O universitário Matheus Stein Pinheiro, de 26 anos, será julgado pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira (17), em Vitória, pela morte de Ana Carolina Rocha Kurth, de 24 anos. A jovem foi assassinada com mais de 40 facadas em maio de 2023.
O julgamento está marcado para começar às 9h, no Fórum Criminal de Vitória, e foi confirmado nesta terça-feira (15) pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) e pelo Ministério Público do Estado (MPES).
Segundo o MPES, Matheus responde por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de feminicídio.
O crime aconteceu em 15 de maio de 2023, dentro do apartamento onde o casal morava, na Rua Gama Rosa, no Centro de Vitória. De acordo com relatos repassados aos policiais militares que atenderam à ocorrência, vizinhos ouviram Ana Carolina gritando e pedindo socorro antes de ser morta e acionaram a polícia.
Quando chegaram ao imóvel, os militares encontraram a porta principal arrombada e a jovem caída no corredor, que estava coberto de sangue. O Samu foi acionado, mas Ana Carolina já havia morrido no local.
Ainda segundo os relatos dos vizinhos, o casal vivia no edifício havia cerca de três meses. Durante esse período, moradores afirmaram ter presenciado discussões frequentes e pedidos de socorro feitos pela vítima.
O pai de Matheus informou aos policiais que o filho fazia tratamento psiquiátrico. O universitário foi preso dois dias depois do crime.
Durante o processo, Matheus foi submetido a exame para avaliar sua capacidade mental. Conforme o laudo apresentado pela defesa, ele teria apresentado alucinações que teriam motivado o crime, além de doença mental associada ao uso de múltiplas drogas.
Em 2024, a defesa apresentou o documento à Justiça. O Ministério Público, porém, pediu a impugnação do laudo, que acabou rejeitado pela juíza Mônica da Silva Martins.
Procurado, o advogado Homero Mafra afirmou que a defesa espera que os jurados reconheçam a inimputabilidade de Matheus, com base nos laudos oficiais que integram o processo.
“A defesa confia que os jurados reconhecerão a inimputabilidade, na linha dos laudos oficiais que existem no processo”, declarou.
O advogado também afirmou: “O clamor das ruas, diante de um fato extremamente grave, não pode se sobrepor às perícias oficiais que atestam a doença mental de Matheus”.