quinta-feira, 16 de julho de 2026

Juízes são alvo de operação que investiga corrupção e lavagem de dinheiro no ES

 

Dois juízes foram alvo de uma operação deflagrada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), na manhã desta quinta-feira (1º), que investiga a prática de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Um dos magistrados, Bruno Fritoli Almeida, foi conduzido ao presídio no Quartel do Comando-Geral (QCG) Polícia Militar, em Maruípe, Vitória, enquanto que o segundo, Maurício Camata Rangel, recebeu tornozeleira eletrônica.

Segundo o MPES, a operação “Follow the Money” foi deflagrada pela Procuradoria-Geral de Justiça e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Central e Norte), com o apoio da Polícia Militar, contra agentes públicos e particulares envolvidos em possíveis delitos de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, além de fraude processual e falsidade documental.

Contra Maurício Camata Rangel existem dois pedidos de procedimentos administrativos que ainda estão sendo avaliados pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). Já Bruno Fritoli teve a nomeação de juiz substituto anulada pelo TJES, mas foi reconduzido ao cargo novamente por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

No total, são cumpridos sete mandados de prisão preventiva, outros 30 de busca e apreensão, duas ordens de afastamento funcional de agentes públicos e 13 mandados de suspensão do exercício da atividade profissional.

O cumprimentos das decisões judiciais ocorre nas residências dos investigados, nos locais de trabalho, em empresas e em repartições públicas.

Além disso, segundo o MPES, os investigados estão proibidos de manter contato entre eles e de entrar em dependências de órgãos públicos. O Ministério Público informou que 34 investigados no esquema vão ser monitorados eletronicamente.

“As investigações colheram evidências contundentes do envolvimento de agentes públicos, advogados e particulares em ações judiciais simuladas a partir de documentação falsa, direcionamento da distribuição dos processos e emissão indevida de alvarás, com indícios de recebimento de vantagem indevida e lavagem de ativos”, informou o MPES.

Ao todo, nove membros do Ministério Público coordenam os trabalhos, auxiliados por 97 policiais.

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