quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Exportações de café pelo ES crescem 62% em março e se aproximam de US$ 120 milhões

O volume de café exportado pelo Espírito Santo registrou aumento de 62% em março na comparação com fevereiro, superando 457,5 mil sacas embarcadas e gerando receita próxima a US$ 120 milhões (+57%).

Por tipo de produto, o café arábica totalizou mais de 84 mil sacas exportadas (+88%), enquanto o conilon e o café solúvel somaram, respectivamente, 325 mil e 48 mil sacas (+50% e +129%). A receita cambial acompanhou o avanço dos volumes, alcançando quase US$ 120 milhões (+57%), sendo aproximadamente US$ 32 milhões provenientes do arábica (+92%), US$ 76 milhões do conilon (+38%) e US$ 11 milhões do solúvel (+149%).

Na comparação com março de 2025, tanto o volume quanto a receita apresentaram crescimento expressivo. O volume total avançou 146%, com destaque para o arábica (+179%) e o conilon (+187%), enquanto o solúvel registrou alta de 13%. Já a receita cambial cresceu 97% no total, impulsionada pelo arábica (+156%) e pelo conilon (+108%), enquanto o solúvel apresentou leve retração de 1%.

No acumulado de janeiro a março de 2026, os embarques também registraram desempenho positivo frente ao mesmo período de 2025. O volume total exportado cresceu 33%, alcançando quase 942 mil sacas, com variação de -1% no arábica, +59% no conilon e -21% no solúvel. A receita cambial no período somou aproximadamente US$ 253 milhões, alta de 16%, com crescimento de 5% no arábica e 32% no conilon, enquanto o solúvel registrou queda de 33%.

 

Principais destinos

Até março de 2026, os principais destinos das exportações de café capixaba foram:

Colômbia: mais de 154,8 mil sacas (integralmente de conilon)

México: mais de 97,4 mil sacas (predominantemente conilon)

Reino Unido: mais de 88,5 mil sacas (maioria de conilon)

Argentina: mais de 81,5 mil sacas (mix entre conilon, arábica e solúvel)

Espanha: mais de 78 mil sacas (predominância de conilon)

Indonésia: mais de 67 mil sacas (integralmente de café solúvel)

Turquia: mais de 66 mil sacas (majoritariamente arábica)

Bélgica: mais de 60 mil sacas (predominância de conilon)

Itália: mais de 52,5 mil sacas (predominância de conilon)

Alemanha: mais de 44 mil sacas (praticamente todas de conilon)

 

Investimentos

Foi firmado termo de cooperação entre o Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV) e a ES Gás, ampliando as ações do Projeto de Secagem de Café com Gás Natural. O acordo também insere, no plano regulatório, investimentos estimados em R$ 1 milhão na fase inicial.

Assinaram o documento o presidente do CCCV, Fabrício Tristão; o presidente da ES Gás, Fábio Bertollo; e o produtor rural Eduardo Bortolini, cuja propriedade foi selecionada para a realização dos testes.

O início dos testes e a divulgação de seus resultados integram a agenda comemorativa dos 80 anos do CCCV, com foco na ampliação da oferta de cafés de maior qualidade.

Como desdobramento, está prevista a apresentação desses resultados a importadores internacionais, inserindo o tema no calendário de missões do CCCV, incluindo agendas na China e na Suíça, durante o fórum da Swiss Coffee Trade Association.

O presidente do CCCV destacou a composição diversificada da entidade — reunindo exportadores, cooperativas, tradings globais e indústrias, incluindo os segmentos de café solúvel e descafeinado — responsáveis por projetar o café brasileiro no cenário internacional.

Entre os avanços institucionais, foram mencionados a promoção de eventos, o fortalecimento das conexões nacionais e internacionais, a realização de missões técnicas e a consolidação de parcerias estratégicas com entidades como CECAFÉ, ABICS, ABIC e OIC.

Também foram citados protocolos firmados com VPorts, ES Gás, Sicoob e Imetame/Hapag-Lloyd como exemplos do compromisso da entidade com temas estruturantes da cafeicultura.

“Enfrentamos desafios logísticos, tributários e estruturais, mas o setor tem demonstrado capacidade de adaptação e crescimento, contribuindo ativamente com propostas e soluções. As novas gerações já assumem protagonismo, trazendo inovação, sustentabilidade e uma nova visão de mercado. Cabe a nós garantir que encontrem um setor ainda mais forte, moderno e preparado”, concluiu Fabrício Tristão.

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