sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Vota.AÍ ajuda eleitores a conhecer candidaturas ao Senado; saiba como funciona

Nas eleições de outubro, eleitoras e eleitores farão duas escolhas para o Senado em cada estado e no Distrito Federal. Ao todo, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras da Casa, o equivalente a dois terços de sua composição. Os dois candidatos mais votados em cada unidade da Federação serão eleitos para mandatos de oito anos.

No Espírito Santo, são 11 candidatos na disputa: Callegari (DC), Evair de Melo (Republicanos), Fabiano Contarato (PT), Leonardo Monjardim (Novo), Maguinha Malta (PL), Marcos do Val (Avante), Professor Fabian (Psol), Renato Casagrande (PSB), Rodney Miranda (PRTB), Rose de Freitas (MDB) e Sergio Meneguelli (PSD).

Para ampliar o acesso a informações sobre uma das decisões mais relevantes do pleito, o Instituto Vladimir Herzog lançou nesta quarta-feira (26) o Vota.AÍ (https://democraciaquequeremos.org/), ferramenta digital de educação cívica que ajuda o público a compreender o papel do Senado, conhecer informações públicas sobre as candidaturas e refletir sobre os temas que considera importantes para o país.

Com abrangência nacional, o Vota.AÍ combina aplicativo gamificado, chatbot e conteúdos educativos em uma jornada interativa. A plataforma integra a campanha “Construindo a democracia que queremos”, criada pelo Instituto Vladimir Herzog para promover educação midiática, estimular o pensamento crítico e ampliar o acesso a informações qualificadas durante as eleições de 2026.

“O eleitor fará duas escolhas para o Senado, e essas decisões definirão dois terços da Casa por mandatos de oito anos. É um voto com impacto direto sobre a elaboração das leis, o funcionamento das instituições e os rumos do país. O Vota.AÍ foi criado para tornar essa escolha mais compreensível, sem oferecer respostas prontas nem dizer em quem votar”, afirma Rogério Sottili, diretor-executivo do Instituto Vladimir Herzog.

Por que a eleição para o Senado importa?
O Senado representa os estados e o Distrito Federal no Congresso Nacional. Cada unidade da Federação conta com três senadores, independentemente de seu número de habitantes, totalizando 81 parlamentares. Como a renovação ocorre alternadamente — um terço em uma eleição e dois terços na seguinte —, o pleito de 2026 terá duas vagas em disputa por estado e pelo Distrito Federal.

Além de participar da elaboração e da revisão das leis, o Senado exerce atribuições exclusivas previstas na Constituição. Cabe à Casa, por exemplo, analisar indicações para o Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria-Geral da República e a diretoria do Banco Central.

Os senadores também processam e julgam o presidente e o vice-presidente da República nos crimes de responsabilidade e participam de decisões relacionadas à dívida pública e a operações financeiras dos entes federativos.

A combinação entre o número de cadeiras em disputa, a duração dos mandatos e as competências institucionais da Casa faz com que o resultado de 2026 influencie a composição do Congresso e decisões nacionais pelos próximos oito anos.

No dia da eleição, o voto para o Senado também terá uma particularidade: cada eleitor deverá escolher dois candidatos diferentes. Não há segundo turno para o cargo. Serão eleitos os dois nomes mais votados em cada estado e no Distrito Federal.

Como funciona o Vota.AÍ
Ao acessar o Vota.AÍ, a pessoa percorre uma jornada composta por situações inspiradas em desafios da vida pública. Durante a experiência, responde a perguntas e indica quais temas e critérios considera relevantes para o país.

A partir dessas escolhas, a plataforma apresenta conteúdos sobre o funcionamento do Senado e organiza informações públicas disponíveis sobre as candidaturas. A proposta é transformar dados normalmente dispersos em uma experiência acessível, permitindo que o usuário conheça os nomes em disputa e reflita sobre suas próprias prioridades.

O Vota.AÍ não recomenda candidatos, não orienta o voto, não estabelece rankings e não classifica candidaturas como melhores ou piores. As informações apresentadas servem como referências para que cada pessoa construa sua própria avaliação.

Em alguns momentos, a ferramenta pode identificar tensões entre respostas fornecidas pelo usuário e apresentar conteúdos adicionais para reflexão. Essas intervenções não alteram o resultado da jornada nem são usadas para induzir comportamentos. O objetivo é permitir que a pessoa considere possíveis efeitos de diferentes decisões e políticas públicas.

“O Vota.AÍ organiza informações públicas, apresenta perguntas e convida o eleitor a olhar com mais atenção para suas escolhas. A ferramenta não substitui a decisão de ninguém. Ela cria um espaço para que cada pessoa possa parar, verificar as informações disponíveis e decidir com autonomia”, explica Sottili.

A metodologia do Vota.AÍ está estruturada em cinco princípios: uso exclusivo de informações públicas e verificáveis; classificação temática baseada em documentos e registros oficiais; transparência dos critérios adotados; linguagem objetiva e não opinativa; e respeito à autonomia das pessoas usuárias.

A base informacional é formada por documentos, registros oficiais e outras fontes públicas verificáveis. A metodologia completa e as informações sobre o conjunto de fontes utilizadas integram os materiais de transparência da plataforma.

De acordo com o Instituto Vladimir Herzog, o desenvolvimento do projeto foi acompanhado de perto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pela Advocacia-Geral da União (AGU). O diálogo envolveu a revisão da metodologia, o tratamento de informações sobre candidaturas, a transparência dos critérios e os cuidados relacionados ao uso de tecnologia e inteligência artificial.

O lançamento do Vota.AÍ integra a campanha “Construindo a democracia que queremos”, cujo manifesto parte da pergunta: como escolher com clareza em um ambiente marcado pela velocidade das redes, pelo excesso de conteúdos e pela circulação constante de desinformação.

O documento defende que o fortalecimento da participação pública depende do acesso à informação confiável, do pensamento crítico e da possibilidade de reflexão. A proposta é mobilizar pessoas e organizações para ajudar o eleitorado a “parar, pensar, verificar e participar”.

O projeto tem como parceiros Tijolo Estúdio, Pyr Marcondes, Bruna Pereira e Ricardo Fagner Castelo Branco.

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