domingo, 25 de fevereiro de 2024

Mostra apresenta retrospectiva de filmes exibidos em 30 anos do Festival de Cinema de Vitória.

 

Em 2023, o Festival de Cinema de Vitória completa 30 anos de existência. E para comemorar a data, o evento promove uma série de exibições especiais que apresentam um recorte das últimas três décadas por meio do seu principal produto: os filmes.
Essa é a proposta da Mostra Comemorativa 30 Anos Festival de Cinema de Vitória, que acontece de 14 a 18 de junho, no Sesc Glória, no Centro da capital capixaba.
O público vai poder conferir, durante os cinco dias de festival, uma programação que apresenta um panorama do cinema brasileiro.

Na programação da tarde serão exibidos 20 curtas-metragens, sempre a partir das 15 horas. Nas exibições noturnas, que tem início às 19 horas, serão exibidos dois filmes: um longa-metragem e um curta-metragem capixaba.

Ao todo, serão exibidos 25 curtas-metragens e cinco longas-metragens que apresentam um recorte simbólico da produção audiovisual brasileira, e que reafirmam o caráter contemporâneo e atento do Festival de Cinema de Vitória ao acompanhar as transformações culturais e sociais, por meio de sua produção audiovisual, que aconteceram no País.
Para Lucia Caus, diretora do Festival de Cinema de Vitória, a Mostra Comemorativa reafirma o talento dos profissionais que produzem no Brasil.

“São três décadas de Festival de Cinema de Vitória. Foram trinta anos de inúmeros desafios, tanto para nós que realizamos o festival quanto para quem produz cinema no Brasil. Mas ao mesmo tempo, foram tempos de luta, realizações e alegrias”, diz.

E completa: “Esse recorte, que será apresentado na Mostra Comemorativa 30 Anos, é uma prova da força do audiovisual brasileiro. Da criatividade de seus realizadores e suas equipes, que com suas produções originais, emocionantes e divertidas, contam a história do nosso País”.
Os filmes
Durante os trinta anos de existência, o Festival de Cinema de Vitória tem sido uma importante janela de fomento para o cinema brasileiro.

Neste período, o público pôde conferir gratuitamente aproximadamente dois mil curtas-metragens selecionados, além de mais de 180 longas-metragens, vindos de todas as regiões do Brasil.

Foi a partir deste material que a Comissão de Seleção escolheu os filmes que fazem parte da Mostra Comemorativa 30 Anos.
A Sessão de Curtas contou com a curadoria da cineasta, produtora e curadora Flavia Candida; do cineasta, curador, escritor, pesquisador na área audiovisual e e professor da Ufes Erly Vieira Jr; e do mestre em Cinema e Artes do Vídeo, curador e produtor do programa TV É Cinema, Waldir Segundo.

