domingo, 15 de março de 2026

As áreas de PASTAGENS no território de Vila Velha: desafios e oportunidades

 

 

A elaboração do Atlas da Mata Atlântica Capixaba, desenvolvida pelo Governo do Estado, representa um marco significativo para o planejamento ambiental e territorial do Espírito Santo. Este atlas, além de mapear áreas de mata nativa e outros ecossistemas, oferece dados precisos e imagens de alta qualidade, consolidando-se como uma ferramenta essencial para análises preliminares de diferentes áreas nos municípios.

No caso de Vila Velha, os dados trazem informações relevantes que exigem atenção e planejamento:

Área total: aproximadamente 212,4 km²;

Área edificada: cerca de 42 milhões de m²;

Mata nativa: aproximadamente 17 milhões de m²;

Mata em regeneração: cerca de 12,5 milhões de m²;

Manguezais: 2 milhões de m²;

Brejos: 13 milhões de m²;

Macega: 7 milhões de m²;

Pastagens: 76 milhões de m².

Dentre outras.

As PASTAGENS em Vila Velha se destacam pela sua extensão significativa, destinadas à criação de cerca de 10 mil animais quadrúpedes, incluindo bovinos, ovinos, caprinos e equinos. Em sistemas de criação extensiva, cada animal necessita, em média, de 1,5 hectare (15 mil m²) ao longo de seu ciclo de vida até o abate. Isso gera uma demanda de cerca de 67 milhões de m² de pastagens, indicando um superávit de aproximadamente 9 milhões de m².

Esse excedente representa uma oportunidade valiosa para a exploração de novas finalidades, como:

Desenvolvimento agrícola sustentável;

Empreendimentos empresariais, logísticos ou de transformação;

Expansão urbana planejada.

Além disso, Vila Velha apresenta uma forte dependência econômica em relação à arrecadação do ISS, com boa parte da receita proveniente das operações portuárias. No entanto, os investimentos em novos portos no norte e sul do estado apontam para uma POSSIVEL redução na competitividade do Porto de Vila Velha, especialmente no que se refere às cargas gerais.

Diante desse cenário, é fundamental estratégias que assegurem desenvolvimento com oportunidades para todos, priorizando o uso racional dos recursos existentes, como o superávit de áreas de PASTAGENS, criando oportunidades sólidas e inovadoras para as gerações presentes e futuras.

 

Henrique Casamata

É Engenheiro

O texto acima reflete opinião do autor.

 

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