Um casal do Espírito Santo suspeito de integrar um esquema criminoso para roubar informações de registros de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) e repassar esses dados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) foi preso no município da Serra, na manhã desta terça-feira (20). O golpe era aplicado por meio de um site falso de venda de armas de fogo e entre as vítimas estão policiais.
Segundo o chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Fabrício Dutra, o homem, de 32 anos, é o principal alvo da ação. A mulher, de 29 anos, também foi presa. Conforme a investigação, os dois mantinham ligação com o PCC, realizando negociações de forma direta com a facção criminosa.
“O trabalho foi feito em conjunto com a Delegacia de Homicídios de São Paulo, que solicitou o apoio da Polícia Civil do Espírito Santo. O objetivo era desarticular essa quadrilha, que enganava pessoas por meio de estelionato, vendia armas de fogo através de sites e ainda repassava os dados das vítimas para o PCC”, disse o delegado.
A operação contou com a participação de 26 policiais civis. Equipes da Polícia Civil de São Paulo vieram ao Espírito Santo após identificar a presença do casal no Estado.
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão. Inicialmente, o homem já estava preso, enquanto a esposa permanecia em liberdade, até o cumprimento da ordem judicial nesta terça-feira.
Os investigados serão interrogados e todo o material apreendido será periciado. A Polícia Civil não descarta novas prisões, já que há outros envolvidos identificados no esquema.
Site falso
De acordo com o chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Fabrício Dutra, o esquema criminoso tinha atuação em diversos estados do país, e o casal era responsável pela articulação das fraudes no Espírito Santo e em outras regiões.
As investigações apontam que o golpe funcionava da seguinte forma: as vítimas, muitas delas policiais, eram atraídas por anúncios de armas de fogo de marcas renomadas e internacionais em um site falso criado pelo casal. Após o pagamento e o fornecimento de dados pessoais, o armamento nunca era entregue.
Além do repasse de dados pessoais para a facção, o grupo também é suspeito de praticar lavagem de dinheiro por meio de criptomoedas.