
A recente realocação de uma unidade de ensino técnico de Vila Velha para Vitória gerou um cenário de desafios para os estudantes envolvidos. A mudança, que ocorreu devido a uma decisão judicial de despejo, resultou em 27 queixas formais registradas junto ao Procon Vila Velha, evidenciando a necessidade de mediação para a resolução dos impasses. Diante da impossibilidade de um acordo consensual nas audiências do Procon Vila Velha, o caso será encaminhado para o Poder Judiciário. Esta etapa buscará determinar se a mudança de endereço da instituição respeitou os direitos dos consumidores e se as cláusulas contratuais foram aplicadas de forma justa, considerando o impacto social e econômico gerado aos alunos. O principal pleito dos alunos era a manutenção de um espaço provisório de atendimento em Vila Velha, especialmente para aqueles em fase de conclusão de curso, visando minimizar os impactos em suas rotinas. Durante as audiências de conciliação promovidas pelo Procon, a instituição de ensino apresentou alternativas, como descontos nas mensalidades para a continuidade dos estudos na nova sede em Vitória, a liberação gratuita de documentação para transferência e a opção de cancelamento contratual sem multa. Contudo, a recusa em reembolsar valores já pagos referentes a meses sem prestação de serviço foi um ponto de discórdia, agravando a insatisfação dos consumidores. Um dos aspectos mais questionados pelos alunos foi a falta de comunicação prévia sobre a mudança. Muitos afirmam que a decisão de estudar na instituição foi pautada pela localização em Vila Velha, e a alteração repentina, sem aviso antes das rematrículas, desconsiderou o planejamento de vida de muitos, incluindo mães, trabalhadores e estudantes de baixa renda que dependem da proximidade para conciliar suas responsabilidades. A análise do Procon Vila Velha indicou que, embora os contratos possam prever a possibilidade de mudança de endereço, a transferência para uma cidade distinta pode configurar uma desvantagem excessiva ao consumidor. Tal situação, conforme o Código de Defesa do Consumidor, pode tornar nulas cláusulas contratuais que afrontem a boa-fé e gerem desequilíbrio na relação de consumo. A falta de comunicação formal sobre alterações nas datas de início das aulas também foi um fator de descontentamento. Caso será encaminhado à Justiça O superintendente do Procon Vila Velha, Moisés Penha, afirmou que o órgão esgotou todas as possibilidades de conciliação. “O consumidor não pode ser surpreendido dessa forma. Por isso, buscamos o diálogo e uma solução equilibrada. Mas quando há indícios de cláusulas abusivas e prejuízos coletivos, o caminho passa a ser o Poder Judiciário”, declarou. O secretário de Desenvolvimento Econômico de Vila Velha, Everaldo Colodetti, destacou que a qualificação profissional é instrumento de transformação social. “Educação técnica é porta de entrada para o mercado formal de trabalho. Estamos falando de pessoas que organizaram suas vidas para conseguirem estudar. Por esta razão, situações como essa precisam ser tratadas com responsabilidade e respeito, em defesa daqueles que foram prejudicados”, afirmou.
O palco do Theatro Carlos Gomes, localizado no Centro de Vitória, recebe nos dias 20 e 21 de fevereiro, ás 19h30, o espetáculo ‘O Santo e a Porca’, com realização do grupo teatral Gota, Pó e Poeira. Os ingressos podem ser adquiridos por meio da plataforma Sympla nos valores de R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia entrada. Sinopse A peça conta a história de um velho avarento conhecido como Euricão, que é devoto de Santo Antônio e guarda as economias de toda a vida numa porca de madeira. Ao receber uma carta de Eudoro, dizendo que este iria lhe privar de seu mais precioso tesouro, Euricão fica apreensivo achando que Eudoro irá pedir o dinheiro da porca. Caroba, a empregada da casa, entende a situação: o tesouro à que ele se refere é Margarida, filha de Euricão. O fazendeiro deseja casar-se com ela, no entanto a moça é apaixonada pelo filho do seu pretendente, daí surgindo inúmeras confusões. Theatro Carlos Gomes Inaugurado em 1927, o Theatro reabriu em novembro de 2025, após obras de restauro e readequação, passando por inúmeras melhorias, resgatando valores estéticos e históricos que contribuirão para perpetuar suas tradições e saberes. As obras foram realizadas pelo Instituto Modus Vivendi, a partir de acordo de cooperação entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), como parte da iniciativa Resgatando a História, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da EDP, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). O valor total investido foi de R$ 20 milhões – sendo R$ 10 milhões provenientes do BNDES e R$ 10 milhões da EDP. Serviço: Peça – O santo e a porca Data: 20/02 e 21/02 (sexta-feira e sábado) Horário: 19h30 Ingresso: R$ 30 inteira | R$ 15 meia Ingressos para o dia 20/02 em: https://www.sympla.com.br/evento/o-santo-e-a-porca/3292905 Já para o dia 21/02 em: https://www.sympla.com.br/evento/o-santo-e-a-porca/3292910 Realização: Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira Informações adicionais: Theatro Carlos Gomes – Endereço: R. Barão de Itapemirim, 232 – Centro de Vitória. Contato: (27)36367090 ou pelo Email; tcg.es@secult.es.gov.br Instagram: @theatrocarlosgomes.es