Na escuridão do hedonismo a gente aprendeu que a vida de verdade só começa depois da próxima meta. É a ditadura do quando: “quando eu vou ser feliz quando trocar de carro, quando casar, quando as contas estiverem pagas.”
O problema dessa lógica é que ela transforma o seu dia de hoje em um obstáculo. O presente vira apenas um “mal necessário”, um preço chato que você tem que pagar para chegar em um futuro que está sempre mudando de lugar.
É a chamada”mecânica do vazio”. A psicologia explica isso de um jeito simples: “a gente só quer o que não tem”. Assim, você foca toda sua energia em objetivos rasos, na posse e no prazer da conquista. Depois , a dopamina baixa, a graça acaba e você já começa a olhar para a próxima vitrine.
Quem ganha com isso? O possessivo mercado ama pessoas assim. Quem está sempre insatisfeito trabalha mais para ganhar mais, consome para preencher o imenso vazio dentro de si e não para pra pensar se faz sentido. Viramos aquele cachorro que corre atrás do próprio rabo, muito esforço, muito cansaço e nenhum lugar de chegada.
Enfim, o nosso ideal de felicidade não pode ser performado apenas pelos nossos olhos, mas também pela nossa consciência que deve lutar todos os dias contra o consumismo que consome a nossa própria vida.
Boa semana!
Weverton Santiago
As opiniões contidas no texto, são expressões do autor.