
O Sambão do Povo se prepara para dois dias de espetáculo com os desfiles das dez escolas do Grupo Especial do Carnaval de Vitória, na sexta-feira (6) e no sábado (7). A programação estabelece que cada escola terá entre 55 e 65 minutos para concluir o percurso, com desconto de um décimo por minuto caso ultrapasse ou não atinja o tempo mínimo ou máximo previsto. No primeiro dia de desfile, entram na avenida as escolas Pega no Samba, Novo Império, Unidos de Jucutuquara, Mocidade Unida da Glória e Imperatriz do Forte. Já no sábado, desfilam Rosas de Ouro, Unidos da Piedade, Independente de Boa Vista, Chegou O Que Faltava e Andaraí. Homenagens, histórias de orixás e elementos da cultura de cidades do Espírito Santo são os destaques dos enredos escolhidos pelas agremiações neste ano. A seguir, conheça o que cada escola de samba irá destacar em seus desfiles. Enredos A Pega no Samba abre a primeira noite do grupo especial com um enredo protagonizado pelo Caboclo Sete Flechas, símbolo de proteção, sabedoria ancestral e defesa do meio ambiente. A narrativa retrata a relação de comunhão entre o ser humano, a terra, a fauna e a flora. A Novo Império vai exaltar a força feminina como elo entre ancestralidade, espiritualidade e natureza. A história se passa em um território mítico do Espírito Santo e nasce do encontro entre xamãs africanas e guerreiras indígenas. O desfile da Unidos de Jucutuquara vai retratar Maria Padilha, entidade cultuada nas tradições afro-brasileiras e associada às encruzilhadas, aos caminhos e às transformações. Os escritos da princesa e cientista alemã Teresa da Baviera são uma inspiração para a Mocidade Unida da Glória (MUG). A escola vai mostrar os relatos feitos por ela em um diário durante sua passagem pelo Espírito Santo, destacando a fauna e flora capixaba. A Imperatriz do Forte fecha a primeira noite do grupo especial com uma celebração das tradições africanas e afro-brasileiras, que têm na roda e no movimento corporal a base da espiritualidade, memória e resistência. A Rosas de Ouro abre a segunda noite com enredo sobre São Mateus, a segunda cidade mais antiga do país desde o período pré-colonial, quando a região no Norte do Espírito Santo era habitada por povos indígenas. Edson Papo Furado, baluarte capixaba, será homenageado pela Unidos da Piedade. A agremiação com mais títulos no Carnaval de Vitória vai contar a trajetória do intérprete que “arrupiou” centenas de foliões e se tornou símbolo de resistência. Atual campeã, a Independente de Boa Vista aposta em João Bananeira para manter o título na comunidade. O desfile vai exaltar o congo como uma das matrizes mais profundas da identidade cultural capixaba. Com enredo sobre o Orí, a Chegou o Que Faltava convida o público a olhar para dentro, compreendendo a cabeça não apenas como elemento físico, mas como espaço sagrado onde nascem escolhas, memórias, intuições e caminhos. A Andaraí, campeã do grupo de acesso, encerra a segunda noite com enredo sobre sua história. O desfile tratará a fundação da agremiação não apenas como um fato histórico, mas como um processo marcado por ancestralidade, espiritualidade e resistência popular. Sexta-feira (06/02) Pega no Samba Concentração: 19h Início do desfile: 22h Previsão para término: 23h05 Novo Império Concentração: 21h Início do desfile: 23h15 Previsão para término: 00h20 Unidos de Jucutuquara Concentração: 22h Início do desfile: 00h30 Previsão para término: 1h35 Mocidade Unida da Glória Concentração: 23h Início do desfile: 1h50 Previsão para término: 2h55 Imperatriz do Forte Concentração: 00h Início do desfile: 3h10 Previsão para término: 4h15 Sábado (07/02) Rosas de Ouro Concentração: 19h Início do desfile: 22h Previsão para término: 23h05 Unidos da Piedade Concentração: 21h Início do desfile: 23h15 Previsão para término: 00h20 Independente de Boa Vista Concentração: 22h Início do desfile: 00h30 Previsão para término: 1h35 Chegou O Que Faltava Concentração: 23h Início do desfile: 1h50 Previsão para término: 2h55 Andaraí Concentração: 00h Início do desfile: 3h10 Previsão para término: 4h15
O primeiro levantamento da safra de café 2026 no Espírito Santo aponta um cenário positivo para a cafeicultura capixaba. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção total estimada é de 19 milhões de sacas, o que representa crescimento de 9% em relação à safra 2025. Os dados, que refletem as condições iniciais observadas em campo, ainda poderão ser ajustados ao longo do ciclo produtivo. O desempenho é sustentado principalmente pelo café conilon, cultura na qual o Espírito Santo mantém posição de liderança nacional, e pela recuperação expressiva do café arábica, que volta a apresentar avanço produtivo após um ciclo de bienalidade negativa em 2025. Na avaliação do secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, os números devem ser analisados com cautela e visão estratégica. “Esta é a primeira estimativa da safra 2026 e, como ocorre todos os anos, os dados podem ser ajustados ao longo do ciclo produtivo. Ainda assim, o levantamento já sinaliza um cenário consistente, com bons indicadores de produtividade e área, em um contexto de mercado que segue atento à oferta, aos preços e às condições climáticas”, destaca. Café Conilon A produção de café conilon no Espírito Santo está estimada em 14,9 milhões de sacas, o que corresponde a 67% da produção nacional da variedade. O volume representa crescimento de 5% em relação à safra 2025. A produtividade média é estimada em 55,2 sacas por hectare, com leve aumento frente ao ciclo anterior, enquanto a área cultivada deve alcançar 269,4 mil hectares, o equivalente a 70% da área nacional, refletindo expansão da base produtiva e consolidação tecnológica da cultura no Estado. Café Arábica Para o café arábica, a estimativa indica produção de 4,2 milhões de sacas, o que representa alta de 26,5% em comparação a 2025. O avanço está associado principalmente à recuperação da produtividade, estimada em 32,6 sacas por hectare, após um ano marcado pela bienalidade negativa. A área cultivada também apresenta crescimento, alcançando 127,5 mil hectares, mantendo o Espírito Santo como o terceiro maior produtor em área de café arábica do país. A estimativa reforça a relevância estratégica da cafeicultura para o Espírito Santo, tanto do ponto de vista econômico quanto da segurança da oferta nacional, e servirá como base para o monitoramento técnico da safra ao longo de 2026.