sexta-feira, 24 de maio de 2024

FV entrevista Secretário Alexandre Ramalho destaca desafios da segurança pública do ES e deixa recado a jovens e famílias

 

Alexandre Ofranti Ramalho é coronel da reserva remunerada da Polícia Militar do Espírito Santo (PM-ES). Ingressou na PM em 1991 e foi Comandante-Geral da Corporação entre abril de 2018 e janeiro de 2019. Foi nomeado Secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, cargo em que permaneceu de abril de 2020 a março de 2022. Antes, atuava como secretário municipal de Defesa Social em Viana.

Durante os 29 anos de serviço na PMES, Ramalho comandou o antigo Batalhão de Missões Especiais, o 1º Batalhão, o Comando de Polícia Ostensiva Metropolitano, além de ter exercido diversas outras funções.

Coronel Ramalho é bacharel em Administração e pós-graduado em Segurança Pública. Possui cursos de Operações Especiais, de Entradas Táticas com Uso de Explosivos, avançado de Negociação para Policiais, Explosivos Não Convencionais, dentre outros.

Em entrevista ao jornal e site Folha da Vila destacou os desafios da segurança pública do Estado e deixou recado a jovens e famílias. Também falou sobre candidatura em 2022 e eleições do próximo ano.

*Folha da Vila – Lá em 2020, como foi ter assumido a secretaria da Segurança Pública e Defesa Social?*

*Alexandre Ramalho -* Foi um grande desafio porque em março a gente começava a ter no Brasil o reflexo da pandemia que nós assistimos em todo o mundo. Então, pessoas morrendo, uma dificuldade muito grande para a segurança pública, porque nós tivemos que entrar pesado apoiando as fiscalizações do Estado e, além disso, policiais, nossos bombeiros, policiais civis, policiais militares sendo contaminados também por conta da pandemia.

Trouxe uma baixa muito grande e lamentavelmente até mortes. Mas em paralelo a isso o crime não parava. E nós precisávamos continuar com as operações, porque continuávamos com as prisões, com as apreensões de arma de fogo. Foi quando nós resolvemos estar junto com a nossa tropa, de ir para rua colocar o colete e participar também das operações para ombrear aquele momento de dificuldade. Foi um grande desafio que graças a Deus, nós conseguimos superar, inclusive com bons resultados no campo da segurança pública.

*Folha da Vila – O senhor está como secretário da Segurança Pública e Defesa Social pela segunda vez. Como avalia esses dois períodos a frente da secretaria?*

*Alexandre Ramalho -* Primeiro falar do nosso orgulho de ter sido convidado pelo governador Renato Casagrande numa segunda jornada no seu segundo mandato. Mandato de muita responsabilidade no campo da segurança pública. Porque o governador puxa essa pauta para o seu gabinete e nos cobra muito. Então, é uma responsabilidade muito grande o nosso desafio dentro do programa principal do governo, no campo da segurança pública e o Programa Estado Presente e a redução dos homicídios. Daí o desencadeamento de tantas operações buscando prender homicidas, traficantes, apreensões de armas de fogo, continuar indo para as ruas com a nossa tropa, com os nossos policiais militares, policiais civis, participar das operações integradas com o poder público municipal também.

Isso é muito importante porque é um grande exercício de liderança que a gente faz, motiva os nossos profissionais e nos coloca lado a lado nesse desafio. O desafio de todos nós. Seria injusto a gente ficar dentro do gabinete determinando o que fazer. Então tem todo um planejamento, tem toda uma estrutura montada para que a gente possa desencadear essas operações, sempre respeitando os municípios e todos os atores que participam. Mas o objetivo maior é prender traficante, prender homicida, apreender arma de fogo e reduzir o número de homicídios, como a gente vem reduzindo desde 2009 no Estado.

*Folha da Vila – O trabalho feito nas operações em muitos casos entra na situação do “prende e solta”, já que os mesmos indivíduos são presos vários vezes. O que precisa mudar na legislação?*

*Alexandre Ramalho -* Importante a gente sempre compartilhar isso com a sociedade da nossa dificuldade. Nós temos no Brasil uma legislação penal leniente nos processos judiciais. Eles são lentos. As pessoas, muitas vezes que deveriam ficar presa, não ficam presas, beneficiadas por todo o processo, por todo arcabouço na verdade jurídico, que engloba também a questão da segurança pública e dos crimes. Então, desde de penalidades graves que são abrandadas ao longo do cumprimento das penas onde eles progridem de regime, indo muitas vezes para o semiaberto, para o aberto ou mesmo nesse período a gente assistir as aberrações das saidinhas em datas específicas, as prisões que são feitas imediatamente em 24 horas, muitas vezes relaxadas. Enfim, são problemas que realmente impacto na segurança pública. Mas nós temos que respeitar a decisão de cada órgão, que sempre se baseia numa legislação.

