segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Imposto vai dobrar preço de compras on-line importadas 

 

Os impostos sobre produtos importados comprados de plataformas de comércio eletrônico por pessoas físicas podem dobrar o valor do item. O imposto aduaneiro é de 60%, mas a cobrança não incide só sobre o valor do produto. Entram na conta também o frete e o seguro envolvidos na transação, segundo os especialistas.

O governo federal decidiu fechar o cerco ao drible que plataformas como Shein, Shopee e AliExpress, entre outras, fazem à tributação de importados. Como as varejistas nacionais pagam impostos e criam emprego no Brasil, o governo argumenta que os e-commerces internacionais estão praticando concorrência desleal. Quando a encomenda entra na fiscalização, o imposto é cobrado e, em muitos casos, acaba mais do que dobrando o valor total da compra.

Essa decisão pode afetar 82,6 milhões de consumidores no País, que já fizeram compras nas redes Ali Express, Shein e Shopee, segundo dados do Instituto Locomotiva.

O grande volume de importações (vendas) realizadas supostamente entre pessoas físicas, até então sem incidência do imposto de importação até o limite de 50 dólares é o que levou a decisão que vai até dobrar o preço de produtos, explica o advogado tributarista Samir Nemer.

“Na prática, alguns e-commerces utilizando de roupagem de marketplace, enviam os produtos ao Brasil via pessoas físicas, que agora passarão a ser taxados em 60% de imposto de importação”, diz.

Somado o valor dos impostos à compra realizada nos comércios eletrônicos, o preço total que o consumidor deverá pagar muitas vezes acaba alcançando o dobro, ou até mais, do planejado, reforça a advogada Eduarda Coser Casotti.

Nos estados vão haver Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na importação caso uma empresa brasileira importe o produto, segundo a contadora Mônica Porto. “Via de regra eles importam a 4% mas quando entregam para o consumidor final o produto importado o ICMS chega a 20% dependendo do estado. No ES é 17%. Mas esse é para as empresas”, afirma.

O Ministério da Fazenda informou pretende reforçar a fiscalização e que a partir da Medida Provisória, o exportador vai ter que prestar declaração antecipada com dados do exportador e de quem compra, além do produto. “As mudanças vão beneficiar o consumidor que vai receber suas compras on-line mais rápido, com mais segurança e qualidade”, informou.

Matéria relacionada

Homem é preso após tentativa de abuso contra menina de 11 anos em Vitória

Homem é preso após tentativa de abuso contra menina de 11 anos em Vitória

Um homem de 33 anos foi preso após uma tentativa de abuso sexual contra uma menina de 11 anos na noite deste domingo (20), em uma praça do bairro Ilha

MPF estuda ir à Justiça contra nova regra de sombra nas praias de Vila Velha

MPF estuda ir à Justiça contra nova regra de sombra nas praias de Vila Velha

O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF-ES) informou que vai estudar medidas judiciais cabíveis contra o município de Vila Velha após a aprovação de uma nova regra para o

Chuva dá trégua no ES e fim de semana terá sol e temperaturas em alta

Chuva dá trégua no ES e fim de semana terá sol e temperaturas em alta

Depois de uma semana marcada por instabilidade e chuva em diferentes regiões do Espírito Santo, o tempo deve ficar mais firme durante o fim de semana. Segundo o Instituto Capixaba

Aposentado ou pensionista que votar não precisará fazer prova de vida

Aposentado ou pensionista que votar não precisará fazer prova de vida

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que comparecerem para votar nas eleições de outubro não precisarão fazer a verificação da Prova de Vida neste ano. De

PIS e Cofins: Receita Federal identifica R$ 4,6 milhões em divergências no ES

PIS e Cofins: Receita Federal identifica R$ 4,6 milhões em divergências no ES

A Receita Federal identificou R$ 4,6 milhões em divergências relacionadas a PIS/Pasep e Cofins em 67 empresas do Espírito Santo. Os dados fazem parte da nova edição da Malha Fiscal

Enem pode ter redação dividida por áreas a partir de 2028; proposta ainda está em discussão

Enem pode ter redação dividida por áreas a partir de 2028; proposta ainda está em discussão

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) discute mudanças no modelo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2028, incluindo uma nova forma

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *