sexta-feira, 24 de maio de 2024

Entrevista: Prefeito de Ibatiba e Presidente da Amunes, Luciano Pingo destaca fortalecimento do diálogo com Governo Casagrande e com Deputados e Senadores

 

 

 

Luciano Pingo, prefeito de Ibatiba e presidente da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), conversou com o jornal e site Folha da Vila, destacou que pretende manter e ampliar o diálogo com o governo do Estado, com a Assembleia Legislativa, com os deputados federais e com o governo federal.
O presidente da Amunes também falou sobre as relações com os agentes políticos, planos e projetos a serem desenvolvidos, desafios e seus próximos passos na política.
Folha da Vila – Como está sendo estar a frente da Amunes?
Luciano Pingo – É um desafio para a gente liderar junto com os outros prefeitos e prefeitas da nossa diretoria e nossa equipe da Amunes. O trabalho da instituição é defender os interesses dos 78 municípios de forma contínua, principalmente com os órgãos que relacionam de forma mais direta com os municípios, diga-se Tribunal de Contas, Ministério Público, governo do Estado, bancada federal, governo federal e outros atores.
É compreender que cada município tem sua particularidade, cada região tem sua necessidade e a gente tem que tentar unir, equilibrar os desejos de cada município e construir as oportunidades em cima de cada demanda. Nós assumimos a Amunes dia 3 de abril, de forma oficial. Eu estou na presidência, o prefeito de Pancas Dr. Sidiclei de Andrade como vice presidente, prefeito de Marilândia Gutim como secretário e o prefeito de Iconha Gedson Paulino como tesoureiro. Mas junto com nós, temos aí em torno de mais uns 20 prefeitos e prefeitos que fazem parte da diretoria, que são divididos entre diretorias regionais e diretorias especializadas.
No dia 9 de maio, nós fizemos a nossa primeira assembleia geral do novo mandato. Inclusive criamos novas diretorias especializadas, uma na área de saúde e outra na área de educação, outra na área de inovação e cidades inteligentes, outra na área de infraestrutura, buscando potencializar mais os prefeitos e até mesmo fortalecer o debate nessas áreas citadas que nós criamos e que as diretorias que já tinha: diretoria de petróleo e gás, diretoria de mineração, diretoria de agricultura, diretoria de micro e pequenas empresas, diretoria de políticas públicas para as mulheres e afins.

Folha da Vila – Quais são seus planos e projetos a serem desenvolvidos presidindo a Amunes?
Luciano Pingo – Nós fizemos no decorrer dessa construção da nossa eleição, junto com os municípios mais próximos aqui da instituição, um aglomerado de propostas. Então, assim, supostamente, vamos dizer, a gente tem aí 50, 70 tópicos que os municípios sempre estão propondo para o trabalho na instituição. Nisso, o Sebrae e o Instituto Jones dos Santos Neves, através de uma parceria muito sólida que nós temos com o governo do Estado e ao mesmo tempo a parceria muito republicana, o Sebrae e o Instituto Jones está fazendo, junto com Amunes, um planejamento estratégico das nossas ações para o biênio 23-25.
O nosso mandato na Amunes conclui em março de 2025, e o meu mandato, dos prefeitos e das prefeitas, conclui em 31 de dezembro de 2024. Nós na Amunes, vamos ficar mais 90 dias, ou seja, mais três meses, até cuidar da sucessão da instituição. Então, os projetos nossos, dentre vários, é a questão do “Amunes na Estrada”, que nós vamos rodar as dez regiões do Estado, dialogando, construindo oportunidades em torno do municipalismo.
Nessas agendas regionais, vamos ter a presença do Tribunal de Contas, da Assembleia Legislativa, da bancada federal e do governo do Estado, diga se, o governo do Estado, num projeto ambicioso que é a Academia de Gestão Municipal 2.0, que foca qualificar prefeitos, prefeitas, vereadores, enfim, toda a sociedade, também sociedade civil, que está envolvida na gestão pública aqui no Espírito Santo, com forma de garantir que o Estado permaneça sendo destaque nacional em eficiência de gestão, sendo nota na questão fiscal.
Então, Academia de Gestão unisse a nós nesses eventos regionais que serão dez. O primeiro vai ser dia 16 de junho, em Baixo Guandu e depois dos dez encontros regionais, nós vamos concluir com um grande evento, que é o Congresso das Cidades. Nesse Congresso das Cidades vai ter também uma premiação de boas práticas em gestão. Esse prêmio já aconteceu na Amunes, e leva o nome do saudoso governador Gerson Camata.
Outra ação importante que podemos destacar é o Qualifica Amunes, que é a questão de qualificação permanente. A Academia 2.0 faz parte disso. Mas teremos aqui na instituição, propostas e ações de qualificação permanente em diversos temas, com parceiros como o Tribunal de Contas, através da Escola de Contas, Assembleia Legislativa, através da Escola do Legislativo, a ESESP (Escola de Serviço Público do Espírito Santo), e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (IFES), procurar parceiros que possam trazer para cá treinamento em todos os viés, desde da nova lei de licitação, até mesmo fiscalização de obras de engenharia nos municípios, desde capacitação de na área da educação, até mesmo na assistência social. São várias ferramentas que nós vamos continuar ofertando aos nossos 78 municípios.