O grande problema que eu vejo que impacta a segurança pública é a legislação penal brasileira. E isso de fato precisa ser encarado principalmente no Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) também, entendendo que as mudanças do Congresso são importantes para a segurança pública, para a gente rever o nosso arcabouço jurídico. Agora isso só se consegue, de fato, com uma agenda nacional da segurança pública, que é o que a gente pede e, lamentavelmente, não acontece.

Nós estamos entrando já no sexto mês de novo Congresso Nacional e a gente não vê, lamentavelmente, a discussão da segurança pública entrar em cena que nós precisamos, e isso são os nossos congressistas. Entender o que a população está passando lá na ponta, a carga de cobrança que vem sobre os operadores de segurança pública e que a gente precisa do apoio de uma legislação mais contundente, principalmente para manter preso quem mereça ficar preso.

*Folha da Vila – A população sempre cobra por mais segurança, principalmente nos bairros mais periféricos do Estado. O que está sendo feito?*

*Alexandre Ramalho -* Às vezes a gente sofre a crítica por fazer operação na periferia, como se nós tivéssemos ido para a periferia para agredir negro, agredir pobre. Olha, muito pelo contrário. Nós temos uma preocupação tão grande com as pessoas que trabalham, honestas, trabalhadoras, que entregam tanto para o Espírito Santo, que essas operações são realizadas, porque a gente sabe o quanto essas pessoas sofrem, principalmente na mão do tráfico juvenil. Jovens inconsequentes, irresponsáveis, filhos de famílias desestruturadas, que não enxergam o emprego formal como oportunidade de vida. Abandonaram a escola e não retornam. E isso impacta numa faixa etária de 14 a 29 anos, onde estão armados. Estão ligados a guerra entre facções, matando e morrendo o tempo todo.

E no meio desse tiro cruzado fica esse trabalhador, essa senhora humilde, essa senhora que levanta cedo para ir para uma casa de família prestar o seu serviço e quando volta não tem a paz, não tem o sossego. Além da opressão que o tráfico juvenil faz com essas pessoas, obrigando guardar arma de fogo, obrigando guardar droga, obrigando a seguir uma norma interna que eles determinam como o morador deve fazer. Nós entramos nessas comunidades para prender esses covardes e colocá-los atrás das grades. Quando entramos nessas comunidades, entramos para levar segurança a essas pessoas que entregam tanto para o Estado.

*Folha da Vila – Alguns vídeos do senhor em operações tem sido muitos compartilhados, a exemplo do que dá conselhos a um jovem apreendido em Linhares. É uma forma de divulgar o dia a dia do seu trabalho? Sempre costuma dar esses conselhos a jovens apreendidos?*

*Alexandre Ramalho -* Percebemos que esses conselhos deveriam vir de casa, como nós fazemos com os nossos filhos. Quando a gente apreende o menor como esse, a gente vê que a estrutura familiar dele é falida. A gente vê que ele não tem uma referência dentro de casa de um pai, de uma mãe. Muitas vezes ele acaba tendo a referência dentro da sua comunidade pelo traficante, do que o traficante ostenta, do que o traficante fala, como é que o traficante se comporta nessa comunidade E esse acaba sendo, lamentavelmente, o seu conceito de vida. Então ele abandona a escola, ele abandona o emprego formal e para alimentar o seu desejo de consumo. Quer bermuda de marca, quer o tênis de marca, quer usar as joias, quer ostenta essa visibilidade dentro da comunidade. Ele quer namorar a menininha do bairro que ele não namora e ele acha que o tráfico vai dar isso a ele.

