domingo, 15 de março de 2026

Instrumentador cirúrgico encontrado morto teria conhecido suspeito em aplicativo

 

O instrumentador cirúrgico Luciano Martins, de 46 anos, encontrado morto no domingo (23), em um lixão na Serra, havia estado com um homem que conheceu em um aplicativo de relacionamento antes do crime. Ele saiu de casa com o possível suspeito, antes de desaparecer, na última sexta-feira (21).

A sobrinha de Luciano, que mora com ele no bairro El Dourado, na Serra, foi quem desconfiou que o tio pudesse estar em perigo. O instrumentador cirúrgico teria passado a noite de sexta-feira com um homem que conheceu por meio de um aplicativo de relacionamento e, na manhã de sábado (22), saiu no próprio carro, na companhia do suspeito, não sendo mais visto.

A sobrinha contou à polícia que tentou entrar em contato com o tio por várias vezes, pelo celular, recebendo até mesmo respostas de que ele estaria bem. Ainda desconfiada de que o tio poderia estar em perigo, ela registrou um Boletim de Desaparecimento na delegacia e passou a procurá-lo, acompanhada de amigos.

Os amigos passaram todo o sábado em busca de Luciano, utilizando um aplicativo de rastreamento do celular. No domingo, eles acabaram descobrindo, pelo Cerco Eletrônico, que o carro de Luciano foi visto por volta de 3h40 da madrugada passando pela região de Maringá, sentido bairro Civit I, em uma área industrial. Com essas informações, os amigos foram até o local e encontraram o corpo de Luciano na área de descarte de lixos, no bairro Civit II.

O instrumentador cirúrgico foi encontrado com pés e mãos amarradas e com marcas de tiros na cabeça e golpes de faca no peito. A polícia acredita que Luciano foi morto em outro local e teve o corpo jogado no lixão após o crime.

O carro de Luciano ainda não foi encontrado. Além dele, alguns objetos da casa da vítima também foram levados, entre eles uma caixa de som. Por isso, o crime poderá ser tratado como latrocínio – roubo seguido de morte. A polícia segue investigando o caso e rastreando o carro da vítima.

A família do instrumentador, que é de Ipatinga, Minas Gerais, chegou ao Espírito Santo para liberação do corpo. Luciano se mudou para Vitória aos 17 anos para estudar e trabalhar. Ele atualmente trabalhava como instrumentador, auxiliando em cirurgias em diversos hospitais.

O filho de Luciano disse à reportagem que o pai tinha costume de marcar encontros pelo aplicativo de relacionamento e também era comum que ele levasse as pessoas para casa. Luan negou que o pai tenha sofrido ameaças ou que tivesse desavenças que poderiam motivar o crime.

“O que aconteceu mesmo é uma pessoa mal-intencionada. Entrou em contato com ele através do aplicativo de relacionamento e teve acesso à casa dele e acabou fazendo o que fez”, disse o filho. O corpo de Luciano será levado para Ipatinga, onde será enterrado.

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