O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse na noite de hoje que o ano que vem será sobre “resgatar almas”.
Flávio discursou em evento religioso conservador em Vitória (ES). Promovido pelo senador Magno Malta (PL-ES), o “Grande Clamor Pelo Brasil” reuniu, além do primogênito do ex-presidente, o ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL) e o vereador de Balneário Camboriú Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), entre outros políticos, como o senador Eduardo Girão (Novo-CE) e os deputados estaduais Gilvan da Federal (PL-ES), Wilder Morais (PL-GO) e Hélio Negão (PL-RJ).
Pré-candidato do PL ao Planalto iniciou discurso citando a vigília convocada por ele, que motivou prisão preventiva de seu pai. Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), citou que a convocação para o ato indicava uma possível tentativa de causar tumulto e facilitar a fuga de Bolsonaro da prisão domiciliar.
“A gente está num país onde até convocar uma vigília para orar para o próprio pai foi interpretado como crime”, disse Flávio Bolsonaro, em discurso.
“2026 vai ser sobre resgatar almas”, segundo o senador. “Esta é acima de tudo uma guerra espiritual, em que o lado de lá evoca o que tem de mais perverso para oprimir a nossa nação. Que nós possamos sentar à mesa, para que esses do mal nos vejam sentados à mesa, fazendo a Santa Ceia, comemorando a vitória do bem sobre o mal”, completou, em referência a uma suposta vitória sua nas eleições do próximo ano.
Flávio concluiu fala pedindo para o público presente repetir uma oração. Além do pré-candidato, Magno Malta e outros políticos e pastores também discursaram.
Romeu Zema como vice?
Com os dois pés e em ritmo de pré-campanha, o senador Flávio Bolsonaro (PL) pisou em solo capixaba por volta das 18 horas desta segunda-feira (22).
Em coletiva, Flávio respondeu sobre comentários de que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), teria sido sondado para ser candidato a vice-presidente em sua chapa. O senador afirmou que seria uma honra ter o governador mineiro caminhando com ele.
“Desde que lancei meu nome como pré-candidato, falei com todos esses que estavam aí com seu nome também colocado sobre a mesa para disputar uma possível candidatura à Presidência, e sem dúvida nenhuma o Zema é um quadro muito importante, é um governador muito competente, que tem uma boa avaliação. Seria uma grande honra se o Zema caminhasse junto conosco. Não sei em qual posição, se como vice-presidente ou alguma outra função, se é que ele não vai tentar a candidatura a presidente também. Mas estamos no momento de aproximar e de avaliar cenários. E, a partir do final de março e começo de abril, é quando teremos um cenário mais real para tomar as decisões corretas.”
Até o dia 5 de abril, governadores que quiserem disputar outro cargo eletivo (senador e presidente, por exemplo) terão de renunciar, como pode ser o caso de Zema em Minas, Ronaldo Caiado (União) em Goiás, Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, e Ratinho Júnior (PSD) no Paraná.