A greve nacional dos garis que teve início nesta segunda-feira (22) foi suspensa um dia depois após uma reunião da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT-Contracs e a Comissão Nacional de Greve dos Garis e Margaridas.
De acordo com a Confederação, a suspensão foi decidida após “amplo diálogo com as entidades de base, escuta dos sindicatos, avaliação dos cenários locais e consulta aos trabalhadores e trabalhadoras mobilizados em todo o País”.
Além da paralisação na cidade de Vitória, outras seis capitais – Brasília, São Luís, Maceió, Cuiabá, Salvador e Natal – também foram alcançadas pelo movimento que pede a votação do PL 4.146/2020 que regulamenta a profissão de trabalhador essencial de limpeza urbana e estabelece um piso salarial nacional de R$ 3.036.
Aprovado pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2025, o projeto prevê também adicional de insalubridade máxima e aposentadoria especial.
Apesar da suspensão da greve, a Contracs-CUT e a Comissão Nacional de Greve exaltam o movimento que demonstrou “força, unidade e capacidade de mobilização”.
Os trabalhadores da limpeza urbana estão retomando os trabalhos em Vitória e Vila Velha de forma gradativa. Na noite desta terça-feira (23), os profissionais foram vistos recolhendo o lixo em Jardim Camburi e na região de Itaparica, por exemplo.
Sindicato diz que greve ainda continua no Espírito Santo
Após a realização de uma passeata pelas ruas de Vitória, os trabalhadores da limpeza urbana que estão de greve no Espírito Santo, estiveram no Palácio Anchieta para uma reunião na tarde desta terça-feira (23) com uma representante do governo do Estado.
A presidenta do Sindilimpe-ES, Evani Reis, agradeceu a recepção do Estado mas disse que esperava ser recebida pelo governador Ricardo Ferraço.
“Agradecemos a representante do governo que nos recebeu, mas gostaríamos de ter sido recebidos pelo governador do Estado, Ricardo Ferraço. O nosso pedido é que em 15 dias haja uma nova reunião, não só com o governador, mas também com representantes da frente dos prefeitos do Estado do Espírito Santo. O congresso terá recesso em julho e queremos que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, coloque o projeto em votação e precisamos de apoio nessa luta”, disse Evani.
A presidenta disse ainda na noite desta terça e na manhã de quarta-feira (24), haverão novas reuniões para dialogar com os trabalhadores dos diferentes turnos, sobre o rumo da greve.
“A categoria decidirá sobre a continuidade ou não da greve. Se eles decidirem suspender o movimento, o trabalho será retomado, entraremos em estado de greve e vamos aguardar a nova reunião com o governador do Estado e com os representantes dos prefeitos. Somos uma categoria essencial à saúde pública, ao meio ambiente, à higiene urbana e ao regular funcionamento das cidades. Somos os primeiros agentes de saúde e precisamos ter melhores salários e melhores condições de trabalho”, reivindicou Evani.