Folha da Vila – Qual a importância da Amunes para o desenvolvimento dos municípios capixabas?
Luciano Pingo – Fortalecer a defesa dos interesses dos municípios, o interesse dos municípios e o interesse da população capixaba. O nosso papel enquanto instituição de defesa do municipalismo, que congrega os 78 municípios, é construir de forma coletiva políticas públicas, oportunidades para melhorar a qualidade de vida da população, sempre defendendo o equilíbrio entre gestão responsável e política pública eficiente.

Folha da Vila – Como está sendo conciliar a Amunes e a prefeitura de Ibatiba, em que é prefeito?
Luciano Pingo – É um novo desafio. Como eu estou no processo de conclusão de mandato em Itatiba, a nossa gestão já está com o carro caminhando. Diferente do primeiro mandato, que seria mais difícil, hoje nós temos grandes desafios em Ibatiba. Nós estamos procurando construir a oportunidade, construir as ações para superar alguns gargalos, mais severos. Tenho que destacar muito nessas parcerias com o governo do Estado, na pessoa do governador Renato Casagrande, a Assembleia, a bancada federal, que coloca recursos nos 78 municípios para nós, implantar políticas públicas.
Mas conciliar Ibatiba e a Amunes é um desafio que eu tenho. Cuidar da Amunes junto com os outros prefeitos e prefeitas. E aqui para fazer uma boa gestão, sem perder o foco no meu município. Estou tranquilo porque tenho uma boa equipe, que é uma aliança republicana muito forte com a Câmara, que compreende que o município de Ibatiba está à frente da instituição também é um protagonismo importante para o nosso município e um protagonismo importante para nossa região do Caparaó. Então, é desafiador conciliar os dois. Mas nós vamos avançar, porque temos um boa equipe, tanto na Amunes quanto na nossa prefeitura.

Folha da Vila – O senhor já era vice-presidente da instituição, e o presidente era o Victor Coelho (atual prefeito de Cachoeiro). Houve algum acordo para a chapa única dessa vez? Ele não quis ser seu vice?
Luciano Pingo – O Victor Coelho, prefeito de Cachoeiro de Itapemirim é um aliado de primeira mão. Nossa, Tanto que eu fui seu vice presidente e o Vitor compreendeu que não ia disputar a reeleição. E aí, numa convergência de forças políticas com os prefeitos, com as prefeitas, consegui construir essa unidade em torno do meu nome. Tanto que a chapa foi única, não teve disputa, teve algumas possibilidades de debates, mas nós conseguimos convergir em torno do meu nome e o Vitor foi um parceiro importante para a construção desse momento e é um parceiro importante para a construção, fortalecimento cada vez mais da Amunes.
O Vitor fez uma boa gestão. A gestão enérgica focou muito nas pautas nacionais que são importantes para o nosso município. Recentemente tivemos a aprovação do recurso para o piso da enfermagem, que foi uma atuação muito forte da Amunes com a CNM (Confederação Nacional de Municípios). Quem era presidente da Mesa quando começou o debate? O prefeito de Cachoeiro, Vitor Coelho, foi aprovado a PEC, que agora não permite mais criar projetos de lei em Brasília, que gera despesas sem ter a fonte de receita. Um debate importante, que é a Amunes, liderada pelo Vitor, junto com a CNM.

