domingo, 25 de fevereiro de 2024

Espírito Santo registra primeira morte por febre maculosa em 2023.

 

O Espírito Santo registrou a primeira morte pela febre maculosa, doença causada por picada de carrapato. A vítima é um homem, morador de Barra de São Francisco, na região Noroeste do Estado.

A febre maculosa virou motivo de preocupação na cidade de Campinas, interior de São Paulo. Após um evento em uma fazenda, quatro pessoas morreram e outras 17 estão com suspeita da doença.

De acordo com informações de Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa), 10 casos da doença foram confirmados até esta segunda-feira (19) nas cidades capixabas.

Barra de São Francisco é o município que lidera essa estatística com três diagnósticos da doença, neste ano. Mimoso do Sul tem dois casos registrados. Já as cidades de Afonso Cláudio, Colatina, Nova Venécia, Laranja da Terra e Domingos Martins têm um caso confirmado cada.

Em todo o ano de 2022, foram contabilizados 25 casos de febre maculosa no Espírito Santo. Deste total, 14 pacientes foram curados e 11 morreram por conta da doença.

A febre maculosa é transmitida aos seres humanos pela picada de carrapatos infectados com bactérias do gênero Rickettsia, mas não há contágio de pessoa para pessoa.

A manifestação de sintomas é variada, podendo apresentar uma fase de sintomas gerais, como febre alta, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos, ou a fase específica, como vermelhidão nas pernas, mãos e pés. Já o tratamento é realizado com antibióticos.

Desde o ano passado, o Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen-ES) passou a realizar exames de PCR para a febre maculosa, auxiliando no diagnóstico dos casos suspeitos.

“Em relação ao período de maior ocorrência de casos, esse acontece entre os meses de agosto a outubro, devido ao aparecimento da fase de ninfa do carrapato”, informa a Sesa.

A secretaria informa que entre as ações realizadas pela pasta estão o alerta aos profissionais da Saúde para suspeição da doença; capacitações aos profissionais médicos, enfermeiros e agentes de saúde; visitas aos locais para acompanhamento in loco; além do trabalho de educação de saúde orientada pela Sesa e promovida pelos municípios.

 

SAIBA MAIS

A doença

Transmitida aos seres humanos pela picada de carrapatos infectados pela bactéria Rickettsia rickettsii.

Infecção caracterizada por febre alta e elevada taxa de mortalidade.

Zonas rurais, de mata, floresta e com presença de animais silvestres são os principais ambientes onde o carrapato é encontrado.

Sintomas

Gerais: Febre alta, dor de cabeça, mal-estar, dor muscular, náuseas e vômitos.

Específico: Manchas avermelhadas nas pernas, mãos e pés, entre o 2º e 5º dia de evolução da doença.

Tratamento

Realizado com antibióticos (doxiciclina e cloranfenicol ).

O quanto antes for iniciado, maiores as chances de evitar o agravamento da doença.

Prevenção

Evite áreas infestadas por carrapatos. Utilize repelente. O mesmo que espanta mosquitos também reduz as chances de picadas de carrapato.

Dê preferência a roupas com mangas compridas e de cores claras, pois isso facilita a visualização dos carrapatos.

Utilize calçados fechados.

Se tiver cabelo comprido, mantenho-o preso e, se possível, utilize chapéu ou boné.

Faça autoinspeção regularmente para verificar a presença de carrapatos.

Como eliminar o carrapato?

Remova-o com o auxílio de uma pinça, realizando pequenos movimentos de torção.

Não esmague o carrapato com as unhas nem com outro material. Isso pode liberar as bactérias e infectar áreas lesionadas.

Evite puxar o carrapato diretamente, isso pode fazer com que a cabeça dele se desprenda e fique na pele.

Utilize luvas no procedimento.

Faça a limpeza da pele com água e sabão.

Coloque o carrapato em um recipiente com álcool e o mantenha fechado para matá-lo.

Casos no ES

Até o momento, 10 casos foram confirmados, todos em cidades do interior. São elas: Afonso Cláudio (1), Barra de São Francisco (3), Colatina (1), Mimoso do Sul (2), Nova Venécia (1), Laranja da Terra (1) e Domingos Martins (1).

1 morte foi registrada em Barra de São Francisco

Em 2022, durante todo ano, foram 25 casos confirmados. Deste total, 14 pessoas foram curadas e 11 morreram.

Fonte: Sesa.

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