domingo, 3 de maio de 2026

Funcionários são afastados após bebê ter pé queimado em hospital na Serra

A Secretaria de Saúde (Sesa) determinou o afastamento dos funcionários que possam estar envolvidos no procedimento que causou queimaduras de terceiro grau em um recém-nascido no Hospital Jayme dos Santos Neves, na Serra, na última terça-feira (19).

O órgão confirmou que determinou que a medida seja tomada de forma prevetiva pela direção do hospital. De acordo com a secretaria, o afastamento é necessário “até a conclusão da apuração sobre as circunstâncias que envolveram os ferimentos provocados no bebê”.

Além disso, por ordem do Secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, foi encaminhado o pedido de abertura imediata de auditoria para que, no prazo máximo de 30 dias, um relatório sobre o fato seja apresentado.

Confira a nota na íntegra:
“A Secretaria da Saúde (Sesa) informa que determinou à direção do hospital que os profissionais potencialmente envolvidos no caso sejam afastados preventivamente até a conclusão da apuração sobre as circunstâncias que envolveram os ferimentos provocados no bebê. Por ordem do Secretário de Estado da Saúde, foi encaminhado ao setor de Auditoria da Sesa o pedido de abertura imediata de auditoria para que, no prazo máximo de 30 dias, apresente relatório conclusivo sobre o fato”.

Entenda o caso
Um recém-nascido sofreu queimaduras de terceiro grau no pé horas depois do parto no Hospital Estadual Jayme dos Santos Neves, na Serra, na última terça-feira (19). O caso foi denunciado pela família do bebê nas redes sociais e, após a notificação do caso, a Secretaria da Saúde determinou que os profissionais envolvidos no procedimento sejam afastados provisoriamente das suas funções.

Os pais da criança moram no bairro Cidade Pomar, no mesmo município em que fica o hospital. Em seu relato, a mãe do bebê, Sara Peisino Barbosa, contou que foi internada na unidade de saúde um dia antes do parto — que foi induzido por ser tratar de uma gravidez de risco. No dia 19, às 6h, José nasceu através de um parto normal. “Dia 19/08 às 6h o José nasceu, saudável e perfeito, depois de um parto normal, foi uma felicidade enorme”, escreveu.

Sara conta que horas após o parto, José foi levado para uma incubadora, pois a temperatura corporal dele foi considerada abaixo da ideal. “Ele estava com a temperatura de 36.2 e o ideal seria 36.5, minha mãe foi acompanhá-lo e eu fui descansar”.

Tempo depois, ela acordou ao ouvir o choro do filho. Ela relata que, neste momento, sentiu o cheiro de algo queimando e observou que havia várias pessoas na sala. “Estava um alvoroço, me levaram pro andar de baixo onde fica a UTIN (Unidade de Terapia Intensiva Neonatal) e minha mãe me contou o que tinha acontecido”.

A avó do bebê contou para a filha que, enquanto José estava na incubadora, uma enfermeira esquentou o algodão em uma estrutura da incubadora e colocou dentro da meia do recém-nascido. A profissional colocou o macacão do menino de volta e, imediatamente, ele começou a chorar.

“Elas (enfermeiras) alegaram que seria fome e coloram o dedo com luva na boca dele, ele se acalmou pois é muito bonzinho mas o fogo continuou e subiu um cheiro forte, minha mãe viu que a cor do macacão estava diferente e tirou. Quando tirou o pé do José já estava queimado, a meia e o macacão também”, explicou a jovem.

“Graças a Deus minha mãe viu a tempo, pois agora eu poderia estar sem meu filho por ter queimado ele inteiro”, lamentou a mãe, nas redes sociais.

Segundo ela, o bebê foi transferido para o Hospital Infantil e segue na UTIN. Nesta sexta-feira (220, ele será submetido a uma cirurgia para que os médicos indiquem a profundidade da queimadura.

“Não estou tendo o direito de descansar como precisaria, foi tirado o direito do meu filho de ter amamentação exclusiva, eu estou passando as noites em claros pois estou longe do meu filho, danos que nunca serão esquecidos. Nós teríamos alta hoje se não fosse essa situação, agora não sei quando vou trazer meu neném pra casa”, desabafou.

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