Transformar dados em inteligência estratégica para apoiar o desenvolvimento do Espírito Santo e do Brasil.
Esse é o objetivo do Atlas da Infraestrutura, plataforma inédita lançada pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), que reúne 30 bases de dados e integra informações sobre portos, aeroportos, ferrovias e rodovias de todo o país. Desenvolvida pelo Observatório Findes, a ferramenta permite analisar gargalos, ativos logísticos e oportunidades de investimento em um único ambiente georreferenciado.
A plataforma apresenta uma visão detalhada dos principais ativos da infraestrutura logística brasileira. Para o Brasil foram mapeados mais de 122,4 mil quilômetros de rodovias federais, 27 mil quilômetros de malha ferroviária, 427 instalações portuárias (entre portos e terminais) e 528 aeródromos (entre aeroportos públicos, concedidos, privados e helipontos).
Já no Espírito Santo, foram identificadas 23 instalações portuárias em operação, além de 1,7 mil quilômetros de rodovias federais, 238,9 quilômetros de ferrovias em operação e sete aeródromos. O Atlas foi lançado durante o Encontro da Indústria 2026 e em coletiva de imprensa.
O presidente da Findes, Paulo Baraona, explica que os primeiros passos para a criação do Atlas foram dados há cerca de dois anos e, há mais de um ano, ele vem sendo desenvolvido pelo Observatório Findes.
“Apresentar a plataforma à sociedade e aos industriais no Dia da Indústria, celebrado em 25 de maio, reafirma o compromisso da Findes em atuar no presente para ajudar a construir o futuro do Estado”, aponta.
O presidente da Findes destaca ainda que a ferramenta vai muito além de reunir dados qualificados sobre o Espírito Santo.
“Nosso time do Observatório mapeou a logística de todo o Brasil. Posso dizer com segurança que hoje não existe no país nenhuma ferramenta com o mesmo nível de integração de bases de dados e um mapeamento tão detalhado quanto o Atlas”, declara.
“Estamos abrindo um mundo de informações sobre infraestrutura, tudo isso com fácil acesso. Esse é um passo importante para auxiliar o desenvolvimento socioeconômico não apenas do Estado, mas de todo o País. O Atlas da Infraestrutura transforma dados em inteligência estratégica para converter desafios em oportunidades reais”, complementa.
O Atlas permite identificar potencialidades regionais, ativos estratégicos, gargalos e oportunidades de investimento, contribuindo para qualificar análises sobre conectividade, competitividade e eficiência logística. A plataforma reúne, em um único ambiente analítico, mapas e dados sobre ativos logísticos, indicadores socioeconômicos, movimentação de cargas.
Baraona ressalta ainda que o Atlas ampliará a capacidade de planejamento e tomada de decisão de investidores, gestores públicos, universidades e centros de pesquisa. “Essa é uma ferramenta que permitirá olhar para o futuro do Estado e do país e planejar com base em dados estruturados”, afirma.
Desenvolvimento do Atlas da Infraestrutura
O Atlas da Infraestrutura é resultado de um projeto que uniu competência técnica, tecnologia e engenharia de dados ao longo de quase um ano. De acordo com a economista-chefe da Findes e gerente executiva do Observatório Findes, Marília Silva, a plataforma foi desenvolvida internamente na Federação.
“O Atlas é uma plataforma de geointeligência logística desenvolvida no Espírito Santo, pensada para o Estado, mas integrada ao Brasil. Essa entrega materializa a capacidade do time do Observatório Findes de combinar inteligência analítica, domínio técnico e inovação para conectar infraestrutura, território e dinâmica econômica em uma solução estratégica”, ressalta Marília.
A gerente executiva do Observatório Findes ainda destaca que a ferramenta foi desenvolvida integralmente pela equipe técnica do Observatório. “Nosso time atuou em todas as etapas da construção da solução, desde a arquitetura e engenharia dos geodados até o design e a experiência analítica final do usuário”, explica.
Ainda segundo Marília Silva, a ferramenta integra informações técnicas sobre portos, aeroportos, rodovias e ferrovias por meio de mapas e bases de dados oficiais, com atualização automática à medida que novas informações são divulgadas.
“Ao todo, mais de 200 mil feições geoespaciais – combinação de geometria (coordenadas) e atributos (dados descritivos) – foram qualificadas e integradas ao Atlas da Infraestrutura”, aponta.
A gerente de Estudos Estratégicos do Observatório Findes, Carolina Ferreira, explica que a integração desse complexo conjunto de dados que o Atlas apresenta foi resultado de um trabalho minucioso da equipe em qualificar as informações e propor cenários analíticos abrangentes a todo o país.
“A equipe do Observatório traçou diversos cenários para o Brasil a partir das mais de 30 bases de dados que precisaram ser tratadas e consolidadas para a construção do Atlas da Infraestrutura. Entre elas estão fontes como ANTT, Antaq, Anac, Dnit, IBGE e Comexstat, além de indicadores calculados pelo próprio Observatório Findes para o Espírito Santo, como o IAN e a Bússola do Investimento.”
A partir do CEP
Uma das funcionalidades mais inovadoras do Atlas da Infraestrutura é a possibilidade de consultar informações logísticas e socioeconômicas a partir de um CEP. A ferramenta permite que investidores, empresários e gestores públicos visualizem, em um raio determinado, a infraestrutura disponível no entorno de um empreendimento ou região específica.
Com a funcionalidade, é possível identificar a proximidade de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias, além de acessar dados estratégicos sobre transporte de cargas, conectividade logística e características socioeconômicas do território analisado. O usuário também pode desenhar áreas de influência diretamente no mapa para aprofundar as análises.
“A consulta inteligente amplia a capacidade de planejamento e tomada de decisão, oferecendo mais segurança para novos investimentos e permitindo análises mais precisas sobre competitividade, conexões modais e potencial econômico das regiões. A proposta é transformar dados georreferenciados em inteligência estratégica para apoiar empresas, investidores e o poder público”, destaca o presidente da Findes, Paulo Baraona.