A Sessão de Longas, teve a seleção de Gilberto Alexandre Sobrinho, que é pesquisador na área do cinema e audiovisual e professor do Instituto de Artes da Unicamp.
Curtas-metragens
O curta-metragem é o formato que deu origem ao Festival de Cinema de Vitória. Tendo em vista a quantidade de filmes já exibidos, o trabalho realizado pelo trio de curadores exigiu dos profissionais alguns parâmetros para uma seleção ao mesmo tempo abrangente e representativa.
“Buscamos levar em consideração alguns critérios importantes, entre eles, destacamos a importância dos realizadores e realizadoras e dos filmes, não somente dentro do contexto do cinema brasileiro, mas também na própria história do festival”.
Os curadores priorizaram obras que dialogassem com as transformações sociais que acontecem no Brasil e que encontram no audiovisual um importante espaço de debate e representatividade.
“Buscamos dar visibilidade à multiplicidade que essa produção possui, e que são pautas históricas do próprio festival, desde a diversidade regional até as de gênero, raça, sexualidade e classe social”, afirma o trio que complementa: “Escolher filmes dentro de um universo de milhares de títulos e quase 30 edições é uma tarefa gigantesca”.
Os filmes que fazem parte das sessões vespertinas são:
Angelo Anda Sumido (RS, 1997), de Jorge Furtado (exibido no 4º Festival de Cinema de Vitória);
Castelos de Vento (MG, 1998), de Tânia Anaya (exibido no 6º FCV);
No Princípio Era o Verbo (ES, 2005), de Virgínia Jorge (exibido no 12º FCV);
Chupa Cabras (ES, 2005), de Rodrigo Aragão (exibido no 13º FCV);
Rap, o Canto da Ceilândia (DF, 2005), de Adirley Queirós (exibido no 13º FCV);
Ensaio de Cinema (RJ, 2009), de Allan Ribeiro (exibido no 16º FCV);
Sweet Karolynne (PB, 2009), de Ana Bárbara Ramos (exibido no 16º FCV);
Meninos (ES, 2009), de de Ursula D’Art (exibido no 16º FCV);
Praça Walt Disney (PE, 2011), de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira (exibido 18º FCV);
O Duplo (SP, 2012), de Juliana Rojas (exibido no 19º FCV);
Quinze (MG, 2014), de Maurílio Martins (exibido no 21º FCV);
No Devagar Depressa dos Tempos (SP, 2014), de Eliza Capai (exibido no 21º FCV);
Virgindade (PE, 2014), de Chico Lacerda (exibido no 22º FCV);
A Festa e os Cães (CE, 2016), de Leonardo Mouramateus (exibido no 22º FCV);
Kbela (RJ, 2015), de Yasmin Thayná (exibido no 23º FCV);
Eclipse Solar (ES, 2016), de Rodrigo de Oliveira (exibido no 23º FCV);
Na Missão, com Kadu (MG/PE, 2016), de Aiano Benfica, Kadu Freitas e Aiano Benfica, Kadu Freitas e Pedro Maia Brito (exibido no 23º FCV);
Alma Bandida (MG, 2018), de Marco Antônio Pereira (exibido no 25º FCV);
Perifericu (SP, 2020), de Rosa Caldeira, Vita Pereira, Sthefanny Fernanda e Nay Mendl (exibido no 27º FCV);
e A Morte Branca do Feiticeiro Negro (SC, 2020), de Rodrigo Ribeiro Andrade (exibido no 27º FCV).
Nas sessões noturnas, o público vai conferir outros cinco curtas-metragens produzidos no Estado:

Perto da Minha Casa (ES, 2013), de Diego Locatelli e Carol Covre (exibido no 20º FCV);
A Cor do Fogo e a Cor da Cinza (ES, 2014), de André Felix (exibido no 21º FCV);
O Projeto do Meu Pai (ES, 2016), de Rosaria (exibido no no 23º FCV);
Para Todas as Moças (ES, 2019), de Castiel Vitorino, (exibido no 27º FCV);
e Inabitáveis (ES, 2020), de Anderson Bardot (exibido no 27º FCV).
Longas-metragens

Os cinco filmes escolhidos para compor a programação de longas da Mostra Comemorativa 30 Anos – quatro obras de ficção e um documentário – apresentam um panorama que joga luz sobre a diversidade tanto no discurso quanto nas narrativas das produções.

“Valorizei filmes que oferecem modos de pensar o Brasil em chaves diferenciadas, propondo respostas ou apontando questões para dilemas nacionais”, explicou o curador Gilberto Alexandre Sobrinho.
Os longas-metragens selecionados são:
Quase Dois Irmãos (RJ, 2004), de Lucia Murat (exibido no 11º FCV);
o documentário Corumbiara (RR, 2009), de Vincent Carelli (exibido no 16º FCV);
O Som ao Redor (PE, 2012), de Kleber Mendonça Filho (exibido no 19º FCV);
A História da Eternidade (PE, 2014), de Camilo Cavalcante (exibido no 21º FCV);
e Ela Volta na Quinta (MG, 2014), de André Novais Oliveira (exibido no 22º FCV).
De acordo com Gilberto, a estética foi o primeiro critério usado para a seleção dos longas-metragens que serão exibidos na mostra. “Estética é um campo relacional com a cultura, a política e os modos como podemos nos relacionar com a sociedade brasileira, nesses olhares particulares e atualizados pelos filmes”, explicou o curador.
E complementou: “valorizei o que há de mais impactante nos filmes em termos de roteiro, fotografia, montagem, sonorização, direção de arte etc. Tudo isso arrematado por um conceito de direção marcado por estilo próprio”.

Maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo, o Festival de Cinema de Vitória completa 30 anos em 2023. Para celebrar a data, será realizada a Mostra Comemorativa 30 anos do Festival de Cinema de Vitória, que acontecerá de 14 a 18 de junho com uma programação retrospectiva especial com longas e curtas-metragens que marcaram a história do festival.

Já no segundo semestre, de 19 a 24 de setembro, acontece a 30ª edição do FCV que apresentará a safra atual e inédita do cinema brasileiro e que também contará com debates, mesas redondas e muito mais.

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