quinta-feira, 21 de maio de 2026

Mais de 1,9 mil pacientes estão na fila por transplante de órgãos no ES

 

Após ser diagnosticado com insuficiência cardíaca, o apresentador Fausto Silva, 73 anos, vai precisar passar por um transplante de coração. Para receber o órgão, o apresentador foi incluído na fila única de transplantes e precisa aguardar por um doador compatível. Como essa espera despertou dúvidas sobre o procedimento, a reportagem levantou dados sobre pacientes capixabas e como funciona a doação.

No Espírito Santo, nesta segunda-feira (21), 1.976 pessoas aguardavam na fila de espera por um transplante de órgão, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa). No Estado são realizados transplantes de coração, fígado, rim, córnea/esclera, medula óssea autólogo e medula óssea aparentado e não aparentado.

Em relação à fila espera, estão aguardando para o transplante no Espírito Santo: dois pacientes para coração; 13 pacientes para fígado; 994 pacientes para rim; e 967 pacientes para córneas.

A Sesa explica que são seis equipes credenciadas junto ao Sistema Nacional de Transplantes (SNT) habilitadas para transplantes de órgãos sólidos, cujos procedimentos são realizados no Hospital Meridional e no Hospital Evangélico de Vila Velha.

Como funciona a doação de órgão?

Ainda de acordo com a Sesa, quando um paciente com diagnóstico de morte encefálica internado em hospital é notificado à Central Estadual de Transplantes (CET), médicos especialistas validam o protocolo desse diagnóstico realizado pela equipe médica do hospital. A partir desta validação, o paciente em morte encefálica é classificado como doador em potencial e a família é informada da possibilidade de doação dos órgãos.

A CET emite uma lista de receptores inscritos compatíveis com o doador. A central, então, informa à equipe de transplante o nome do paciente receptor, as condições do órgão e aguarda a avaliação da equipe transplantadora sobre a possibilidade de transplante.

Procedida a entrevista familiar, a CET é informada da permissão desta família para a doação de órgãos e tecidos e se inicia a avaliação da história clínica, os antecedentes médicos e os exames laboratoriais. A viabilidade dos órgãos é avaliada, bem como a sorologia para afastar doenças infecciosas e a compatibilidade com prováveis receptores.

Como se tornar um doador?

No Brasil, a doação de órgãos e tecidos só será realizada após a autorização familiar.

De acordo com o Ministério da Saúde, os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista de espera. A lista é única, organizada por estado ou região, e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

Autorização familiar

Após o diagnóstico de morte encefálica, a família deve ser consultada e orientada sobre o processo de doação de órgãos e tecidos. A retirada de órgãos só pode ser realizada após a autorização de familiares. Assim, mesmo que uma pessoa tenha dito em vida que gostaria de ser doador, a doação só acontece se a família autorizar. Dessa maneira, se a família não autorizar a doação, os órgãos não serão retirados.

A melhor maneira de garantir efetivamente que a vontade do doador seja respeitada, é fazer com que a família saiba sobre do desejo de doar do parente falecido.

Não é preciso registrar a intenção de ser doador em cartórios, nem informar em documentos o desejo de doar, mas sua família precisa saber sobre o seu desejo de se tornar um doador após a morte, para que possa autorizar a efetivação da doação.

A doação consentida é a modalidade para a doação que mais se adapta à realidade brasileira. A previsão legal concede maior segurança aos envolvidos, tanto para o doador quanto para o receptor e para os serviços de transplantes.

Entrevista familiar

Ainda segundo informações do Ministério da Saúde, depois da confirmação da morte encefálica a família é entrevistada por uma equipe de profissionais de saúde, para informar sobre o processo de doação e transplantes e solicitar o consentimento para a doação.

Após a manifestação do desejo da família em doar os órgãos do parente, a equipe de saúde realiza outra parte da entrevista, que contempla a investigação do histórico clínico do possível doador. A ideia é investigar se os hábitos do doador possam levar ao desenvolvimento de possíveis doenças ou infecções que possam ser transmitidas ao receptor.

Doenças crônicas como diabetes, infecções ou mesmo uso de drogas injetáveis podem acabar comprometendo o órgão que seria doado, inviabilizando o transplante. A entrevista é essencial para a que a equipe possa avaliar os riscos e garantir a segurança dos receptores e dos profissionais de saúde. para a que a equipe possa avaliar os riscos e garantir a segurança dos receptores e dos profissionais de saúde.

Matéria relacionada

Feira dos Municípios valoriza cultura, gastronomia e experiências capixabas

Feira dos Municípios valoriza cultura, gastronomia e experiências capixabas

A contagem regressiva para a Feira dos Municípios 2026 já começou. O evento, que acontece entre os dias 28 e 31 de maio, no Pavilhão de Carapina, na Serra, promete

Equipe capixaba garante 3º lugar geral com 52 medalhas no Meeting de Atletismo Master

Equipe capixaba garante 3º lugar geral com 52 medalhas no Meeting de Atletismo Master

A equipe máster capixaba do GAE/ACAM-ES garantiu a 3ª colocação geral no V Meeting de Atletismo Máster AMAVA/USIPA 2026, realizado no último sábado (16), em Ipatinga (MG). Com 508 pontos

Ex-PM é condenado a 32 anos de prisão por morte de músico em Vitória

Ex-PM é condenado a 32 anos de prisão por morte de músico em Vitória

Após quase 15 horas de julgamento, o Tribunal do Júri de Vitória condenou o ex-policial militar Lucas Torrezani de Oliveira a 32 anos de prisão pelo assassinato do músico Guilherme

Operação integrada combate “rachas” na Serra tem 217 veículos abordados

Operação integrada combate “rachas” na Serra tem 217 veículos abordados

A operação integrada Força pela Vida contra ‘rachas’ abordou 217 veículos e retirou das ruas oito condutores dirigindo sob efeito de álcool e sete pessoas dirigindo sem habilitação na noite

Bruno Lorenzutti confirma pré-candidatura a deputado estadual

Bruno Lorenzutti confirma pré-candidatura a deputado estadual

O ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Velha Bruno Lorenzutti anunciou que pretende disputar uma vaga de deputado estadual nas eleições de 2026. O comunicado de pré-candidato vem sendo feito

Nova NR-1 passa a exigir atenção à saúde mental a partir da próxima terça-feira

Nova NR-1 passa a exigir atenção à saúde mental a partir da próxima terça-feira

A saúde mental dos trabalhadores passará a ter peso ainda maior dentro das empresas brasileiras. A partir da próxima terça-feira (26), entra em vigor a atualização da Norma Regulamentadora nº

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *