O atacante David Corrêa, do Vasco, prestou depoimento à Polícia Civil na segunda-feira (31) e admitiu conhecer pessoas no Espírito Santo que são alvo de uma investigação sobre uma organização criminosa, mas negou qualquer participação em tráfico de armas ou drogas. As informações foram apuradas pelo blog.
O celular do jogador foi apreendido durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no Rio de Janeiro. Segundo a investigação, os agentes buscavam conversas entre David e um dos alvos da operação, que apura a atuação interestadual de uma organização criminosa com origem no Espírito Santo.
Durante o depoimento, David afirmou que conhece possíveis investigados por ter crescido no Estado, mas disse desconhecer eventuais crimes cometidos por essas pessoas e não saber quem estaria envolvido nas situações apuradas.
Advogados do Vasco que tiveram acesso ao depoimento afirmam que o jogador não tem envolvimento com o caso. O clube mantém suporte jurídico ao atleta. O empresário André Cury também negou qualquer ligação de David com atividades criminosas.
A operação investiga ramificações do grupo em diferentes estados e possíveis relações de outros atletas profissionais e empresários com a organização. No Rio, a ação é coordenada pela 14ª DP (Leblon), com apoio da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Desarme) e de outras unidades do Departamento Geral de Polícia da Capital.
Entenda a operação
A operação reúne as polícias civis dos estados no cumprimento de medidas judiciais e no combate a organizações criminosas com atuação interestadual. As diligências ocorrem em municípios da Grande Vitória e em Afonso Cláudio, no Espírito Santo. Há ainda alvos no Rio de Janeiro, em Goiás e no Distrito Federal.
O objetivo é cumprir quatro mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão. Os alvos são investigados pela prática dos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e de armas e lavagem de dinheiro.
A ação mobiliza aproximadamente 100 policiais e conta com o apoio operacional da Superintendência de Políica Especializada (SPE), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer).
O nome “Operação A Tropa” foi dado em referência à autodenominação utilizada pelos próprios investigados ao se referirem ao grupo criminoso.