domingo, 25 de fevereiro de 2024

As mãos de Ferraço no episódio Juninho Correa, será?

 

Fontes revelaram que o ex-prefeito e atual deputado estadual Theodorico Ferraço foi na desejada macieira do Partido Liberal cachoeirense (PL), pegou a bela maçã, poliu e a jogou no meio dos famintos, uma antiga estratégia ferracista que já prejudicou e comprometeu vocações políticas.

O PL de Cachoeiro viveu momentos de tensão nos últimos dias, a ponto do vereador Júnior Correa (Juninho da Cofril) publicar uma nota, colocando em cheque seu futuro na sigla, uma decisão individual e que levantou dúvidas e uma grande suspeição, afinal o que realmente aconteceu para uma decisão tão séria com altos traços de precipitação?

Vamos aos pontos, analisando as responsabilidades e consequências, um resumo de cada personagem nesse confuso roteiro:

01. JÚNIOR CORREA: Na última eleição, Juninho da Cofril surpreendeu o mercado político do Estado com seus 37.756 mil votos para deputado federal (22.123 votos nas urnas de Cachoeiro), ficando na primeira suplência do Partido Liberal. Com esse desempenho, ele é considerado um trunfo para a direita de Cachoeiro, um nome capaz de agregar ao blocão direitista que está se formando. No entanto, a falta de experiência ou apressada leitura política pode comprometer o projeto, tendo em vista que o prefeitável é um jovem com pouca vivência nos bastidores da política e, dependendo das vozes que o aconselham, pode jogar por terra tudo que foi construído, até então.

Do outro lado, as coisas parecem que ganharam um percurso de cautela. As mesmas fontes informaram que as últimas atitudes de Juninho colocaram suas pretensões em cheque: “Ele não é insubstituível e tem algumas pessoas esperando o cavalo da oportunidade passar”. Isso indica que Juninho vai ter que levantar as árvores que derrubou, caso contrário, o projeto seguirá com ou sem ele: “O PL é muito forte, está se estruturando, tem um grande capital humano e recursos para disputar as eleições em qualquer cidade”.

Concluindo, essa decisão individual e sem cálculo de curto, médio e longo prazo pode abortar precocemente todo investimento, uma parceria de sucesso que deu resultados e está incomodando quem sempre teve ou quis ter o domínio absoluto sobre tudo e todos. Cachoeiro e os cachoeirenses conhecem!

02. DEPUTADO CALLEGARI: O parlamentar foi professor de Júnior Corrêa, levando-o para o universo político. Logo na estreia, Juninho foi o vereador mais votado de Cachoeiro nas eleições de 2020, com 2.519 votos. Apesar de não ter participação direta nos últimos acontecimentos, Callegari é um ator importante na elucidação dos fatos. Vale destacar a postura conciliadora do deputado, ouvindo os lados e buscando uma solução, amenizando as possíveis ranhuras e mostrando maturidade no processo. Nas palavras de Callegari, é apenas um choque natural, e faz parte da caminhada política, exaltando as qualidades de Juninho e do comandante do partido, o senador Magno Malta, resguardando a força do PL cachoeirense e do único projeto de direita do município. Callegari não tem dúvidas do projeto do PL e sabe que todas as forças são muito importantes na construção do palanque conservador e bolsonarista na cidade. A postura do deputado foi de criar soluções e não problemas, uma tacada habilidosa e bastante necessária, preservando tudo e todos.

03. LÉO CAMARGO: Na ponta dos pés está o vereador Léo Camargo, outra aposta do PL de Cachoeiro. No entanto, ele sabe e reconhece a importância da participação direta do seu colega Júnior Corrêa na consolidação do processo. Ou seja, não existe projeto de direita sem a união de todos, porque dividir os destros pode ser a grande estratégia dos canhotos. Pessoas ligadas a Léo Camargo afirmaram que o vereador está atento e acompanhado a movimentação, trabalhando para convergir e não divergir. Com Juninho ele é mais forte, sem Juninho o seu projeto de reeleição ou a possibilidade de disputar o executivo, caso haja desistência do seu correligionário, enfraquece. Na verdade, a rachadura não favorece ninguém, apenas os adversários e aqueles que amam a traição.