Folha da Vila – Como é sua relação com os prefeitos, principalmente da Grande Vitória?
Luciano Pingo – Maravilhosamente perfeita. Temos o prefeito Euclério Sampaio, de Cariacica, que é o nosso diretor da região metropolitana. Mas os outros atores da Grande Vitória, diga-se, o prefeito Arnaldinho de Vila Velha, prefeito Lorenzo Pazolini de Vitória, prefeito Wanderson Bueno, de Viana, o prefeito Sérgio Vidigal, da Serra, são nossos parceiros, e em sua grande maioria, são parceiros do governo do Estado e nós estamos com eles para continuar colaborando nas ações das prefeituras.

Folha da Vila – O senhor é muito próximo ao governador Renato Casagrande. O quão importante é essa aliança à frente do seu trabalho na instituição?
Luciano Pingo – A gente brinca que o governador é o nosso pai na vida pública, atualmente aqui no Espírito Santo, porque tem dado os presentes que a gente quer para a nossa população, que é melhoria de qualidade de vida em qualquer canto que você for, no estado do Espírito Santo, independente do prefeito ser Vasco ou Flamengo, independente de qualquer posição política, tem investimento do governo do Estado nos municípios.
Brinco que o Renato tem um programa que chama Estado Presente, de combate a violência, mas esse programa pode se dizer que o Estado está presente nos 78 municípios com investimentos. Então, o governador Renato Casagrande tem uma boa equipe e uma parceria sólida com a Sebrae e com a Assembleia Legislativa, as instituições do Espírito Santo. O Estado vive um momento belíssimo e destaque no cenário nacional em gestão eficiente. O governador, junto com toda sua equipe, é um parceiro número um dos municípios e da Amunes, porque congrega e representa os nossos municípios.

Folha da Vila – E a respeito da bancada capixaba? como é sua relação com os representantes?
Luciano Pingo – A bancada capixaba, hoje liderada pelo deputado federal da Vitória. Nós temos uma ótima relação. A Amunes realiza com a bancada uma interlocução permanente das pautas nacionais, que é o foco deles. Recentemente, teve a Marcha em Brasília. Nós tivemos uma boa reunião com a bancada e no dia 8 de maio, eu e o Dr. Sidclei, reunimos com o deputado da Vitória para alinharmos algumas coisas de pautas nacionais e até mesmos alinharmos a presença da bancada através dos deputados e senadores nos nossos encontros regionais. Em relação com a bancada, os dez deputados e os três senadores. É perfeito, até mesmo porque, além das bandeiras dos municípios, eles colaboram em resolver os problemas do Espírito Santo lá em Brasília.
Vale destacar também a nossa relação com a Assembleia Legislativa, com os 30 deputados. Uma relação muito boa. Eles colaboram com o município e aí, diga-se de passagem, a Amunes não é dos prefeitos nem é dos deputados. Ela é de todo o povo capixaba, de todos os mandatários. Isso aqui é a casa nossa, como a Assembleia, a Casa do Povo, que também é a casa dos municípios. Mas todos os deputados, todos os senadores, tem total liberdade de relacionar com a gente, construir parceria.

