quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

O “tic-tac” na segurança em Vitória

 

 

Na última sexta-feira, 3 de maio, um prédio comercial na Reta da Penha, em Vitória, foi evacuado após uma denúncia de bomba, gerando apreensão e preocupação na localidade. Embora o alerta tenha se revelado falso, esse episódio serve como uma metáfora da crescente inquietação em relação à segurança pública em nossa capital. Este incidente evidencia como estamos à beira de uma crise iminente, assemelhando-se a uma bomba-relógio prestes a explodir.

Diante disso, não posso deixar de expor que a estabilidade e prosperidade de um município não se limitam apenas a fatores como emprego, educação e infraestrutura; a preservação da vida e dos bens, tanto nos lares e comércios quanto nas ruas, é igualmente importante. No entanto, o atual panorama de insegurança que aflige os habitantes de Vitória escancara a falta de bem-estar social.

É inegável que a segurança pública afeta diretamente outros aspectos da vida em sociedade. No entanto, sem um ambiente seguro, o desenvolvimento econômico, o turismo e a qualidade de vida dos cidadãos sofrem consequências severas. Afinal, os altos índices de criminalidade comprometem a confiança dos empresários, impactando negativamente o comércio e outros investimentos na região. Além disso, a sensação de insegurança afeta a rotina diária dos moradores, limitando sua liberdade de movimento e gerando um clima de apreensão constante.

Assim, conforme a explanação anterior, podemos atestar que a situação atual em Vitória é alarmante, com registros frequentes de assaltos a estabelecimentos comerciais, invasões a prédios e outros crimes. A Praia do Canto, por exemplo, tem sido especialmente afetada, com relatos de assaltos, arrombamentos e roubos a moradores. Essa realidade não se limita a um único bairro, mas se estende por toda a cidade, como evidenciado também pela estatística de assaltos em ônibus que circulam a capital, que só no primeiro semestre do ano passado fez 391 vítimas.

Em contrapartida, a solução para essa crise exige não apenas boa vontade, mas um planejamento e ações concretas. Aliás, um dos pontos críticos é a insuficiência do contingente policial, que não acompanha o crescimento populacional e as necessidades táticas da cidade em si. Considerando as características específicas de Vitória, seria recomendável um aumento significativo no número de policiais e guardas municipais, bem como a implementação de medidas preventivas e tecnológicas.

Quanto ao número ideal de policiais, não existe uma equação fixa, pois varia dependendo de diferentes elementos, como a taxa de criminalidade, a localização geográfica da região, a densidade populacional, entre outros. No entanto, como parâmetro, pode-se considerar uma média de 1 a 2 policiais para cada grupo de 1.000 habitantes. Assim, para uma cidade com quase 400 mil moradores, o número total de efetivo policial poderia variar entre 400 a 800 policiais, entre militares e guardas municipais.

Concluindo, entre as medidas necessárias para enfrentar esse desafio, destacam-se o reforço da presença policial nas áreas mais afetadas, a expansão de sistemas de monitoramento por vídeo (incluindo reconhecimento facial), o aprimoramento da iluminação pública e o estímulo à integração comunitária. Além disso, o investimento em tecnologia para análise de dados criminais pode contribuir significativamente para o combate à criminalidade e a promoção de uma capital mais segura para todos os seus habitantes.

Armandinho Fontoura é Gestor Público, Empresário e Vereador de Vitória*

 

As opiniões expressas neste texto são de exclusiva responsabilidade do autor convidado e não refletem, necessariamente, a visão ou posição editorial do Jornal Folha da Vila. Cada autor convidado é responsável por suas declarações, argumentos e conteúdos, reafirmando nosso compromisso com a pluralidade de ideias e o debate saudável e respeitoso.

 

Matéria relacionada

Secretária de Finanças assume cadeira na gestão do sistema tributário nacional

Secretária de Finanças assume cadeira na gestão do sistema tributário nacional

A secretária de Finanças da Prefeitura de de Vila Velha, Adinalva Prates, foi empossada nessa segunda-feira (09) como 1ª suplente do Conselho Superior do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens

Arranjos Produtivos foca em crédito de carbono em sua 3ª fase

Arranjos Produtivos foca em crédito de carbono em sua 3ª fase

No terceiro ano de existência, o Projeto Arranjos Produtivos, desenvolvido pela Assembleia Legislativa (Ales), passa a priorizar mais um ativo de apoio à agricultura familiar: os créditos de carbono. Além

Procon está intermediando conflito após escola fechar unidade em Vila Velha

Procon está intermediando conflito após escola fechar unidade em Vila Velha

O Procon Vila Velha acompanha e está intermediando, desde janeiro de 2026, reclamações de alunos de uma escola de formação técnica, após o encerramento das atividades da instituição no município

​Sine Vila Velha inicia a semana com a oferta de 528 vagas de emprego

​Sine Vila Velha inicia a semana com a oferta de 528 vagas de emprego

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Vila Velha, por meio do Sine Municipal, inicia a semana com a oferta de 528 vagas de emprego com carteira assinada, em

Vila Velha fortalece economia solidária com seminário nesta terça-feira

Vila Velha fortalece economia solidária com seminário nesta terça-feira

Vila Velha volta a colocar a economia solidária no centro do debate sobre desenvolvimento social e geração de renda. Nesta terça-feira (10), o Dia Municipal de Economia Popular e Solidária

​Vila Velha puxou o crescimento da construção civil em 2025

​Vila Velha puxou o crescimento da construção civil em 2025

Mesmo enfrentando um ano de crédito caro e juros nas alturas, Vila Velha fechou 2025 como a cidade com o maior número de unidades imobiliárias em produção no Espírito Santo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *