Os diversos imbróglios envolvendo as candidaturas majoritárias do PL seguem criando dúvidas no mercado político capixaba, sobretudo após o vazamento de uma lista extraoficial com nomes de candidaturas que o partido supostamente iria apoiar nos estados para governo e Senado. O documento em questão foi atribuído ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em Brasília, porém, o senador Rogério Marinho (RN), que também é o secretário-geral do PL nacional, reafirmou que no Espírito Santo quem irá decidir as candidaturas será o senador e presidente estadual da legenda, Magno Malta.
Na última quarta-feira (25), o PL, comandado no Estado pelo senador Magno Malta, negou que uma lista extraoficial divulgada como sendo de autoria do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com possíveis nomes ao governo e Senado apoiados pelo partido por todo o País, fosse verídica.
Na lista em questão, atribuída a Flávio pela imprensa nacional, é dito que o PL apoiaria para o governo do Estado o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Rep).
Além disso, ao Senado, há o nome de Evair de Melo (PP), seguido pelas letras “JB”, escritas à caneta. Segundo o próprio Evair, isso significaria que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deseja que ele seja o candidato ao Senado.
Logo após, há o nome de Maguinha Malta, pré-candidata ao Senado. O nome dela é seguido pela frase: “Conversa com Magno”. Horas depois de o documento ter vazado, a direção estadual do PL divulgou uma nota oficial.
“Na tarde desta terça-feira (25), o Partido Liberal promoveu uma reunião de orientação com seus senadores e deputados federais para alinhamento jurídico e estratégico com vistas ao ano eleitoral. O encontro também tratou de encaminhamentos específicos em alguns estados, entre eles Santa Catarina, onde já há pré-candidatos definidos. No que diz respeito ao Espírito Santo, é importante esclarecer que não procede o conteúdo divulgado em listas extraoficiais que circulam na internet. No Estado, há apenas uma definição formal até o momento: a pré-candidatura de Maguinha ao Senado. Quanto à disputa pelo governo, não há qualquer deliberação tomada”.