
Com o fechamento dos supermercados aos domingos no Espírito Santo a partir de 1º de março, o setor já começa a se preparar para a nova rotina. A expectativa é de aumento no fluxo de clientes aos sábados e às segundas-feiras, o que tem levado empresários a pensarem em reforço nas escalas e quadros, para dar conta da maior demanda. O superintendente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), Hélio Schneider, afirmou que cada empresário está se adaptando à sua realidade, que muda conforme a região e perfil da loja. “Inicialmente, há tendência do consumidor antecipar compras para o sábado ou adiar para a segunda-feira. Esses dias devem ser mais impactados. Mais para frente, as pessoas devem organizar melhor seus dias de compras”. Ele explicou ainda que as mudanças estão relacionadas com o labor do funcionário, ou seja, o trabalho. “Se o dono de uma mercearia, por exemplo, optar por trabalhar com sua família no domingo, ele pode abrir as portas”. O diretor do grupo Carone William Carone Junior está se preparando para o fechamento das lojas aos domingos, com mudança nas escalas de trabalho. “O domingo era um bom dia de vendas. É uma pena abrir mão disso, mas temos que nos reorganizar. A escala de segunda a sábado vai ficar completa, já que hoje precisamos dar folgas na semana para quem trabalha no domingo”. Ele disse ainda que atualmente a rede tem mais de 600 vagas para serem preenchidas, e agora a tendência é reduzir a defasagem. “Esperamos completar o quadro e ter reforços, especialmente no sábado e na segunda. Isso agiliza o atendimento e amplia a capacidade”. O empresário José Henrique Neffa, do São José Supermercados, ressaltou que irá acompanhar os primeiros dias de mudança para avaliar a possibilidade de reforços na escala. “Para nós, domingo não é dia de maior movimentação. Então vamos avaliar como o consumidor irá se portar”. O presidente do Sindicato dos Comerciários do Estado (Sindicomerciários), Rodrigo Rocha, acredita que as vendas do domingo serão transferidas especialmente para a segunda-feira. Para ele, as empresas deverão reorganizar as escalas dos trabalhadores. “Uma alternativas seria adotar a jornada 5×2, dando mais uma folga para compensar uma jornada maior dos trabalhadores em dias de maior movimentação”. Negociações Após um intenso processo de negociações, a direção do Sindicomerciários e a Federação do Comércio do Espírito Santo (Fecomércio-ES) assinaram, em novembro do ano passado, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2025/2027. Fechamento aos domingos Ficou estabelecido, a partir de 1º de março de 2026, o descanso aos domingos para funcionários de empresas de gêneros alimentícios — incluindo hipermercados, autosserviços, atacadistas, atacarejos, mercearias, hortifrutis e estabelecimentos em shopping centers —além dos trabalhadores do setor de material de construção. Esse acordo terá vigência exclusiva no período de 1º de março de 2026 a 31 de outubro de 2026, independentemente do prazo geral de validade dessa Convenção Coletiva de Trabalho. Encerrando esse período, os pontos acordados perdem automaticamente a eficácia, salvo se houver prorrogação expressa mediante novo instrumento coletivo firmado entre as partes. Exceções Consta na convenção Coletiva de Trabalho que é exceção o trabalho aos domingos nas seguintes situações: domingos destinados à realização de inventários, balanços ou atividades internas, limitados a até quatro domingos por ano. atividades essenciais de manutenção, obras, vigilância patrimonial e fiscalização técnica, quando imprescindíveis, estão entre as exceções. O que pode abrir A convenção coletiva não determina fechamento de estabelecimentos, mas regulamenta o trabalho. Na prática, mercearias familiares e pequenos mercados – em que o atendimento e serviços são realizados pela família – poderão abrir.
Um casal de idosos foi salvo de um incêndio pela Guarda Civil Municipal de Vitória, na noite de terça-feira (17), no Centro da Capital. Os moradores, de 100 e 93 anos, foram retirados do 12º andar de um prédio ao lado do imóvel em chamas. As equipes realizavam patrulhamento preventivo na região quando perceberam um prédio em chamas. Enquanto ajudavam a retirar os moradores dos prédios ao redor, os guardas foram avisados de que os idosos, um deles com mobilidade reduzida, e uma cuidadora não conseguiram deixar o imóvel no 12° andar. “Uma de nossas equipes carregou a mulher com pouca mobilidade pelos 12 andares até chegar ao térreo. Os Bombeiros já haviam sido acionados, mas em decorrência da grande quantidade de fumaça, foi realizada a intervenção”, destacou Bruno, coordenador da Gerência de Proteção Comunitária (GPC) de Guarda de Vitória. O imóvel estava sendo tomado pela grande quantidade de fumaça. Mesmo diante do risco, os guardas subiram até o andar, conseguiram acessar o apartamento e conduziram as vítimas em segurança até a área externa do prédio. O Corpo de Bombeiros foi acionado e assumiu o combate às chamas. O casal recebeu atendimento no local e passa bem. Para a comandante da Guarda de Vitória, a atuação rápida e técnica dos agentes foi decisiva. “Diante de um cenário de risco real, nossos guardas não hesitaram em subir até o 12º andar para salvar vidas. Essa é a missão da nossa corporação: proteger e servir, com coragem, responsabilidade e compromisso com a população.” A Guarda de Vitória reforça que manteve equipes distribuídas em pontos estratégicos para auxiliar a chegada e saída das equipes de combate a incêndio e socorro médico.