Uma coisa é certa: “O PL terá chapa completa em Cachoeiro de Itapemirim, com candidatos a prefeito e vereador, independente de A ou B, é o que está claro para todos”.

04. THEODORICO FERRAÇO: Qual a participação da velha raposa nesse episódio? Segundo pessoas próximas, essa é uma das maneiras do experiente político atrair suas presas, primeiro ele afaga, depois ele afoga. Será que Juninho Corrêa é mais uma vítima do ancião? Será que o jovem político não soube administrar suas expectativas? Sua assessoria não conseguiu ler e enxergar o perigo? A grande verdade é que tem um grande beneficiário nessa trama toda, o redundante e improdutivo proselitismo político.

É sabido que o pai do vereador Júnior Corrêa, o empresário José Carlos, tem ligações históricas com o velho Ferraço, o que pode ter ajudado na ambição de causar um desconforto entre o prefeitável Juninho e a cúpula do seu partido. Pode ser mera especulação, todavia, esse é a forma ferracista de asfixiar qualquer tipo de ameaça no campo político, em nome do absoluto domínio. Mas, e a boa relação de Theodorico com os demais filiados do PL? Frequentemente, ele e o deputado estadual Callegari trocam elogios e chegam a votar juntos na Assembleia Legislativa. Bom, Ferraço pode ter escolhido o mais belo e o menos experiente, aquele que se desencanta com o primeiro obstáculo.

Certamente, as partes vão conversar e a suspeição de aliciamento será devidamente esclarecida, afinal, quando o assunto é política, filho bonito costuma ter vários pais.

05. MAGNO MALTA: O combativo senador de direita Magno Malta entrou em cena e não deixou barato. Poucas pessoas conhecem a política capixaba como ele, que está no seu terceiro mandato como senador da república. A primeira atitude de Magno foi apurar quem estava por trás desse inesperado enredo e se prevenir de novas investidas, especialmente das matérias plantadas por alguns sites de notícias. As fontes não conseguiram tirar uma vírgula dos olhos do senador, apenas o silêncio de quem sabe que tem muita torcida disfarçada de favorável, quando, na verdade, são operários do caos e da discórdia. O senador alegou que estava fora do país, justificando sua ausência e a temporária falta de retorno. Nos próximos dias, ele deve aparar as arestas e colocar todos os citados na grande mesa da convergência, foi o que afirmou quem convive com ele.

O calejado político, sabe que não é nada inteligente perder aquilo que já se tem, mesmo com tanto desencontro e fake news. Aliás, esse episódio pode servir para fortalecer ainda mais a oposição de Cachoeiro, encabeçada pelos vereadores Júnior Corrêa, Léo Camargo e o deputado estadual Wellington Callegari.

Finalizando, a investida de trincar as relações da ala conservadora da direita de Cachoeiro pode ser devastadora para o vereador Júnior Corrêa e para própria direita do município, onde os verbos, separar, dividir e isolar podem ser fatais. Para membros da cúpula do PL, o projeto segue forte, unânime e sem a mínima possibilidade de retroceder: “Com Juninho ou sem Juninho, o PL cachoeirense colocará seu bloco na rua, pretendentes não faltam”.

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2 comentários em “As mãos de Ferraço no episódio Juninho Correa, será?”

  1. Washington Luiz Lopes

    Vocês especulam denegrindo, DNA de uma imprensa que ao invés de investigar e estudar fatos, se coloca em uma posição de raciocínio intestinal. Se não se informam, não publiquem desinformação, sai completamente do que seria a única utilidade dos senhores! Juninho vai seguir sua vocação, apenas opção de vida de um jovem que quer servir a Deus!

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