Um dos governadores mais bem avaliados do Brasil anunciou que não concorrerá à Presidência da República. Ratinho Júnior (PSD) manteve índices de aprovação superiores a 84% no Paraná entre 2025 e o início de 2026. Sua gestão é amplamente elogiada pelos avanços na infraestrutura, educação, segurança e geração de emprego e renda, além do prestígio de ter sido eleito duas vezes ainda no primeiro turno.
Essa decisão reforça que, na política, ninguém é insubstituível, o que impera é o tempo certo, a paciência e o poder de articulação. Sem esses elementos, uma candidatura dificilmente ganha sentido, musculatura e progressão. Afinal, a política não se faz por aclamação, mas com muita costura e resiliência para digerir todo tipo de embate.
Outro ponto digno de nota é a estranheza que paira sobre as eleições deste ano, um clima de suspense que não permite a nenhum grupo sentir-se seguro. As pesquisas mais recentes confirmam esse cenário, com o elevado número de indecisos na modalidade espontânea (cerca de 70%), comprovando que o pleito de 2026 ainda não está no radar da maioria dos brasileiros.
Enfim, neste novo ciclo, aprovação e reprovação caminham juntas, desafiando o óbvio que costuma ditar a política brasileira. Fica a lição de que, independentemente da popularidade ou do capital político, ninguém é único, e muito menos insubstituível.
Weverton Santiago
As opiniões contidas no texto, são expressões do autor.