A Assembleia Legislativa (Ales) deu início, nesta quinta-feira (14), ao “Legistech”, evento internacional sobre modernização dos parlamentos. Na mesa de abertura, o presidente Marcelo Santos (União) resgatou as inovações tecnológicas que o Parlamento capixaba pôs em prática nos últimos anos e frisou que a inteligência artificial (IA) deve ser usada para aprimorar o serviço público e aproximar as instituições e os cidadãos. “Nós vamos construir coisas que, há cinco anos, pareciam ficção. Mas o futuro não será definido pela IA mais poderosa. Ele será definido pela humanidade mais responsável por trás dela”, discursou. Marcelo Santos ressaltou que o Parlamento do Espírito Santo vem, ao longo do tempo, incorporando tecnologias e práticas para a promoção da transparência pública e da segurança jurídica. Como exemplo, ele citou o Programa Revisa Ales, responsável pela revisão da legislação estadual e eliminação de 7 mil normas. “Somos o estado com a maior segurança jurídica do país. Tiramos do arcabouço jurídico o que chamamos de ‘lixo legislativo’, que são leis inconstitucionais e obsoletas”, explicou. O presidente ainda destacou que, em 2018, antes da pandemia de Covid-19, que acelerou o processo de digitalização das instituições, a Ales já tinha se tornado a primeira assembleia digital do país. Agora, a Assembleia inova com o Programa de Inovação em Inteligência Artificial (IA.LES) – criado pelo Ato 6.678/2025, da Mesa Diretora, com foco na transparência legislativa. Evolução O diretor de Transparência, Inovação e Projetos Especiais da Ales, Marcos Aquino, é um dos servidores que está à frente do novo projeto. Funcionário da Ales há quase 40 anos, ele também fez um resgate das inovações da Assembleia ao longo das décadas. “O IA.LES representa uma nova virada digital da Assembleia. O Parlamento não pode assistir a essa transformação de longe; ele precisa compreender, liderar e usar essa tecnologia com responsabilidade. Não como modismo, mas com governança”, defendeu. Aquino destacou também o ineditismo de a Assembleia do ES estar sediando um evento internacional, com representantes da África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Portugal e Reino Unido. “Ao sediar o Legistech, a Ales se coloca em diálogo com o mundo, mas também como protagonista”, pontuou. Tema atual A inteligência artificial é um dos temas mais relevantes, hoje, no cenário global. O secretário de Relações Institucionais da Ales, Giuliano Nader, destacou, inclusive, que o Papa Leão XIV deve publicar, nesta sexta-feira (15), a sua primeira encíclica, chamada Magnifica humanitas (humanidade magnífica). No documento, o líder religioso deve abordar os desafios éticos da inteligência artificial. Já Luis Kimaid, diretor-executivo da Bússola Tech (organizadora do evento junto com a Ales), destacou que os parlamentos de todo o mundo “estão enfrentando as mesmas transformações históricas”. Para ele, o parlamento precisa estar no centro do debates sobre o futuro das instituições democráticas. “O processo legislativo digital pode fazer com que a informação fique mais acessível e a IA abre uma fronteira inteiramente nova para os parlamentos. Uma das maiores forças da comunidade parlamentar internacional é a capacidade de cooperar além das fronteiras e sistemas políticos, e precisamos defender a instituição Parlamento como espaço de debate e representação dos anseios da sociedade”, ressaltou Kimaid. Por Titina Cardoso, com edição de Angèle Murad
Produzida em Domingos Martins, a Cachaça Mais Uma conquistou três medalhas de ouro e duas de mérito sensorial no Concurso New Spirits 2026, uma das mais importantes premiações do setor de destilados no Brasil. O desempenho reforça a qualidade e a tradição do alambique da família Schunk, além de marcar o terceiro ano consecutivo em que a marca é reconhecida na competição. A trajetória de premiações da cachaçaria vem se consolidando ano após ano. Em 2024, a Mais Uma conquistou uma medalha de ouro e uma de prata no New Spirits, além da primeira medalha de ouro internacional no Spirit Selection, realizado em Bruxelas. Já em 2025, foram três medalhas nacionais — ouro, prata e mérito sensorial — e duas medalhas de bronze em competições internacionais. Em 2026, o reconhecimento alcançou um novo patamar: com cinco medalhas conquistadas, o Alambique Mais Uma tornou-se a única cachaça do Brasil a alcançar esse feito na atual edição do concurso. A excelência da produção artesanal capixaba ganhou destaque nacional com a conquista de cinco medalhas pela Cachaça Mais Uma em concurso especializado do segmento de destilados. O reconhecimento inclui três medalhas de ouro na categoria Madeiras Brasileiras (02) e Estrangeira s(01) e duas medalhas por Mérito Sensorial (madeiras brasileiras e brancas), reafirmando a qualidade da bebida produzida no interior de Domingos Martins. As medalhas de ouro foram conquistadas pelas versões Mais Uma Amburana, Mais Uma Castanha do Pará e Mais Uma Premium Carvalho Americano, todas avaliadas pela excelência no envelhecimento e nas características sensoriais proporcionadas pelas madeiras utilizadas. Já as medalhas de Mérito Sensorial ficaram com os rótulos Mais Uma Bálsamo e Mais Uma Cana Caiana. A premiação representa um importante reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela agroindústria familiar localizada no distrito de Paraju. Fundada em 1982 por Deuclério José Schunk, a empresa nasceu de forma simples, construída com esforço braçal, apoio da família e dedicação ao aperfeiçoamento constante da produção artesanal de cachaça. Atualmente, o empreendimento é conduzido por Camila e Clóvis Luiz Schunk, que cresceu acompanhando o funcionamento do alambique com seu pai, Sr. Deuclério, e buscou especialização técnica para elevar ainda mais o padrão de qualidade da marca. Para Clóvis, o reconhecimento nacional funciona como incentivo para continuar investindo na qualidade da produção e amplia a visibilidade da cachaça produzida no Espírito Santo. Segundo ele, as premiações mostram que o Estado tem potencial para competir entre os melhores produtores do país. O resultado desse empenho agora ultrapassa as fronteiras do Espírito Santo e até mesmo do Brasil, projetando a cachaça capixaba em competições de relevância nacional e internacional. A estrutura da fábrica reúne processos modernos aliados à tradição artesanal. O alambique conta com equipamentos como alambiques de cobre, tanques de inox, caldeira, setor de moagem coberto e barris de madeira utilizados no envelhecimento das bebidas. Todo o processo é realizado com foco na qualidade da matéria-prima e no controle rigoroso da fermentação e destilação. Outro diferencial da Cachaça Mais Uma está no compromisso com a sustentabilidade. O bagaço da cana-de-açúcar é reaproveitado para alimentar a caldeira, adubar o solo e servir de alimentação para o gado. Já o vinhoto resultante da destilação é utilizado como fertilizante orgânico nas lavouras da propriedade. Além disso, a família mantém áreas de preservação permanente e reserva legal em seu sítio. Mais do que medalhas, o reconhecimento reforça a força da produção artesanal capixaba e evidencia o potencial do Espírito Santo na produção de destilados de alta qualidade. A conquista também fortalece o turismo rural e gastronômico de Domingos Martins, município conhecido pela valorização da agricultura familiar e dos produtos artesanais Por Nety Façanha