domingo, 4 de outubro de 2026

Seu pet está com as vacinas em dia? Saiba o que não pode faltar para o seu cão, gato, coelho ou furão

 

Manter a vacinação em dia é uma das formas mais eficazes de proteger seu pet contra doenças graves – muitas delas transmissíveis entre pets e até mesmo para as pessoas. Cães, gatos, coelhos e furões têm necessidades distintas, e o acompanhamento veterinário é fundamental para definir um calendário vacinal adequado para cada espécie.

De acordo com a médica veterinária Priscila González, da Clinipet, as vacinas são divididas entre essenciais (obrigatórias) e não essenciais (opcionais), dependendo do risco de exposição e da gravidade das doenças.

“Para cães, as principais são a V10 ou V8, que protegem contra cinomose, parvovirose e outras enfermidades infecciosas, além da antirrábica, obrigatória em todo o território nacional”, explica.

Outras vacinas recomendadas para cães incluem a de gripe canina – especialmente para os que frequentam pet shops ou creches – e a vacina contra giardíase, indicada em locais com maior risco de contaminação.

Já os gatos devem receber a V3, V4 ou V5, que cobrem doenças como panleucopenia, rinotraqueite, calicivirose e clamidiose. A antirrábica também é obrigatória.

“Para felinos com acesso à rua ou que convivem com outros gatos não testados, é recomendada ainda a vacina contra a leucemia felina (FeLV)”, completa a veterinária.

E quanto aos pets menos convencionais?
Embora coelhos e furões ainda sejam menos comuns nos lares brasileiros, sua vacinação também merece atenção.

“No Brasil, não há vacinas oficialmente disponíveis para coelhos domésticos, mas em outros países são aplicadas vacinas contra mixomatose e doença hemorrágica viral”, destaca Priscila.

No Brasil, a recomendação é investir na prevenção: manter o ambiente limpo, livre de mosquitos e evitar contato com animais silvestres.

No caso dos furões, a cinomose representa uma ameaça real. “Eles podem ser vacinados contra cinomose e raiva. Como são animais muito suscetíveis, o acompanhamento veterinário é indispensável”, reforça a profissional.

O risco da não vacinação do seu pet
Atrasar ou negligenciar o calendário vacinal expõe os pets a doenças graves, muitas vezes fatais, e com alto custo de tratamento. Além disso, aumenta o risco de transmissão de zoonoses. “Animais filhotes, idosos ou com baixa imunidade estão ainda mais vulneráveis”, alerta a veterinária.

A idade ideal para iniciar o protocolo vacinal varia conforme a espécie, mas em geral começa entre seis e oito semanas de vida. Os reforços são aplicados ao longo dos primeiros meses e depois mantidos anualmente, sempre com avaliação individual do médico-veterinário.

Manter o calendário de vacinas em dia é uma medida de saúde pública. Além de preservar o bem-estar dos pets, evita surtos de doenças infecciosas e protege a comunidade.

Em caso de dúvidas, consulte sempre um médico veterinário. A prevenção continua sendo o caminho mais seguro para garantir uma vida longa e saudável para o seu pet.

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