segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Carteira de Identidade Nacional é importante instrumento contra fraudes bancárias

A Carteira de Identidade Nacional (CIN) representa uma mudança estrutural na forma de identificação no Brasil e um instrumento eficaz para redução de fraudes bancárias e aprimorar o processo identificação dos clientes na abertura de contas no sistema financeiro.

Por essa razão, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), ao lado da Zetta e da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital (Abrid) firmaram um acordo de cooperação técnica com o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) para criar uma rede digital segura e integrada para a identificação dos brasileiros, focada em consolidar a Carteira de Identidade Nacional (CIN) como o principal e mais confiável documento do país. O objetivo também é facilitar o dia a dia do cidadão e aumentar a proteção contra fraudes.

Além disso, o acordo tem como meta estabelecer a tecnologia e as regras institucionais necessárias para que a nova carteira seja adotada em larga escala, simplificando o acesso aos mais diversos serviços, tanto em órgãos públicos quanto em empresas privadas.

Em vigor desde 2024, já foram emitidas mais de 55,8 milhões da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), de acordo com dados recentes do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A CIN utiliza o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como número único de identificação, substituindo gradualmente o antigo Registro Geral (RG).

Na prática, o novo sistema garantirá que os dados pessoais e as características únicas de cada cidadão, como reconhecimento facial e impressões digitais, sejam protegidos, unificados e facilmente verificáveis. Essa parceria busca ir além da simples emissão de um novo formato de documento, impulsionando uma verdadeira transformação digital.

A CIN funcionará como a referência oficial de identidade, assegurando que as informações de cada brasileiro sejam únicas e à prova de falsificações, o que traz mais segurança e transparência para todos.

A criação dessa infraestrutura permitirá que a identidade de uma pessoa seja validada de forma rápida e segura em qualquer situação, seja ao realizar um cadastro na internet ou ao se identificar presencialmente.

Ao alinhar esse padrão tecnológico entre o governo e o mercado, a parceria garante que o país avance na construção de um ambiente moderno, em que o cidadão ganha tempo e conveniência, mantendo sempre o mais alto nível de proteção aos seus dados.

Os principais benefícios da CIN para o cliente bancário são os seguintes:

1. Segurança muito maior contra fraudes
O CPF como número único nacional evita múltiplas identidades para uma mesma pessoa;
Elimina brechas do modelo antigo (RG por estado), que permitia duplicidade;
Possui QR Code e validação digital, permitindo conferir autenticidade rapidamente;
Integra biometria (digitais e foto), reforçando a identificação real do cidadão;
Com esses novos instrumentos, a nova CIN afasta o uso de identidade falsa na abertura de contas bancárias (onboarding), aumenta custo do fraudador e diminui contas laranja e contratações indevidas.

2. Unificação e padronização da identidade
Um único número para todo o país (CPF)
Documento válido nacionalmente e padronizado
Integra dados em bases oficiais
A nova funcionalidade gerará impacto direto na segurança bancária. Acaba com inconsistência cadastral e facilita validação entre instituições.

3. Menos burocracia e mais eficiência
Reduz necessidade de múltiplos documentos
Com essa facilidade, haverá menos retrabalho e exceções, processos mais rápidos e redução de custos operacionais.

4. Integração com outros documentos
Pode consolidar informações como:
CNH
Carteira de Trabalho
outros registros oficiais
Dessa forma, haverá um único documento para tudo (identidade “hub”).

5. Redução de custos econômicos da fraude
redução de fraude documental: menos perdas
Menos verificações redundantes e custosas para o cliente e empresas
redução de riscos financeiros
O resultado será maior segurança e menor custos para os clientes, bancos e empresas, maior facilidade de identificação do cliente legítimo e mais eficiência econômica (reduz o “custo da desconfiança”).

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