sábado, 12 de setembro de 2026
Dólar digital entra pela primeira vez no top 5 de criptoativos mais negociados

Dólar digital entra pela primeira vez no top 5 de criptoativos mais negociados

  Em toda a história do Mercado Bitcoin, plataforma de ativos digitais líder na América Latina, nunca uma stablecoin (cripto vinculada a uma moeda fiduciária) havia aparecido entre os cinco criptoativos mais negociados por número de clientes da plataforma.   Isso mudou em 2026: a USDT, a maior criptomoeda de dólar digital, entrou no top 5 pela primeira vez, na terceira posição, atrás apenas de bitcoin e ethereum.   O dado, no entanto, não é uma surpresa repentina: olhando o ranking por volume financeiro, o aumento da representatividade das stablecoins já estava em curso desde 2024, quando a USDT alcançou o top 3 nesse critério.   Em 2025, a moeda pareada ao dólar já havia ultrapassado o próprio ethereum em volume negociado, dois anos antes de aparecer entre os ativos mais usados pelo cliente médio.   “O que os dados mostram é que o movimento em direção às stablecoins não começou agora. Ele começou por clientes institucionais, que costumam antecipar tendências, e só no primeiro semestre deste ano passou a se refletir também no comportamento do investidor de varejo. É um sinal de que o dólar digital está cada vez mais popular no Brasil e, muitas vezes, acaba sendo uma porta de entrada importante para o mercado cripto”, afirma Fabrício Tota, VP de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin.   *Da USDT ao real digital* Entre janeiro e julho de 2026, para cada R$ 100 negociados em bitcoin na plataforma, aproximadamente R$ 50 foram negociados em USDT e R$ 50 em USDC – um volume combinado de stablecoins em dólar equivalente ao do próprio bitcoin. Juntas, as duas moedas ocupam a 2ª e a 3ª posições entre os ativos mais negociados por volume no período.   O movimento não se limita ao dólar. Em 2026, a BRL1, stablecoin pareada ao real, entrou pela primeira vez no top 5 por volume financeiro – na 5ª posição, com um volume equivalente a R$ 11 para cada R$ 100 negociados em bitcoin.   Apesar disso, o ativo ainda não aparece no top 5 por número de clientes, o que indica um estágio inicial de adoção, concentrado em operações de maior valor, o mesmo padrão que a USDT registrou em 2024.   *A vida curta das memecoins* A Shiba Inu ilustra um padrão oposto ao das stablecoins. Chegou a ocupar a 3ª posição no ranking por clientes em 2022 e 2023 – um volume expressivo de pessoas negociando o ativo -, mas nunca teve peso equivalente em volume financeiro, evidenciando que a maioria das operações envolvia valores pequenos.   A partir de 2025, o ativo saiu completamente do top 5 por clientes, dando lugar a outro fenômeno de ciclo curto, a TRUMP, que também não se sustentou e não aparece mais no ranking de 2026.   O recuo acompanha um contexto mais amplo do mercado: as principais corretoras do mundo reduziram em 79% as novas listagens de memecoins, de 196 no fim de 2024 para 41 no segundo trimestre de 2026, segundo levantamento do setor. Apesar disso, o momento não significa o fim da categoria.   “Memecoins têm um padrão de comportamento bem definido: atraem um grande número de investidores por ciclo, geralmente com ticket baixo, e perdem espaço rapidamente quando a atenção da comunidade se dispersa. É um contraste direto com o que vemos nas stablecoins, cujo crescimento é mais silencioso, mas também mais duradouro”, explica Tota.   *Bitcoin segue líder* Em meio a todas essas mudanças, o Bitcoin manteve a liderança em número de clientes e em volume financeiro em todos os seis anos analisados, à frente de qualquer outro ativo individual da plataforma.

Livro com colaboração capixaba é selecionado pelo Ministério da Educação

Livro com colaboração capixaba é selecionado pelo Ministério da Educação

  O livro “O que a mamãe leva na bolsa?”, das autoras Vania Prosdocimi e Luiza Carvalho e leitura crítica da presidente do Instituto Últimos Refúgios, a bióloga Iasmin Macedo Gois, foi selecionado para o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD 2026), do Ministério da Educação (MEC). A obra aborda o gambá, uma espécie de marsupial brasileiro.   Segundo Iasmin, que é coordenadora do Projeto Marsupiais, a organização capixaba foi responsável pela avaliação do texto e consultoria para ilustrações, além de disponibilizar fotografias da espécie abordada na publicação.   “A editora entrou em contato conosco para revisarmos alguns termos técnicos utilizados no livro, mas acabamos contribuindo com a obra inteira. Sugerimos o uso de cores mais brasileiras para representar o gambá e selecionamos alguns registros que já fizemos dos marsupiais em nossos trabalhos de campo”, explicou Iasmin.   Com a aprovação para o PNLD, a obra “O que a mamãe leva na bolsa” poderá ser adquirida com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e ser distribuída gratuitamente em todas as escolas públicas do Brasil. Para Iasmin, trata-se de uma conquista muito importante para a conservação dos marsupiais brasileiros e, consequentemente, do meio ambiente.   “É uma alegria muito grande perceber que animais não muito conhecidos da fauna brasileira serão abordados dentro das escolas. Sempre tivemos mais contato com espécies como leão, girafa, elefante, que são característicos das savanas africanas. Além disso, o livro vai atingir um público-alvo muito significativo para a educação ambiental. As crianças são muito relevantes para sensibilizar os adultos sobre a importância do cuidado com a natureza. Fico muito feliz que elas crescerão com essa sementinha da proteção do meio ambiente”, ressalta Iasmin.   *Projeto Marsupiais* O Projeto Marsupiais é uma iniciativa idealizada pelo Instituto Últimos Refúgios para conscientizar a sociedade sobre os marsupiais brasileiros e sua relevância para os ecossistemas e a biodiversidade.   Desde 2017, a organização resgata e reabilita animais que necessitam de cuidados, realiza trabalhos de pesquisa científica e promove ações de sensibilização ambiental para a sociedade, incluindo o público infantil.