sábado, 29 de agosto de 2026
Estacionamento rotativo deixa de funcionar em Vitória com fim de contrato nesta sexta-feira

Estacionamento rotativo deixa de funcionar em Vitória com fim de contrato nesta sexta-feira

A Prefeitura de Vitória informa que o contrato do sistema de estacionamento rotativo no município se encerra nesta sexta-feira (28). O serviço teve início em 2014 e será substituído por uma nova modelagem, com previsão de publicação da licitação nos próximos meses. A proposta do novo edital já passou por audiência pública e pela análise da Procuradoria Geral do Município (PGM). Conforme orientação e instruções do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES), o processo encontra-se atualmente na área técnica da Corte para análise e posterior encaminhamento ao município. Após o retorno do processo, o edital será publicado de acordo com as orientações do Tribunal de Contas, garantindo segurança jurídica e transparência à nova contratação. A nova modelagem prevê a implantação de tecnologias para facilitar o uso das vagas pelos cidadãos e melhorar a operação do serviço na cidade. A Prefeitura ressalta que será mantido o mesmo número de vagas atualmente existente. Futuras expansões, caso sejam necessárias, serão discutidas previamente com as comunidades envolvidas, por meio de reuniões e audiências públicas. Até a implantação do novo sistema, o estacionamento rotativo deixa de funcionar nos moldes atuais.

Conselho Regional de Odontologia do ES cassa registro de dentista indiciada por lesões em pacientes

Conselho Regional de Odontologia do ES cassa registro de dentista indiciada por lesões em pacientes

A dentista Mariana Laranja teve o registro profissional cassado pelo Conselho Regional de Odontologia (CRO) do Espírito Santo.  Ela foi indiciada pela Polícia Civil, junto com o sobrinho e sócio, Nathan Laranja Roeder Holz, após pacientes relatarem deformações, infecções e complicações decorrentes de procedimentos realizados por ela. Por meio de nota, o CRO-ES disse não poder divulgar detalhes sobre o que ficou decidido e que as decisões tomadas pelo conselho não são definitivas até o último recurso. “O CRO-ES reafirma seu papel institucional de fiscalização do exercício da Odontologia no Espírito Santo, atuando em defesa da sociedade e da qualidade dos serviços odontológicos prestados à população, em observância aos princípios do Código de Ética Odontológica”, disse o conselho. O que diz a defesa da dentista? A defesa da dentista Mariana Laranja afirmou ter recebido com “absoluta perplexidade” a decisão do Conselho Regional de Odontologia do Espírito Santo (CRO-ES) e classificou como equivocada a responsabilização da profissional. Segundo os advogados, Mariana não realizou o procedimento que motivou o processo ético, não participou do ato e sequer estava no estabelecimento no momento em que ele ocorreu. A defesa afirma ainda que, na ocasião, a dentista estava em viagem profissional para participar de um curso no exterior. Os advogados também questionam a condução do processo e alegam que o CRO-ES utilizou processos distintos, alegações relacionadas a terceiros e reportagens jornalísticas para agravar a penalidade, sem individualizar adequadamente a conduta atribuída à dentista. A defesa afirma ainda que não foi realizada perícia técnica sobre o equipamento utilizado e sobre a causa da intercorrência investigada. A defesa informou que já recorreu da decisão ao Conselho Federal de Odontologia. Segundo os advogados, o recurso tem efeito suspensivo, o que, na avaliação deles, significa que as penalidades de suspensão e cassação não estão atualmente em vigor. A defesa sustenta, portanto, que não há decisão administrativa definitiva contra Mariana. Ainda de acordo com a nota, a clínica permanece funcionando regularmente e possui licença sanitária válida até agosto de 2029. A defesa também afirma que Mariana continua exercendo atividades acadêmicas e educacionais, incluindo a realização de cursos. Por fim, os advogados classificaram a apuração do CRO-ES como marcada por “falhas” na identificação da autoria e afirmaram que o caso será levado às instâncias competentes. A defesa também negou que a dissolução de uma pessoa jurídica ligada a Mariana tenha relação com o processo ético, afirmando que se tratava de uma empresa distinta, criada para um projeto que não chegou a ser implementado.