Um ataque militar conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no sábado (28) interrompeu a viagem de um grupo de 21 moradores do Espírito Santo que fazia um cruzeiro pelo Oriente Médio.
O navio MSC Euríbia, que estava em rota pelo Golfo Pérsico, precisou alterar seu itinerário e, até a tarde de domingo, permanecia atracado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, por causa dos conflitos.
O vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo (Fecomércio), José Carlos Bergamin, que está no navio com o grupo, relatou que a embarcação deveria seguir no sábado para Doha, no Catar, como primeira etapa do cruzeiro, mas os planos foram suspensos devido ao agravamento da situação militar na região.
Segundo Bergamin, os comunicados do capitão aconselharam os passageiros a permanecer a bordo por razões de segurança, embora a possibilidade de desembarque tenha sido citada.
Bergamin afirmou que alguns integrantes do grupo estão em estado de insegurança e estresse diante do cenário de guerra, e que a empresa liberou acesso gratuito ao serviço de Wi-Fi para facilitar a comunicação dos passageiros com suas famílias.
Ele disse ainda que, apesar de estar tranquilo, a proximidade dos combates e a perspectiva de bombardeios próximos causam “uma sensação estranha” entre os viajantes. Ainda não há previsibilidade de quando o cruzeiro poderá retomar o percurso planejado, e Bergamin afirmou que o retorno ao Brasil será definido assim que a situação se estabilizar.
Os ataques, lançados no sábado pelos Estados Unidos e por Israel, atingiram diversas regiões do Irã em uma ofensiva militar que, segundo autoridades internacionais e fontes regionais, tem como um dos objetivos debilitar capacidades militares iranianas e responder a tensões graves sobre o programa nuclear do país persa.
O conflito desencadeou explosões em Teerã e outras cidades iranianas, além de provocar reações de contra-ataques de forças iranianas contra alvos israelenses e bases norte-americanas no Oriente Médio.
A escalada dos confrontos levou ao fechamento de espaços aéreos de vários países do Golfo e a uma reunião emergencial do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir a crise. A ofensiva deixou centenas de mortos e feridos no território iraniano, de acordo com informações de autoridades locais.