Foi preso na manhã deste sábado (12) o suspeito de ser o mandante do assassinato do empresário Wallace Borges Lovato, de 42 anos, morto com um tiro na nuca ao sair de sua empresa na Praia da Costa, em Vila Velha, no dia 9 de junho.
Identificado como Bruno Valadares de Almeida, o suspeito seria diretor financeiro da empresa de Wallace e foi detido na própria residência, em Jardim Colorado, também no município canela-verde, após o cumprimento de um mandado de prisão expedido pela 4ª Vara Criminal de Vila Velha.
Na residência, foram apreendidos também equipamentos eletrônicos de uso pessoal do suspeito, como telefone celular e notebook, além de relógios, joias, dinheiro em espécie e duas armas de fogo. Segundo os agentes, o investigado colaborou com a investigação e forneceu as senhas dos dispositivos.
A operação foi meticulosamente planejada e executada por uma equipe conjunta da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Vila Velha, do Centro de Inteligência e Análise Tática (Ciat), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança (Sesp).
Após as buscas, o suspeito foi encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Vila Velha, para prestar os devidos esclarecimentos. Após os procedimentos legais, ele será encaminhado ao sistema prisional.
A investigação do caso tramita em sigilo na Justiça do Espírito Santo. A decisão foi tomada pela juíza Paula Chaim, da 4ª Vara Criminal de Vila Velha para preservar o andamento das apurações diante da ampla repercussão do caso.
Assassinato
Wallace Borges Lovato foi assassinado na tarde de 9 de junho, na Avenida Champagnat, na Praia da Costa, com um tiro na cabeça.
O crime aconteceu em frente à empresa da vítima, especializada em Tecnologia da Informação. O carro do empresário, uma BMW, estava estacionado na mesma avenida.
O atirador estava no banco de trás de um carro, que se aproximou do empresário. Após o disparo do tiro, os suspeitos fugiram.
Três suspeitos já haviam sido presos por envolvimento no crime. Arthur Laudevino Candeas Luppi, apontado pela polícia como o motorista que dirigia o carro usado no assassinato, Arthur Neves de Barros, suspeito de executar o crime, e Eferson Ferreira Alves, o intermediador, foram detidos dias após o crime.