
A realização da 35.ª Dez Milhas Garoto, no próximo domingo (27), motivará alterações no trânsito de Vitória e Vila Velha. Uma das provas de corrida de rua mais tradicionais do Espírito Santo e do país, a competição terá bloqueio total do percurso durante a passagem dos corredores, com liberação das vias de forma gradual, conforme o avanço da prova. A interdição começará a partir das 2 horas de domingo. A largada está marcada para 6h30, na Praia de Camburi, em Vitória, com os participantes seguindo em direção à Vila Velha e à chegada, na Fábrica de Chocolates Garoto. Na região, o fechamento permanecerá até a desmontagem de toda a estrutura de chegada. Um dos principais pontos de atenção será o acesso à Terceira Ponte, utilizada pelos corredores durante o percurso. A orientação é para que os motoristas programem seus deslocamentos com antecedência e evitem as áreas próximas ao trajeto da prova durante o período de interdição. Ruas e avenidas interditadas: Avenida Dante Michelini (F)* Avenida Saturnino Brito (F) Avenida Américo Buaiz (F) Avenida Nossa Senhora dos Navegantes (F) Terceira Ponte (F) Avenida da Vale (F) Avenida Antônio Gil Veloso (F) Avenida Castelo Branco (F) Rua Henrique Moscoso (F) Avenida Jerônimo Monteiro (F) *F = Fluxo Alterações em Vila Velha No fim de semana da competição, a Avenida Jerônimo Monteiro, nas proximidades da Fábrica de Chocolates Garoto, terá alterações no tráfego. O trânsito será desviado para o interior do Polo de Moda da Glória. Motoristas com destino à Avenida Carlos Lindenberg deverão utilizar a Rua Aurora, a Rua Dr. Moacyr Veloso e a Avenida José Tavares de Brito. Para a Avenida Santa Terezinha, o desvio será pela Rua Dr. Moacyr Veloso e pela Avenida José Tavares de Brito. Moradores da região do Aribiri terão acesso pela Rua Gentil do Nascimento. No domingo (27), a Avenida Carlos Lindenberg funcionará temporariamente em sentido duplo no trecho entre a Avenida José Tavares de Brito e a Rua Sete de Setembro, como parte da operação especial de trânsito. Transporte e atendimento aos participantes Também serão instalados pontos de ônibus temporários na Avenida Jerônimo Monteiro, na altura da Rua Carolina Leal, e na Avenida Carlos Lindenberg, para atender atletas e colaboradores durante a realização da prova. A operação de trânsito será acompanhada durante o deslocamento dos corredores, com liberação progressiva das faixas e dos cruzamentos após a passagem da competição. A organização recomenda que moradores, atletas, familiares, equipes de apoio e motoristas planejem seus deslocamentos com antecedência, considerando as interdições e os desvios programados para o domingo. Para a 35ª edição da Dez Milhas Garoto, o serviço aquviário serve como alternativa de mobilidade devido às interdições de trânsito entre Vitória e Vila Velha (como o bloqueio no sentido Vitória-Vila Velha da Terceira Ponte). É recomendável acompanhar os canais oficiais da Ceturb-ES para confirmar a escala exata de horários e linhas reforçadas para o dia da prova.
Com a aproximação das eleições, os desafios que estarão no centro da agenda do próximo governo começam a ganhar espaço no debate público. Entre eles, a implementação da reforma tributária deverá exigir atenção especial devido à complexidade da transição para o novo modelo de tributação sobre o consumo. Para Valquíria Fiuza, sócia-líder de Consultoria Tributária da Forvis Mazars, um dos principais desafios será administrar a coexistência de dois sistemas tributários entre 2026 e 2033. Nesse período, PIS/Cofins, ICMS e ISS conviverão com IBS e CBS, exigindo das empresas a manutenção simultânea de diferentes processos de apuração e obrigações acessórias. “Além disso, será desafiador operacionalizar a arrecadação e a repartição das receitas entre União, estados e municípios, incluindo a estruturação e o funcionamento do Comitê Gestor do IBS e sua integração com a Receita Federal”, afirma a executiva. Na avaliação de Valquíria, a complexidade da transição faz com que a reforma tributária vá além da alteração de alíquotas e tributos. A implementação dependerá também da capacidade do poder público de estruturar sistemas, regulamentar as novas regras e coordenar a atuação dos diferentes níveis de governo. Um dos pontos centrais será a tecnologia e a integração de dados. Será necessário desenvolver uma arquitetura tecnológica capaz de viabilizar a apuração assistida, conectando documentos fiscais eletrônicos e bases de dados da União, dos estados e dos municípios. Outro desafio será a implantação do split payment, mecanismo previsto para 2027, inicialmente de forma opcional e restrito às operações B2B entre empresas do regime regular. A implementação também dependerá da adesão gradual dos meios de pagamento, após a fase de testes prevista para 2026. A regulamentação das novas regras também estará no radar. Entre os pontos que ainda exigirão detalhamento estão os regimes específicos, o cashback e as obrigações acessórias previstas na Lei Complementar 214/2025. A transição poderá ainda ampliar o contencioso tributário em razão de dúvidas e disputas relacionadas à aplicação do novo sistema. A definição e a calibração da alíquota de referência também deverão ser acompanhadas de perto, especialmente diante das exceções e dos regimes diferenciados previstos na reforma, que podem pressionar a alíquota-padrão e afetar a busca pela neutralidade da carga tributária. Outro desafio será conduzir a extinção gradual do ICMS e do ISS e a repartição das receitas entre União, estados e municípios. A transição se estende até 2078 e envolverá também a administração dos fundos destinados à compensação de benefícios e ao desenvolvimento regional. “A reforma tributária representa uma mudança estrutural no sistema de tributação brasileiro e sua implementação exigirá coordenação, planejamento e capacidade operacional. O próximo governo terá papel fundamental para garantir que a transição ocorra de forma organizada, previsível e com o menor nível possível de insegurança para empresas e contribuintes”, conclui Valquíria.