quinta-feira, 23 de julho de 2026
Maioria dos processos que estavam em Arquivo Geral foram digitalizados, afirma TJ

Maioria dos processos que estavam em Arquivo Geral foram digitalizados, afirma TJ

Um incêndio de grandes proporções atingiu o galpão do Arquivo Geral do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), no bairro Jardim Limoeiro, na Serra, na manhã desta terça-feira (21). As chamas destruíram documentos de processos arquivados, além de móveis e equipamentos eletrônicos inservíveis armazenados no local. O tribunal ainda contabiliza a dimensão da destruição, mas informou que parte dos processos guardados no espaço já havia sido digitalizada. Segundo o secretário-geral do TJES, Anselmo Laghi Laranja, uma parcela significativa do acervo já tinha sido convertida para o formato digital. “Todos os processos que estavam aqui eram arquivados. Uma parte significativa já estava digitalizada. Os que ainda não foram digitalizados são processos mais antigos e muitos deles já seriam descartados após esse procedimento”, explicou. De acordo com o tribunal, os processos vindos do interior já chegaram digitalizados e aqueles mais sensíveis, como processos de família e inventários, também estão preservados porque já haviam sido digitalizados. Mesmo assim, o TJES não informou quantos processos foram atingidos pelas chamas e disse que o levantamento segue em andamento. As primeiras informações, segundo Anselmo Laghi Laranja, indicam que o fogo não começou na área onde os processos eram armazenados, mas nos fundos do galpão, onde estavam acumuladas cadeiras antigas e outros materiais inservíveis. O local é monitorado por câmeras e o sistema foi reforçado nos últimos meses com a instalação de mais de 20 novos equipamentos. As imagens já foram recolhidas e serão entregues à Polícia Civil para auxiliar na investigação. “O certo é que nós sabemos onde o incêndio começou. Ele não teve início no arquivo, mas na parte de trás, onde havia cadeiras velhas armazenadas. Neste momento, não faremos qualquer especulação. Vamos aguardar a perícia para identificar as causas”, disse Anselmo Laghi Laranja. Apesar dos danos materiais, ninguém ficou ferido.

Senado aprova projeto de educação financeira nas escolas

Senado aprova projeto de educação financeira nas escolas

O Senado Federal aprovou nesta semana o Projeto de Lei 2.979/2023, que inclui a educação financeira como tema transversal nos currículos do ensino fundamental e do ensino médio. A proposta, aprovada com alterações, retorna agora para análise da Câmara dos Deputados. A iniciativa busca preparar os estudantes para compreender conceitos como planejamento financeiro, consumo consciente, orçamento familiar, investimentos e prevenção ao endividamento ainda durante a formação escolar. Embora a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) já preveja o tema de forma interdisciplinar, o projeto reforça sua presença na educação básica ao estabelecer expressamente a educação financeira na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). O objetivo é ampliar o alcance desse conhecimento e incentivar que ele seja trabalhado de maneira contínua nas escolas. Para o educador financeiro da Sicredi Serrana, Creiciano Paiva, a proposta representa um avanço importante para o futuro do país. “A educação financeira não ensina apenas a economizar dinheiro. Ela desenvolve senso de responsabilidade, planejamento e tomada de decisões conscientes. Quando uma criança aprende desde cedo a diferenciar necessidade de desejo, a entender o valor do trabalho e a organizar seus recursos, ela leva esse conhecimento para toda a vida”, afirma. Segundo Paiva, o impacto positivo também alcança as famílias. “Muitas vezes, o aluno se torna um multiplicador desse conhecimento dentro de casa. Ele passa a questionar hábitos de consumo, conversa sobre orçamento com os pais e ajuda a construir uma cultura financeira mais saudável”, pontua. O especialista ressalta que o ensino da educação financeira vai muito além da matemática. “Estamos falando de formar cidadãos capazes de tomar decisões conscientes, evitar golpes financeiros, compreender crédito, juros, investimentos e consumo responsável. Em um mundo cada vez mais digital, onde o acesso ao crédito acontece com poucos cliques, esse conhecimento deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade”, destaca Paiva. Caso a proposta seja definitivamente aprovada pela Câmara dos Deputados e sancionada, as redes de ensino deverão incorporar o tema de forma integrada às disciplinas já existentes, respeitando a autonomia pedagógica das escolas e dos sistemas de ensino. Cooperação na Ponta do Lápis Reconhecendo a importância da educação e inclusão financeira para a sociedade, o Sicredi desenvolveu, por meio da Fundação Sicredi, o Programa “Cooperação na Ponta do Lápis”. Com metodologia própria e baseada nos conceitos das ciências comportamentais, o programa promove uma abordagem humana e acessível, utilizando linguagens, conteúdos e formatos adequados aos diferentes públicos. Trata-se de uma iniciativa viva, em constante evolução, que busca gerar impacto positivo e transformar a relação das pessoas com o dinheiro e suas escolhas financeiras. “O Programa tem como propósito cooperar para uma vida financeira sustentável. Por isso, levamos Educação e Inclusão Financeira para regiões em que estamos presentes, impulsionando o crescimento dos nossos associados e das comunidades, contribuindo para uma sociedade mais próspera”, explica Paiva. “As iniciativas são personalizadas e se desdobram em conteúdos para diferentes públicos, com metodologia própria baseada nos conceitos das ciências comportamentais. A abordagem considera os aspectos emocionais envolvidos na tomada de decisão e auxilia as pessoas na busca por um equilíbrio financeiro mais sustentável”, ressalta o educador. Além do “Cooperação na Ponta do Lápis”, existem outras iniciativas como gibis e vídeos com a Turma da Mônica – uma parceria com a Maurício Sousa Produções – além do projeto “Finanças na Mochila” que juntos já impactaram mais de 574 mil crianças e adolescentes no País.