O segundo turno da disputa pelo Palácio Anchieta já movimenta os principais grupos políticos do Espírito Santo.
De um lado, o prefeito de Colatina e presidente estadual do PSD, Renzo Vasconcelos, oficializou apoio a Lorenzo Pazolini (Republicanos). Do outro, o candidato a governador Ricardo Ferraço (MDB) reuniu cerca de 70 lideranças políticas, entre prefeitos, vice-prefeitos e presidentes de câmaras municipais, para discutir os próximos passos da campanha.
O encontro de Ricardo ocorreu na sede do Sindifer e contou com a participação do senador eleito Renato Casagrande (PSB). Durante a reunião, o grupo fez uma avaliação do primeiro turno e discutiu estratégias para a nova etapa da disputa, com os prefeitos sendo apontados como peças importantes na mobilização nos municípios.
O apoio de Renzo a Pazolini foi anunciado nas redes sociais. O prefeito se encontrou com o candidato no comitê do ex-prefeito de Vitória e declarou apoio à candidatura. Usando o número de urna de Pazolini no peito, Renzo afirmou: “Confirmo e reafirmo o meu compromisso com Lorenzo Pazolini por paz, valores e prosperidade no Espírito Santo”.
A aproximação entre os dois grupos não é recente. Durante a formação das chapas para o primeiro turno, Renzo e Pazolini chegaram a discutir uma composição. Naquele período, o presidente estadual do PSD pretendia indicar a esposa, Lívia Vasconcelos (PSD), para a vaga de vice-governadora na chapa do republicano.
O acordo, porém, não avançou. Renzo optou por cumprir o compromisso firmado com Sergio Meneguelli (PSD), que contava com a indicação para disputar uma vaga ao Senado. A composição entre Republicanos e PL já tinha duas candidaturas ao Senado, Evair de Melo (Republicanos) e Maguinha Malta (PL), o que inviabilizou a entrada de Meneguelli na chapa.
Com isso, o PSD seguiu sozinho no primeiro turno, enquanto Pazolini escolheu a Bispa Eliane Leal (PL) como candidata a vice-governadora.
Apesar da ausência de uma aliança formal na primeira etapa da eleição, a proximidade política entre Renzo e Pazolini vinha sendo observada desde a pré-campanha. A relação entre os dois era considerada mais próxima do que a mantida pelo prefeito de Colatina com o grupo liderado pelo então governador Renato Casagrande e por Ricardo Ferraço.
Nos bastidores, embora o grupo de Casagrande e Ricardo tenha buscado atrair o PSD para a aliança, havia dúvidas sobre a possibilidade de uma composição.
Um dos obstáculos estava relacionado à eleição municipal de 2024 em Colatina. Na ocasião, Casagrande, então governador, apoiou a candidatura de Guerino Balestrassi (Podemos) à reeleição para a Prefeitura de Colatina.