Folha da Vila – No quesito econômico, quais são os principais desafios para fortalecer os municípios?
Luciano Pingo – A gente sabe que a instabilidade econômica que o país tem vivido nos últimos anos não é no atual governo e nos últimos anos, por algumas políticas econômicas que ora um presidente constrói para outro, muda, sugere alguma insegurança para a máquina pública e o custo da máquina pública vem aumentando muito nos últimos anos. Então, às vezes o governo federal toma uma medida importante para a população para reduzir o impacto de custo de vida da população, mas isso traz impacto na economia, na arrecadação. Ao reduzir a arrecadação, reduz dinheiro no cofre dos municípios e aí precisa se construir oportunidades.
Aqui no Espírito Santo, nós tivemos um prejuízo gigante através da redução dos ICMS do combustível, uma decisão necessária para facilitar a vida da população, mas ao mesmo tempo uma decisão que aperta o cofre do Estado e das prefeituras. Sorte nossa que nós temos um governador excelente que consegue substituí os nossos prejuízos com investimentos, mas nem todo estado consegue. Mas mesmo assim, se nós não tivéssemos a redução dos ICMS, nós tínhamos mais recurso, encaixes que a nossa arrecadação estava maior. Então nós tínhamos mais oportunidades.
Os municípios menores têm uma dificuldade maior de construir receitas próprias por inúmeras situações. Eu sou prefeito, uma cidade do interior de quase 30 mil habitantes, que é Ibatiba, a capital capixaba dos tropeiros. Nós somos muito dependentes do governo do Estado e do governo federal. E aqui no Espírito Santo, como é uma dinâmica diferenciada de transferência de recurso, principalmente agora, através das metodologias fundo a fundo para desburocratizar a chegada do recurso lá na população. Isso tem tornado nós cada vez mais eficiente em políticas públicas e também mais dependente do governo do Estado para resolver os nossos problemas.

Folha da Vila – Quais seus próximos passos na política nos próximos anos?
Luciano Pingo – Estou muito focado em concluir o meu mandato. Eu sou o primeiro prefeito reeleito de Ibatiba, nunca teve reeleição no meu município, então é um sinal que a população reconheceu o nosso trabalho. Estou muito focado em construir o término da minha gestão e sair, entregar para o próximo gestor uma prefeitura muito melhor do que eu peguei em 2017, quando eu assumi, ciente que eu tenho um desafio que ao término de 2024 eu vou ter uma avaliação do Luciano de 2017 a 2020 com o Luciano de 2021 a 2024.
Não vou ser comparado às vezes com outro ex-prefeito, eu vou ser comparado comigo mesmo. Então meu desafio é bem maior a meu papel, que é entregar a prefeitura organizada. Sem dívidas. Com dinheiro em caixa. Prefeitura estruturada, sem problemas é impossível. O desafio de gestão ainda gigante nos municípios trabalhar de acordo com meu grupo político, na orientação deles.
Continuar conduzindo a Amunes com os nossos parceiros, com os nossos prefeitos e prefeitos. Em março de 2025 tem a sucessão da Amunes. Entregar a instituição é mais forte e mais resolutivo. E aí vai ser mais desafios dos próximos presidentes, porque todos os presidentes que passaram por aqui deram as suas colaborações no seu tempo, no seu modo.
Naquele desafio colocado para o Luciano hoje e para a equipe, é um desafio em 2025, ou o prefeito que entrar na Amunes vai ter um outro modelo de desafio, pois essa questão de inovação, de tecnologia está cobrando da gente cada vez mais. No meu futuro não tenho como dizer o que que eu vou fazer. Tá na mão do Papai do céu. Quando eu entregar a prefeitura e entregar a Amunes, te digo que esses três meses que eu vou cuidar da Amunes eu praticamente vou ficar por conta da instituição somente, porque não terei mais o compromisso como prefeito da minha cidade, mas sou cidadão lá daquela terra dos tropeiros que eu tanto gosto e amo, minha região do Caparaó.
O meu próximo passo na política está nas mãos de Deus. O futuro é Dele. A gente vai fazer as nossas obrigações, responsabilidades, entregar uma boa gestão lá, entregar uma boa gestão na Amunes e vê o que está reservado para a gente logo ali, que o tempo passa muito rápido. E quero também, depois que eu terminar meu mandato de prefeito, o caminho que eu seguir eu quero voltar para universidade e estudar um pouco mais e capacitar mais e ficar mais preparado para qualquer desafio na iniciativa privada e na vida pública.

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