sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Economia Criativa registra mais de 170 mil postos de trabalho no Espírito Santo.

 

O Espírito Santo encerrou o ano de 2022 com 171 mil pessoas ocupadas em atividades ligadas à economia criativa. O número representa cerca de 9% do total de trabalhadores ocupados no Estado.

O segmento reúne cultura, design, arquitetura, artesanato, comunicação, gastronomia, eventos, tecnologia da informação, entre outras especialidades profissionais.

As informações fazem parte do Boletim Economia Criativa referente ao 4º trimestre de 2022, que foram apresentadas nesta quinta-feira (30), pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) em parceria com a Secretaria da Cultura (Secult).

A publicação traz dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios – Contínua (PNAD-C), e acompanha o desempenho das principais variáveis do mercado de trabalho desse segmento no Espírito Santo e suas comparações com os demais estados e regiões do País.

“Essa parceria com o Instituto Jones dos Santos Neves, que produziu dados em torno da economia criativa, é de enorme importância para a Secult. A partir desses dados, podemos compreender melhor as demandas do setor e encaminhar nossas políticas públicas”, explicou o secretário de Estado da Cultura, Fabricio Noronha.

O diretor-presidente do Instituto Jones dos Santos Neves, Pablo Lira, destacou o caráter inovador da publicação, que permite oferecer um panorama sobre as atividades relacionadas à Economia Criativa.

“Essa publicação traz um rico diagnóstico das atividades ligadas à cultura, design, comunicação e tecnologia da informação, entre tantas outras que compõem o segmento. Estamos vivendo a era da inovação e a gente vê aqui no Estado um desempenho importante da economia criativa, especialmente nos segmentos das TICs, como a gamificação, o desenvolvimento de aplicativos e também soluções no campo das startups”, pontuou.

Resultados

De acordo com a publicação, no quarto trimestre de 2022, 171 mil pessoas estavam ocupadas em atividades denominadas criativas no Espírito Santo. Isso representou um aumento de +5,4% em relação ao trimestre anterior. Na comparação interanual (quarto trimestre de 2021), houve variação negativa de 1%. Já a participação no total de pessoas ocupadas no Estado ficou em 8,6%, número próximo à média nacional, que é de 9,4%.

Em relação ao ranking de Unidades da Federação (UFs), o Espírito Santo apresentou o 10º maior percentual de trabalhadores ocupados nos setores criativos, ganhando nove colocações em relação ao trimestre anterior. O estado do Rio de Janeiro lidera com 12% das pessoas neste segmento, seguido por São Paulo, com 11,4% e Distrito Federal, com 10%.

Em termos de rendimento real recebido nas atividades criativas, considerado apenas o trabalho principal, ocorreu expansão de +4,9% em relação ao trimestre anterior e +1,8% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

A média de rendimento por trabalhador alcançou o valor de R$ 2.378,93 no 4º trimestre de 2022, deixando o Estado na 11ª posição na comparação com as demais UFs.
O estudo revela ainda que, das pessoas que atuam em segmentos criativos no Espírito Santo, 55,2% são empregados no setor privado e 36,1% trabalham por conta própria. Nesse último caso, é possível notar maior participação dos ocupados nessa condição em contraposição às demais atividades, classificadas como não criativas (23,6%).
No referido trimestre, continua havendo uma participação maior de empregadores no segmento criativo em relação ao não criativo, registrando uma participação de 6,9% contra 4,3%, respectivamente.

Segundo o coordenador de Estudos Econômicos do IJSN, Antonio Freislebem, a Gastronomia foi o segmento que mais absorveu pessoas ocupadas na Economia Criativa. Ele afirma que o número chegou a aproximadamente 60% dos ocupados no setor em 2022.

Em relação ao nível de escolaridade, a maioria tinha Ensino Médio completo (35,4%), seguido por Superior completo (23,4%) e Fundamental incompleto (17,1%).

Quanto a faixa etária, a distribuição segue estrutura semelhante aos demais segmentos da economia: entre 30 e 39 anos (23,4%), seguida por pessoas de 40 a 49 anos (22,1%).

O destaque fica com a participação de dois grupos: jovens das faixas etárias de 18 a 24 anos e de 25 a 29 anos de idade, representando, respectivamente, 17,3% e 14,3% do total de pessoas ocupadas no setor, contra 11,9% e 10,7% de participação nos demais segmentos da economia.

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