
Um incêndio de grandes proporções atingiu o galpão do Arquivo Geral do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), no bairro Jardim Limoeiro, na Serra, na manhã desta terça-feira (21). As chamas destruíram documentos de processos arquivados, além de móveis e equipamentos eletrônicos inservíveis armazenados no local. O tribunal ainda contabiliza a dimensão da destruição, mas informou que parte dos processos guardados no espaço já havia sido digitalizada. Segundo o secretário-geral do TJES, Anselmo Laghi Laranja, uma parcela significativa do acervo já tinha sido convertida para o formato digital. “Todos os processos que estavam aqui eram arquivados. Uma parte significativa já estava digitalizada. Os que ainda não foram digitalizados são processos mais antigos e muitos deles já seriam descartados após esse procedimento”, explicou. De acordo com o tribunal, os processos vindos do interior já chegaram digitalizados e aqueles mais sensíveis, como processos de família e inventários, também estão preservados porque já haviam sido digitalizados. Mesmo assim, o TJES não informou quantos processos foram atingidos pelas chamas e disse que o levantamento segue em andamento. As primeiras informações, segundo Anselmo Laghi Laranja, indicam que o fogo não começou na área onde os processos eram armazenados, mas nos fundos do galpão, onde estavam acumuladas cadeiras antigas e outros materiais inservíveis. O local é monitorado por câmeras e o sistema foi reforçado nos últimos meses com a instalação de mais de 20 novos equipamentos. As imagens já foram recolhidas e serão entregues à Polícia Civil para auxiliar na investigação. “O certo é que nós sabemos onde o incêndio começou. Ele não teve início no arquivo, mas na parte de trás, onde havia cadeiras velhas armazenadas. Neste momento, não faremos qualquer especulação. Vamos aguardar a perícia para identificar as causas”, disse Anselmo Laghi Laranja. Apesar dos danos materiais, ninguém ficou ferido.
O Senado Federal aprovou nesta semana o Projeto de Lei 2.979/2023, que inclui a educação financeira como tema transversal nos currículos do ensino fundamental e do ensino médio. A proposta, aprovada com alterações, retorna agora para análise da Câmara dos Deputados. A iniciativa busca preparar os estudantes para compreender conceitos como planejamento financeiro, consumo consciente, orçamento familiar, investimentos e prevenção ao endividamento ainda durante a formação escolar. Embora a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) já preveja o tema de forma interdisciplinar, o projeto reforça sua presença na educação básica ao estabelecer expressamente a educação financeira na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). O objetivo é ampliar o alcance desse conhecimento e incentivar que ele seja trabalhado de maneira contínua nas escolas. Para o educador financeiro da Sicredi Serrana, Creiciano Paiva, a proposta representa um avanço importante para o futuro do país. “A educação financeira não ensina apenas a economizar dinheiro. Ela desenvolve senso de responsabilidade, planejamento e tomada de decisões conscientes. Quando uma criança aprende desde cedo a diferenciar necessidade de desejo, a entender o valor do trabalho e a organizar seus recursos, ela leva esse conhecimento para toda a vida”, afirma. Segundo Paiva, o impacto positivo também alcança as famílias. “Muitas vezes, o aluno se torna um multiplicador desse conhecimento dentro de casa. Ele passa a questionar hábitos de consumo, conversa sobre orçamento com os pais e ajuda a construir uma cultura financeira mais saudável”, pontua. O especialista ressalta que o ensino da educação financeira vai muito além da matemática. “Estamos falando de formar cidadãos capazes de tomar decisões conscientes, evitar golpes financeiros, compreender crédito, juros, investimentos e consumo responsável. Em um mundo cada vez mais digital, onde o acesso ao crédito acontece com poucos cliques, esse conhecimento deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade”, destaca Paiva. Caso a proposta seja definitivamente aprovada pela Câmara dos Deputados e sancionada, as redes de ensino deverão incorporar o tema de forma integrada às disciplinas já existentes, respeitando a autonomia pedagógica das escolas e dos sistemas de ensino. Cooperação na Ponta do Lápis Reconhecendo a importância da educação e inclusão financeira para a sociedade, o Sicredi desenvolveu, por meio da Fundação Sicredi, o Programa “Cooperação na Ponta do Lápis”. Com metodologia própria e baseada nos conceitos das ciências comportamentais, o programa promove uma abordagem humana e acessível, utilizando linguagens, conteúdos e formatos adequados aos diferentes públicos. Trata-se de uma iniciativa viva, em constante evolução, que busca gerar impacto positivo e transformar a relação das pessoas com o dinheiro e suas escolhas financeiras. “O Programa tem como propósito cooperar para uma vida financeira sustentável. Por isso, levamos Educação e Inclusão Financeira para regiões em que estamos presentes, impulsionando o crescimento dos nossos associados e das comunidades, contribuindo para uma sociedade mais próspera”, explica Paiva. “As iniciativas são personalizadas e se desdobram em conteúdos para diferentes públicos, com metodologia própria baseada nos conceitos das ciências comportamentais. A abordagem considera os aspectos emocionais envolvidos na tomada de decisão e auxilia as pessoas na busca por um equilíbrio financeiro mais sustentável”, ressalta o educador. Além do “Cooperação na Ponta do Lápis”, existem outras iniciativas como gibis e vídeos com a Turma da Mônica – uma parceria com a Maurício Sousa Produções – além do projeto “Finanças na Mochila” que juntos já impactaram mais de 574 mil crianças e adolescentes no País.