quinta-feira, 14 de maio de 2026

Traficante capixaba é um dos mortos em megaoperação no Rio de Janeiro

Mais de 120 pessoas morreram na megaoperação realizada nesta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, que reúnem 26 comunidades, no Rio de Janeiro. Resultado de mais de um ano de investigação, o episódio – considerado o mais letal da história do estado carioca – deixou moradores em pânico, comércio fechado e provocou caos nas ruas.

Nas redes sociais, moradores relataram momentos de desespero e pediram socorro. A Operação Contenção, ontem, mobilizou 2.500 policiais civis e militares, com a participação do Ministério Público, e teve como objetivo cumprir mandados de prisão e conter a expansão territorial do Comando Vermelho.

O dado oficial até terça-feira, era de pelo menos 64 pessoas mortas, sendo 60 suspeitos e quatro policiais. Mas ao longo da madrugada desta quarta-feira (29), 56 corpos foram levados até a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio.

Os cadáveres foram retirados da mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia, onde ocorreram os confrontos mais violentos entre policiais e traficantes na megaoperação de terça-feira. Com isso, sobe para 120 o número de mortos na ação mais letal da polícia no estado.

Com isso ultrapassa as operações no Jacarezinho, em 2021, com 28 mortes, e na Vila Cruzeiro, em 2022, com 24 mortes.

Um capixaba, apontado como um dos líderes do Primeiro Comando de Vitória (PCV), ligado ao Comando Vermelho (CV), está entre os mortos.

Segundo o adjunto da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, delegado Pedro Henrique, Alisson Lemos Rocha, o Russo ou Gordinho do Valão, 27 anos, apontado como liderança do PCV no bairro Barro Branco, na Serra, estava escondido no Complexo do Alemão desde abril.

Ele é apontado como mandante do assassinato de Rafael Alexandre da Cruz, 25, ocorrido na noite de 12 de abril deste ano, em Parque Residencial Mestre Álvaro. A polícia acredita que o assassinato tenha relação com o tráfico de drogas.

“Nós temos comunicação direta com a Polícia Civil do Rio de Janeiro e hoje (ontem) tivemos a notícia que durante um confronto com a Polícia Militar, após a realização de uma megaoperação, Alisson acabou sendo morto porque resistiu à ação policial”, disse o delegado.

O crime na Serra, segundo o delegado, teve a participação de Júlio Cesar Lima Anatório Vieira Cabidelle, o Juninho Capeta ou Menor, 19, que morreu em confronto com a PM, em Vila Velha, em maio.

Também é investigado Hérick Vicente Souza, o “Da Roça”, de 26 anos, preso em agosto por tráfico e porte ilegal de armas.

Armas
As forças de segurança do Rio de Janeiro prenderam 81 criminosos e apreenderam 93 fuzis. Mais de meia tonelada de drogas foi apreendida.

Chefe da delegacia e mais 3 policiais assassinados
Além dos quatro policiais que morreram, ao menos outros seis, entre militares e civis, ficaram feridos durante a megaoperação contra o Comando Vermelho, realizada ontem nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio.

Os policiais mortos são: Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, o Máskara, recém-promovido a chefe da 53ª Delegacia de Polícia de Mesquita.

Conhecido por ser um policial experiente, ele teria sido atingido por um tiro na cabeça. Foi socorrido e levado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu e morreu.

Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, da 39ª Delegacia de Polícia da Pavuna, havia tomado posse há apenas 40 dias.

Cleiton Serafim Gonçalves, 40 anos, sargento do Batalhão de Operações Especiais (Bope), era ex-guarda municipal de Volta Redonda (RJ). Ele ingressou na corporação em 2008. O agente deixa esposa e uma filha.

Heber Carvalho da Fonseca, de 39 anos, era sargento do Bope e ingressou na Corporação em 2011. Ele deixa esposa, dois filhos e um enteado.

Os policiais chegaram a ser socorridos e encaminhados ao Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiram aos ferimentos.

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