quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Carnaval sem feminicídio e com 16 homicidios no ES

 

O número representa o segundo menor índice desde 2001, de acordo com dados do Observatório da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Pessoal

O Carnaval no Espírito Santo foi marcado por 16 homicídios. De acordo com dados do Observatório da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), o número representa o segundo menor índice desde 2001, e foram contabilizados das 18h da última sexta-feira (17) até as 23h59 desta quarta (22).

 

Dos homicídios registrados, 7 ocorreram na Região Metropolitana da Grande Vitória, 3 na Região Norte, 2 na Região Sul, 3 na Região Noroeste e um na Região Serrana. Dois desses casos foram em locais de festa, sendo um em Marataízes e outro em Jacaraípe, na Serra.

 

 

O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, coronel Alexandre Ramalho, destacou o planejamento das forças de segurança e disse que não existe clima de comemoração, mas de reconhecimento pelo resultado alcançado.

 

 

“Claro que não queríamos nenhuma morte em nosso Carnaval. É um período que historicamente temos problemas, pois além de envolver grandes multidões, tem a questão de consumo em excesso de bebidas, o tráfico de entorpecentes”, destacou.

Além disso, o secretário ressalta que, a maioria das confusões e problemas que foram registrados, ocorreram fora do horário determinado pelas administrações municipais, dos blocos e festas oficiais. “Agora, vamos trabalhar para manter índices baixos também no nosso dia a dia”, afirmou Ramalho.

 

Sem registro de feminicídio no feriado

Durante os dias de folia, nenhuma mulher foi assassinada, seja por causas de violência doméstica ou por qualquer fator. Atualmente, no geral, o Estado apresenta redução de homicídios do sexo feminino, sendo oito casos em janeiro desse ano, contra 15 no mesmo mês do ano passado.

 

“Nenhuma morte de mulher nesse período, em que elas sofrem tanto com assédio, a questão da violência doméstica. Temos que conseguir tornar essa situação normal. Ninguém é dono de ninguém e o feminicídio é um crime de covardia, essa cultura tem que acabar”, disse o secretário Alexandre Ramalho.

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