
A elaboração do Atlas da Mata Atlântica Capixaba, desenvolvida pelo Governo do Estado, representa um marco significativo para o planejamento ambiental e territorial do Espírito Santo. Este atlas, além de mapear áreas de mata nativa e outros ecossistemas, oferece dados precisos e imagens de alta qualidade, consolidando-se como uma ferramenta essencial para análises preliminares de diferentes áreas nos municípios.
No caso de Vila Velha, os dados trazem informações relevantes que exigem atenção e planejamento:
Área total: aproximadamente 212,4 km²;
Área edificada: cerca de 42 milhões de m²;
Mata nativa: aproximadamente 17 milhões de m²;
Mata em regeneração: cerca de 12,5 milhões de m²;
Manguezais: 2 milhões de m²;
Brejos: 13 milhões de m²;
Macega: 7 milhões de m²;
Pastagens: 76 milhões de m².
Dentre outras.
As PASTAGENS em Vila Velha se destacam pela sua extensão significativa, destinadas à criação de cerca de 10 mil animais quadrúpedes, incluindo bovinos, ovinos, caprinos e equinos. Em sistemas de criação extensiva, cada animal necessita, em média, de 1,5 hectare (15 mil m²) ao longo de seu ciclo de vida até o abate. Isso gera uma demanda de cerca de 67 milhões de m² de pastagens, indicando um superávit de aproximadamente 9 milhões de m².
Esse excedente representa uma oportunidade valiosa para a exploração de novas finalidades, como:
Desenvolvimento agrícola sustentável;
Empreendimentos empresariais, logísticos ou de transformação;
Expansão urbana planejada.
Além disso, Vila Velha apresenta uma forte dependência econômica em relação à arrecadação do ISS, com boa parte da receita proveniente das operações portuárias. No entanto, os investimentos em novos portos no norte e sul do estado apontam para uma POSSIVEL redução na competitividade do Porto de Vila Velha, especialmente no que se refere às cargas gerais.
Diante desse cenário, é fundamental estratégias que assegurem desenvolvimento com oportunidades para todos, priorizando o uso racional dos recursos existentes, como o superávit de áreas de PASTAGENS, criando oportunidades sólidas e inovadoras para as gerações presentes e futuras.
Henrique Casamata
É Engenheiro
O texto acima reflete opinião do autor.