
Hoje, é comum ligar para um número e ter a chamada automaticamente efetuada do outro lado da linha, mas houve um tempo em que as ligações precisavam ser intermediadas por um telefonista. Em 1969, por iniciativa do Ministério das Comunicações, em parceria com a iniciativa privada, foi oficialmente estruturado e implantado no Brasil o sistema de Discagem Direta à Distância (DDD). O código nacional foi criado com o objetivo de automatizar ligações interurbanas, ou seja, chamadas entre cidades diferentes. Antes do sistema, o usuário precisava da ajuda de um profissional de telecomunicações para efetuar a ligação. Com o DDD, esse processo se tornou mais rápido e seguro, sem a necessidade de um telefonista. A sistematização das chamadas aconteceu para suprir o crescimento populacional do país, acelerado durante a década de 1970, e organizar geograficamente as redes telefônicas por regiões e áreas específicas, de forma a atender à demanda decorrente da expansão das telecomunicações e do aumento do número de telefones. Em todo o Brasil, existem 67 códigos DDD em uso, divididos entre todos os estados e o Distrito Federal e regulamentados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O sistema não se limita aos estados, mas também contempla diferentes regiões de cada unidade da Federação. São Paulo, por exemplo, possui nove códigos diferentes, distribuídos entre suas regiões e cidades. Evolução histórica O primeiro teste do DDD ocorreu entre São Paulo e Santos, em 1958. A Companhia Telefônica Brasileira (CTB) inaugurou a tecnologia de forma pioneira para ligações automáticas. Durante a década de 1970, após a inauguração do sistema, o DDD começou a ser expandido comercialmente para as principais capitais e regiões metropolitanas do Brasil, com as operadoras de telefonia cada vez mais aderindo à novidade. Nos anos 1980, os códigos avançaram gradualmente para as cidades do interior dos estados, passando por desafios relacionados à infraestrutura e à integração entre concessionárias estaduais. A conclusão da cobertura nacional, atingindo a universalização do sistema em todo o país, ocorreu na década seguinte, eliminando a necessidade de intermediar ligações por meio de telefonistas. Confira todos os DDDs divididos por região em cada estado: Região Sudeste São Paulo (SP): 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19 Rio de Janeiro (RJ): 21, 22, 24 Espírito Santo (ES): 27, 28 Minas Gerais (MG): 31, 32, 33, 34, 35, 37, 38 Região Sul Paraná (PR): 41, 42, 43, 44, 45, 46 Santa Catarina (SC): 47, 48, 49 Rio Grande do Sul (RS): 51, 53, 54, 55 Região Centro-Oeste Distrito Federal (DF) e Goiás (GO): 61 (também atende parte de GO) Goiás (GO): 62, 64 Mato Grosso (MT): 65, 66 Mato Grosso do Sul (MS): 67 Região Norte Acre (AC): 68 Rondônia (RO): 69 Tocantins (TO): 63 Pará (PA): 91, 93, 94 Amazonas (AM): 92, 97 Roraima (RR): 95 Amapá (AP): 96 Região Nordeste Bahia (BA): 71, 73, 74, 75, 77 Sergipe (SE): 79 Pernambuco (PE): 81, 87 Alagoas (AL): 82 Paraíba (PB): 83 Rio Grande do Norte (RN): 84 Ceará (CE): 85, 88 Piauí (PI): 86, 89 Maranhão (MA): 98, 99
A Associação dos Empresários de Vila Velha (Assevila) promove nesta quarta-feira (26) o 30º Café Empresarial, encontro que reunirá candidatos ao Governo do Espírito Santo para apresentar propostas e discutir prioridades para o desenvolvimento do Estado e de Vila Velha. O evento faz parte do projeto Diretrizes 2026, iniciativa criada para aproximar o setor produtivo dos candidatos e levar às futuras administrações demandas relacionadas à economia, infraestrutura, qualificação profissional, ambiente de negócios, investimentos e competitividade. O encontro terá início às 7h30, no Shopping Praia da Costa, em Vila Velha. Segundo a organização, cada candidato participante terá até uma hora para apresentar suas propostas e responder a perguntas previamente definidas. Até o momento, Ricardo Ferraço e Hélder Salomão confirmaram presença. A escolha dos convidados segue critérios estabelecidos pela organização a partir de pesquisa eleitoral registrada na Justiça Eleitoral. Vila Velha no centro das discussões Mais do que um encontro com candidatos, a iniciativa coloca Vila Velha em uma posição estratégica no debate sobre o desenvolvimento do Espírito Santo. A cidade possui forte atividade empresarial, turística, comercial e de serviços e enfrenta desafios que dependem de investimentos e de articulação entre os governos municipal e estadual. O documento do Diretrizes 2026 reúne propostas consideradas prioritárias pelo setor empresarial, incluindo pautas específicas para Vila Velha. A intenção é apresentar aos candidatos os principais desafios de quem empreende, gera empregos e movimenta a economia. Para o presidente da Assevila, Éder Lemke, a participação do setor empresarial é fundamental na construção das políticas públicas dos próximos anos. Segundo ele, o encontro representa uma oportunidade para ouvir os candidatos e apresentar demandas concretas do setor produtivo. Debate eleitoral O encontro acontece em um momento importante da disputa pelo Governo do Espírito Santo. De acordo com os dados divulgados pelo sistema de candidaturas da Justiça Eleitoral, entre os nomes registrados para a disputa estão Lorenzo Pazolini, Ricardo Ferraço, Hélder Salomão, Breno Barcelos e Rafael Demuner. A iniciativa da Assevila também amplia o espaço para que empresários conheçam as propostas dos candidatos e cobrem compromissos com temas que impactam diretamente a geração de emprego, renda e investimentos. O encontro reforça ainda a participação das entidades empresariais no debate eleitoral, buscando transformar as necessidades do setor produtivo em propostas e compromissos para a próxima gestão estadual. Serviço Evento: Diretrizes 2026 – 30º Café Empresarial Assevila Data: 26 de agosto Horário: a partir das 7h30 Local: Shopping Praia da Costa – Vila Velha Objetivo: apresentação de propostas e debate sobre o desenvolvimento econômico do Espírito Santo e de Vila Velha. Folha da Vila — Informação que nasce em Vila Velha e olha para o futuro do Espírito Santo.