E quando a gente entra na casa de um traficante, gerente do tráfico do bairro. Tal casa não tem nada. Uma geladeira vazia, uma panela de feijão duro em cima do fogão. Tudo desorganizado. Um colchão no chão. Aquele gerente tão famoso está dormindo no colchão ao lado da sua mulher. Triste de ver uma criança às vezes de meses, dois ou três anos, dormindo no meio daquele casal. E a gente vê que o cara não tem nada. Quando a gente apreende o jovem é um momento que a gente tem de falar “meu filho sai dessa vida, busca outro caminho, isso vai te levar o caixão”.

*Folha da Vila – Como é a relação com o governador Renato Casagrande?*

*Alexandre Ramalho -* Excelente. Tanto é que nós estamos aqui pela segunda vez, a convite do próprio governador, a quem a gente respeita muito. É um homem muito sério, digno, competente, com inúmeros projetos. E o que mais me surpreende no governador nessa relação nossa é como ele puxa a pauta da segurança pública para o seu gabinete. Não tem assunto que não seja discutido da segurança pública dentro do Palácio Anchieta. E o governador tem ajudado muito a Polícia Militar, a Polícia Civil.

Nós temos forte investimento em infraestrutura de todas as instituições e estou lembrando também do nosso Corpo de Bombeiros. Mas assim, dentro da Polícia Civil, a gente verifica o avanço na polícia técnica científica com o sistema de identificação balístico que nós inovamos, a identidade digitalizada que vai nos proporcionar a leitura digital e leitura facial e diversas tecnologias que nós podemos criar. O avanço da Polícia Civil na questão do teleflagrante, da gente poder fazer o flagrante daqui de Vitória lá no interior e isso possibilita que a gente coloque delegados que estavam lá simplesmente na questão do flagrante, mobilizando delegacias no interior.

O investimento na Polícia Militar, renovando uma frota de 2011, uma frota que estava cansada. Eu costumo dizer se os nossos veículos não servem para ser de 2011, imagina uma viatura da Polícia Militar, da Polícia Civil. Então, investimentos em delegacias, em companhias, no Corpo de Bombeiros, com os papéis, os postos avançados de bombeiro, uma implantação fantástica nos municípios, o apoio que o governo tem dado também as guardas municipais. Então é nessa linha que a gente tem muita satisfação em trabalhar com o governador Renato Casagrande.

*Folha da Vila – O senhor pretendia ser candidato a senador e não foi possível e se tornou candidato a deputado federal. Isso te frustrou?*

*Alexandre Ramalho -* Foi um processo dolorido, porque nós não entramos nisso por livre e espontânea vontade. Nós recebemos o pedido de algumas pessoas. Nós fomos consultados por algumas pessoas que esse projeto era um projeto bom. Recebemos o aval do partido, que nós seríamos candidato ao Senado. As coisas aconteceram. Não fica nenhuma mágoa, não fica nenhum ressentimento. A política é assim mesmo. Partido tem que pensar no que é melhor pra ele. E o partido entendeu que aquele momento não seria bom manter a minha candidatura ao Senado. Ele não homologou a minha candidatura e aí nós ficamos naquela. A gente não vem pra nada, não vem pra deputado federal. Mas se nós não viéssemos para nada, ficaria um conceito muito ruim também no campo da política, porque, tipo assim, só pensou em ser senador quando podia descer pra ajudar. Então, pensando nisso também, nós descemos.

Sabíamos que não conseguiríamos chegar a deputado federal porque a campanha nossa foi feita em 40 dias, sem absolutamente ninguém ao nosso lado. Foi uma campanha solitária, onde nós subimos no carrinho de som e ficávamos de 08h até 20 horas rodando os municípios, principalmente da Grande Vitória. Recebi o apoio que o partido prometeu, mas enfim, não teria o apoio político de outros municípios e de outros partidos. Então foi um processo bom no sentido de receber o calor das ruas, receber o abraço de todos que reconheciam o nosso trabalho da segurança pública. E foram 33.840 votos. Agradecer a todos que votaram na gente, que acreditaram no nosso trabalho. Não deu pra ser eleito. Ficamos como primeiro suplente. Esses votos ajudaram a fazer os dois deputados do partido: nosso presidente Gilson Daniel, e o vice-prefeito de Vila Velha, Victor Linhares, que hoje estão em Brasília e representam o Podemos. Então, da nossa parte, nós demos a contribuição que nós podíamos para eleger dois deputados federais.

