
A lei que estabelece medidas para a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 prevê que as férias escolares coincidam com o período da competição e autoriza a decretação de feriados nacionais em dias de jogos da seleção brasileira. A regra vale para escolas das redes públicas e privadas. O Brasil será o anfitrião do evento, que ocorrerá entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027. É a primeira vez que um país da América do Sul sedia a competição. A legislação autoriza o governo federal a declarar feriados nacionais nos dias em que houver jogo da seleção brasileira de futebol. Além disso, as unidades federativas e as cidades que sediarão os jogos também “poderão declarar feriado ou ponto facultativo os dias em que ocorrerem em seu território”. Estão previstas partidas em Belo Horizonte (Estádio Mineirão), em Brasília (Estádio Nacional), em Fortaleza (Arena Castelão), em Porto Alegre (Estádio Beira-Rio), no Recife (Arena de Pernambuco), no Rio de Janeiro (Estádio do Maracanã), em Salvador (Arena Fonte Nova) e em São Paulo (Arena Itaquera). A Copa do Mundo terá a participação de 32 seleções (16 a menos do que no torneio masculino), distribuídas em oito grupos para a primeira fase. Ao todo, há programação de 64 jogos. O Brasil, como sede do torneio, está automaticamente classificado para participar. A última edição ocorreu na Austrália e na Nova Zelândia e a Espanha conquistou o título.
A Nova ES, agência de atração de investimentos do Espírito Santo, assinou em São Paulo um Memorando de Entendimento (MoU) com o CECPS (Centro de Serviços Econômicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa e Espanhola), instituição sediada em Macau voltada à promoção de negócios internacionais. A iniciativa busca abrir um canal institucional para aproximar empresas chinesas do mercado capixaba e estruturar agendas de prospecção com companhias que analisam investir ou operar no Brasil. O acordo prevê cooperação para qualificar a troca de informações, mapear oportunidades e apoiar a avaliação de projetos, com foco em setores alinhados ao perfil econômico do Estado. Entre as áreas citadas pela agência estão tecnologia, eletrodomésticos, mobilidade, logística e distribuição — segmentos que podem se beneficiar da infraestrutura e da posição do Espírito Santo no comércio exterior. A formalização do MoU reuniu a diretora-presidente da Nova ES, Patrícia Gouvêa; o diretor executivo do CECPS, Scott Ye; a gerente sênior do Departamento de Relações Públicas, Marina Miranda; e a associada sênior do Departamento de Serviços Empresariais, Luana Jiaying Xu. A expectativa é que o canal facilite a apresentação dos diferenciais capixabas e organize o fluxo de informações para empresas em fase de expansão internacional. De acordo com a Nova ES, a aproximação ocorre em um momento em que a China já tem peso relevante na balança comercial do Estado. Em fevereiro de 2026, o país respondeu por 45% das importações capixabas, segundo o Comex Stat, dado usado pela agência para embasar o potencial de aprofundamento das relações comerciais e de atração de investimentos. Além de ampliar o acesso a empresas internacionais, a parceria pretende tornar mais estruturada a apresentação do Espírito Santo como alternativa para projetos produtivos, logísticos e comerciais. Entre os fatores competitivos destacados pela agência estão a localização, a infraestrutura logística e a integração com cadeias produtivas nacionais e globais. A Nova ES também cita a estabilidade fiscal do Estado, apontando a manutenção da nota A na Capacidade de Pagamento (Capag) há 14 anos consecutivos, conforme a Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Para a agência, o conjunto de indicadores ajuda a dar previsibilidade a investidores que buscam reduzir incertezas na escolha de destinos para expansão. “A Nova ES atuará na organização de informações estratégicas sobre o estado, no mapeamento de sinergias entre as demandas das empresas e as oportunidades capixabas e na interlocução institucional necessária para apoiar a avaliação de investimentos. Esse trabalho busca dar mais previsibilidade à tomada de decisão das companhias e qualificar o Espírito Santo como alternativa competitiva para projetos produtivos, logísticos e comerciais”, afirma Patrícia Gouvêa. Segundo a diretora-presidente, já há conversas iniciais com empresas chinesas de diferentes segmentos, com possibilidades que vão desde a instalação de unidades produtivas até a estruturação de operações de importação e distribuição voltadas ao mercado brasileiro. “As conversas poderão envolver tanto a avaliação de unidades produtivas quanto a estruturação de operações de importação, distribuição e acesso ao mercado brasileiro, sempre respeitando as etapas técnicas, negociais e regulatórias necessárias para cada projeto”, explica Patrícia Gouvêa. Como desdobramento do memorando, as instituições criaram um grupo de trabalho para troca de informações e aprofundamento das oportunidades. Também está previsto um evento on-line com tradução simultânea para apresentar o Espírito Santo a empresas chinesas selecionadas, além de reuniões individuais com companhias interessadas em avançar nas negociações. A Nova ES afirma que o MoU integra uma estratégia mais ampla de ampliação do alcance institucional do Estado junto a investidores. A agência lembra que já firmou acordos com entidades como a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) e o Lide Espírito Santo e que novas frentes com o setor produtivo seguem em construção, com o objetivo de consolidar o Espírito Santo como um destino competitivo para novos investimentos.