A história da capital do Espírito Santo será reescrita na próxima segunda-feira (6): Cris Samorini (PP) toma posse como prefeita de Vitória em sessão solene na Câmara Municipal, às 17 horas, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo na cidade.
A cerimônia formaliza a sucessão já prevista em lei após a renúncia de Lorenzo Pazolini (Republicanos), que deixou a prefeitura nesta quinta-feira (2) para se lançar na disputa pelo governo estadual nas eleições de outubro — corrida em que deve aparecer como candidato ao Palácio Anchieta.
Do ponto de vista jurídico, a posse tem caráter protocolar. A Procuradoria da Câmara explica que a sucessão definitiva está amparada diretamente na Constituição Federal e na Lei Orgânica Municipal, uma vez que Cris foi eleita na mesma chapa e já havia tomado posse no início do mandato.
“Tecnicamente, a Câmara não ‘constitui’ o direito do vice ao cargo por uma nova posse”, esclarece a Procuradoria. A sessão solene, convocada pelo presidente da Câmara, serve para proclamar oficialmente a sucessão, lavrar o termo de assunção e registrar o momento com a solenidade que o ato merece.
Pazolini se despede entre aplausos
Antes de passar o bastão, Pazolini viveu uma tarde de despedida emotiva na sede do Executivo municipal. Servidores se reuniram nas áreas internas e externas da prefeitura para recebê-lo com aplausos e manifestações de apoio. Do lado de fora do prédio, o agora ex-prefeito fez um breve agradecimento e partiu ao volante de um Fiat Uno, embalado por uma nova rodada de palmas.
Nas redes sociais, Pazolini resumiu o espírito com que pretende encarar a nova empreitada: “É com Deus na frente, os pés no chão e humildade que vamos percorrer o Espírito Santo e dialogar com os capixabas para construirmos um novo tempo.”
Com a saída do correligionário, Cris Samorini herda não apenas o cargo, mas também a responsabilidade de conduzir a capital capixaba até o fim do mandato — e a distinção de estrear seu nome nos livros de história de Vitória.