Mais de 1,3 tonelada de maconha foi apreendida pela Polícia Militar dentro de um apartamento em Riviera da Barra, em Vila Velha, nesta quinta-feira (29). A apreensão ocorreu após uma denúncia que levou os policiais até o imóvel. Três pessoas foram detidas e encaminhadas, junto com a droga, à sede da Polícia Federal.
Os suspeitos foram identificados como Felipe Vieira Lima, de 29 anos, conhecido como “Di Rocha”; Saulo Ferreira Junqueira, de 45; e Cleidileia Firmino, de 46 anos.
Segundo o tenente Gama, da Polícia Militar, os agentes sentiram um forte cheiro de maconha ao cercarem o apartamento. Quando se aproximaram do portão, avistaram um homem segurando um tablete da droga. Ao perceber a presença dos policiais, ele correu pelas escadas em direção ao interior do imóvel.
“Quando nos aproximamos do portão, foi possível ver um indivíduo que, ao perceber a presença dos policiais, com um tablete da substância em mãos, correu na escada, subindo. Nós quebramos o cadeado, adentramos o imóvel. Aquele odor foi ficando cada vez mais forte e, quando abrimos um cômodo, foi possível encontrar essa vasta quantidade de entorpecentes”, relatou o tenente.
Ainda de acordo com o policial, parte da maconha estava exposta no apartamento, enquanto outra quantidade era armazenada em bolsas com zíper e caixas fechadas.
O tenente afirmou que os três detidos não integrariam uma facção criminosa específica, mas seriam responsáveis por distribuir drogas para grupos que atuam em comunidades da Grande Vitória. Entre as organizações mencionadas estão o Terceiro Comando Puro (TCP) e o Primeiro Comando de Vitória (PCV).
“Um dos detidos já tem passagens por tráfico de drogas, roubo, e o que nós sabemos é que esses indivíduos não pertencem a uma facção específica, mas sim distribuem essas drogas para que as facções fracionem e façam o varejo de drogas nas comunidades que sofrem com as influências das facções criminosas, sobretudo o Terceiro Comando Puro (TCP) e o Primeiro Comando de Vitória (PCV)”, explicou Gama.
Conforme o tenente, os três moravam no apartamento havia aproximadamente um ano. A quantidade de entorpecentes encontrada surpreendeu os vizinhos, que acreditavam que o cheiro de maconha vinha do possível consumo da substância no imóvel.
A operação foi realizada após informações recebidas pela 17ª Companhia Independente da Polícia Militar. Os dados foram analisados pela Diretoria de Inteligência (Dint), em conjunto com os setores de Inteligência da própria companhia e do 4º Batalhão da Polícia Militar (4º BPM).
A ocorrência foi encaminhada à Polícia Federal, que atua em casos de possível tráfico interestadual. Até a última atualização da reportagem, os procedimentos ainda estavam em andamento.