Um médico foi demitido da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Serra-Sede, na Serra, após receitar um medicamento em excesso para uma paciente.
O remédio Ibuprofeno havia sido receitado para que a paciente o tomasse a cada duas horas, porém, de acordo com especialistas, essa dose excessiva poderia causar de vertigem a queda de pressão arterial e insuficiência respiratória.
Além do remédio em excesso ter sido receitado, a paciente que o denunciou afirmou um descaso na hora da consulta, com grosserias sendo proferidas por esse profissional.
Em entrevista, a paciente contou que no momento da consulta, o médico disse que “aparentemente” no exame dela nada de errado havia sido encontrado e ali ela percebeu o descaso do ginecologista. Ao falar ao médico que mesmo tomando o remédio ela ainda estaria com dor, ele a questionou perguntando “você quer que eu faça o que?”.
No momento em que percebeu que o médico estava sendo arrogante e sarcástico, ela apenas pediu o medicamento e foi ali que percebeu que a receita estava errada. Ao se dirigir à uma farmácia, as funcionárias do local também presenciaram o erro na receita médica.
Por meio de nota, a Secretaria de Saúde da Serra informou que está sendo realizada uma apuração sobre condutas atribuídas ao profissional, e que o erro foi corrigido ainda na farmácia municipal, antes que a paciente fizesse uso do medicamento prescrito.
A secretaria reforça que não compactua com a situação relatada e que agiu imediatamente, desligando o médico da função que exercia.
CRM-ES
O Conselho Regional de Medicina (CRM) do Estado do Espírito Santo criticou a demissão do médico por parte da prefeitura.
“O afastamento prévio à apuração dos fatos levanta preocupações quanto ao devido processo legal e aos direitos dos profissionais de saúde”, diz a nota.
O texto encaminhado à imprensa acrescenta que “o Código de Ética Médica, por exemplo, estabelece que os médicos têm o direito a uma investigação justa e imparcial antes de qualquer sanção ou medida administrativa”.
O CRM-ES finaliza a nota afirmando que o conselho pode instaurar sindicância por meio de denúncia formal. “Todas as denúncias são rigorosamente apuradas”, declara.
Caso de abuso sexual foi descoberto
A equipe de reportagem descobriu que esse mesmo médico, em abril de 2022, violentou sexualmente uma paciente de 22 anos no banheiro do Hospital Municipal de Vila Velha. A mulher que havia marcado uma consulta pois teria sofrido um aborto.
Após o caso, a mulher, junto de seu namorado, o denunciaram à polícia. A perícia encontrou no banheiro do hospital e encontrou um material contendo esperma do ginecologista.
Ele foi condenado a oito anos de prisão em outubro do ano passado mas recorreu e está respondendo ao crime em liberdade.