quinta-feira, 16 de julho de 2026

Justiça decreta prisão preventiva e afastamento de 15 policiais no ES

O Tribunal de Justiça do Espírito Santo decretou a prisão preventiva e o afastamento das funções de 15 policiais militares investigados na Operação Argos. Eles foram denunciados pelo Ministério Público do Estado, que investiga um esquema de corrupção sustentado pelo recebimento de propinas de fações criminosas e desvio de drogas apreendidas.

A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPES) e pela Promotoria de Justiça junto à Auditoria Militar e descreve o esquema estruturado de corrupção que envolve ainda lavagem de dinheiro e prática de agiotagem.

A prisão preventiva e o afastamento das funções foi pedida pelo Ministério Público, que considerou necessária a medida para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal, devido à “gravidade dos fatos” e à “sofisticação da organização criminosa”, segundo o MPES.

O tribunal também considerou que a manutenção dos militares em funções administrativas comprometeria a disciplina e a credibilidade da instituição, determinando o afastamento integral de qualquer atividade policial.

A Operação Argos foi deflagrada simultaneamente às Operações Íris e Lúmen no dia 30 de julho, nas cidades de Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra, em parceria com a Corregedoria da Polícia Militar. Na ocasião foram cumpridos outros mandados de prisão, busca e apreensão e afastamento cautelar de função pública.

As investigações são respaldadas em mensagens e dados obtidos na Operação Pardal, além de análises bancárias que apontam que os 15 militares integravam uma organização criminosa e desde 2021 usavam a atividade policial como fonte de renda ilícita.

Após a denúncia do Ministério Público, todos os 15 investigados foram presos preventivamente, com manutenção do afastamento da função.

Também foram atendidos pedidos de bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras, restrição de veículos e embarcações, registro de indisponibilidade de imóveis, bloqueio de ativos financeiros e penhora de precatórios. As providências visam garantir o ressarcimento dos danos, estimados inicialmente em mais de R$ 2 milhões.

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