*Folha da Vila – Será candidato nas eleições do próximo ano? Vai concorrer a alguma prefeitura da Grande Vitória?*

*Alexandre Ramalho -* Sempre que se aproxima o pleito eleitoral, tendo em vista a visibilidade que a Secretaria de Segurança dá com base no nosso trabalho – graças a Deus, o apoio que a gente recebe das instituições da nossa equipe de governo, da equipe da Secretaria de Segurança Pública – essa projeção, essa visibilidade, sempre se transforma nisso que você está abordando. As pessoas nos perguntam “vai vir candidato?” E aí sim, não tem nenhuma conversa nesse sentido. Nós não podemos confundir o trabalho da Secretaria de Segurança Pública com política. Jamais eu faria isso. É um trabalho muito difícil, muito árduo, onde a nossa pasta é cobrada diariamente, quer seja pela imprensa, pela equipe de governo, pela população, as comunidades mais carentes, principalmente.

O que nós estamos fazendo hoje é trabalhar muito, mas essas pessoas que vêm nos procurar e que vierem, obviamente que nós vamos conversar. Isso tem que vir de fora pra dentro. Isso nunca vai nascer da minha pessoa dizendo que eu sou candidato em tal lugar, porque eu quero por vaidade. Eu não tenho, graças a Deus, nenhuma vaidade com isso. Eu sempre fui servidor público de carreira. Quando eu pleiteei a questão do Senado, é porque eu vislumbrava a mudança de uma legislação penal que não nos ajuda lá na ponta. E eu convivi com isso 34 anos dentro da Polícia Militar.

E hoje nós estamos aberto ao diálogo. Mas isso nunca partirá da minha pessoa dizer que eu sou candidato a alguma prefeitura. Se eu tiver algum projeto nessa linha, vamos analisar ao exemplo do que eu falei com você na questão da eleição passado eu não tive apoio nenhum. Não dá pra entrar num projeto desse por vaidade pessoal. Não dá para entrar num projeto desses se não for bem construído, se não for bem consolidado. É preciso dialogar, conversar para ver se isso tem alguma viabilidade. Mas até hoje não tem nenhuma conversa nesse sentido e, da minha parte, não tem nenhum encaminhamento também nessa linha. Minha meta trabalhar na Secretaria de Segurança Pública.

*Folha da Vila – O senhor pode deixar um recado para essa juventude que hoje está muito desviada? Aquele recado que deixou lá nos vídeos para as pessoas repensarem a forma de criação dos filhos.*

*Alexandre Ramalho -* Fundamental a gente reconstruir as famílias. O que eu percebo hoje é uma família desestruturada, uma família que terceiriza a educação para as escolas e a educação começa dentro de casa. O legado de qualquer jovem, qualquer criança virá do pai, da mãe, dos bons exemplos que eles têm dentro de casa. O monitoramento é um papel obrigatório dos pais e isso, e lamentavelmente está se perdendo. Nós nos preocupamos muito com a juventude ligada ao crime. Nós apenas apreendemos constantemente jovens de 14, 15 até 13, 12 anos, portando pistolas calibre 12, quando não até fuzil, ligados diretamente ao tráfico de entorpecente, porque os covardes traficantes entendem que essa é uma mão de obra barata que não fica presa, uma mão de obra que não tem apego a escola, que não tem apego ao trabalho formal e que entra pesado no tráfico para matar o seu rival. As crianças, os jovens adolescentes de 14 a 29 anos é a parcela mais representativa das pessoas que estão cometendo homicídios e também morrendo no Estado ligados ao tráfico de entorpecentes.

O recado que fica é o pai e a mãe realmente assumirem seus filhos. A gente ter no Brasil também um processo educacional, sabe? Para a gente virar décadas para frente melhor do que nós estamos tendo agora. Então o processo começa na educação, o processo começa na família. O processo começa na infraestrutura dos bairros, no emprego formal. É isso que nós temos que ter no Brasil, pra que a gente mude essa perspectiva que nós estamos tendo ainda de 1.000 homicídios por ano ligados a essa faixa etária.

É importante todo esse investimento para em décadas futuras não ficar olhando como nós estamos olhando hoje. São 26 anos analisando estatística de homicídio no Espírito Santo e os dados são muito semelhantes. Então ver esse investimento é necessário em nível federal, estadual e municipal, principalmente no que concerne a educação, emprego e renda. Os países que avançaram nisso, os índices segurança são baixíssimos.

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