vinha realizando depósitos diários para a mãe biológica. No entanto, o valor negociado entre as duas não foi informado.

Mulher já havia sido indiciada

Em 2023, a mulher sequestrou uma recém-nascida em Uberlândia e fugiu para Muriaé. Na época, ela foi indiciada pela Polícia Civil por ‘subtração de criança’, chegou a ficar presa, mas foi solta após a emissão de um alvará de soltura.

De acordo com o registro policial, na ocasião, a mãe da criança explicou que havia decidido entregar a bebê para a mulher, mas desistiu da ideia. Já a autora negou ter raptado a menina e afirmou que a criança era filha dela.

Após decisão judicial, a recém-nascida foi devolvida à mãe ainda em outubro de 2023. Inicialmente, ela foi encaminhada para uma família acolhedora.

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