terça-feira, 17 de março de 2026

Indústrias vão abrir 60 mil vagas por ano até 2027 para ensinar profissão no ES

 

 

A indústria no Estado precisará qualificar e contratar 47,4 mil trabalhadores entre 2025 e 2027 para reposição de profissionais que deixarão o mercado de trabalho formal, segundo o Mapa do Trabalho Industrial. É o equivalente a 1.300 por mês.

Para isso, serão abertas 60 mil vagas anuais no período em cursos ofertados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), incluindo gratuitos, pelo programa Senai Gratuidade, e pagos, em todas as unidades no Estado.

Ao todo, será necessário qualificar 279,7 mil profissionais nesses três anos, segundo o levantamento. Desse total, 232,4 mil precisarão se requalificar para se manter no mercado de trabalho.

Segundo a gerente-executiva de Educação do Senai, Tatiane Franco, essa requalificação vem pelo impacto e rapidez das novas tecnologias. E a qualificação de novos profissionais vem a partir do fato de que o Estado está em desenvolvimento, com a chegada de novas indústrias e investimentos.

“São 60 mil vagas anuais em cursos de curta e longa duração, e oferta de novos cursos, com o Centro de Excelência em Mobilidade, e que virão também com o Senai Porto, que terá oferta na área de Logística e Economia do Mar, por exemplo”, explicou.

Entre os alunos formados pelo Senai, 89,9% estão empregados, o que significa quase 9 em 10 alunos, destacou a gerente-executiva.

Há também os cursos exclusivos para mulheres, com objetivo de incentivar a maior inserção e manutenção delas na indústria, segundo Tatiane. São cursos em parcerias com empresas do Estado, com o governo estadual e prefeituras, além de outras instituições.

Em nível nacional, será necessário qualificar cerca de 14 milhões de profissionais entre 2025 e 2027, mostrou o estudo. O número contempla a necessidade de formação de 2,2 milhões de novos profissionais e de requalificação de 11,8 milhões que já estão no mercado.

O diretor-geral do Senai, Gustavo Leal, explica que o cenário apresentado pelo Mapa reforça a relevância do aprendizado contínuo, bem como a necessidade de os profissionais, novos ou experientes, acompanharem as transformações do mundo do trabalho, especialmente em um contexto de transição para uma economia digital e sustentável.

“Com o avanço de novas tecnologias, é essencial que as habilidades dos trabalhadores evoluam junto com essas mudanças. Isso não só representa oportunidades de emprego, como também impulsiona a produtividade e o desempenho da indústria”.

 

SAIBA MAIS

Mapa do Trabalho

Um estudo feito pelo Observatório Nacional da Indústria (ONI) da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou quais as áreas que mais vão demandar formação de profissionais e, consequentemente, mais vão abrir vagas de emprego no Estado.

Espírito Santo

Para atender a demanda da indústria do Estado nos próximos três anos, será necessário qualificar 279,7 mil profissionais entre 2025 e 2027, segundo o Mapa do Trabalho Industrial.

O Estado precisará de 47,4 mil trabalhadores com uma nova formação para atender o ritmo de criação de empregos e a reposição de trabalhadores que deixarão o mercado de trabalho formal.

A pesquisa também mostra que, no Espírito Santo, 232,4 mil trabalhadores precisarão de treinamento e desenvolvimento para atualizarem as competências nas funções que já desempenham na indústria e que também são demandadas por outros setores no Brasil.

A atualização envolve o desenvolvimento de competências em dimensões como hard skills (habilidades técnicas como domínio de máquinas, equipamentos e softwares), soft skills (competências comportamentais como pensamento crítico, inteligência emocional, criatividade e inovação) e ações de saúde e segurança no trabalho (como inspeção de instalações, normas e regulamentos), para que os trabalhadores contem com as habilidades necessárias para desempenhar as funções de maneira eficaz e segura.

Os setores

Entre 2025 e 2027, as áreas com maior demanda por profissionais serão:

Logística e Transporte (77,8 mil): com oportunidades para técnicos de controle da produção, motoristas de veículos de cargas, almoxarifes e armazenistas, entre outros.

Construção (34,2 mil): para atuar como profissionais na operação de máquinas de terraplanagem, ajudante de obras civis, trabalhadores de estruturas de alvenaria, fundações, entre outros.

Manutenção e Reparação (25,3 mil): para mecânicos de manutenção de veículos automotores, trabalhadores operacionais de conversação de vias permanentes (exceto trilhos), eletricistas de manutenção eletroeletrônica, e muito mais.

Operação industrial (21,7 mil): que são profissionais que atuam como alimentadores de linhas de produção, embalagem, etiquetagem, trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias.

Metalmecânica (20,2 mil): com a necessidade de montadores de veículos automotores (linha de montagem); trabalhadores de soldagem e corte de ligas metálicas; trabalhadores da pintura de equipamentos, veículos, estruturas metálicas e de compósitos, e mais.

Qualificação

Nos próximos três anos, o Senai ofertará mais de 60 mil vagas em cursos anualmente. Segundo estimativa atual, de cada 10 alunos formados em cursos do Senai, 9 estão empregados.

Os cursos são disponibilizados através do site https://loja.senaies.com.br/.

São oferecidos cursos técnicos em áreas a exemplo de mecânica, eletrotécnica, edificações, desenvolvimento de sistemas e logística. Já para cursos de curta duração, há chances a exemplo de mecânico de manutenção industrial, eletricista industrial, pintura industrial, entre outros.

 

Brasil

Para atender a demanda da indústria brasileira nos próximos três anos, 14 milhões de profissionais precisam se qualificar, sendo que 2,2 milhões precisarão de formação e 11,8 milhões que já estão no mercado necessitarão se requalificar.

Os setores

Entre as áreas e profissões que vão demandar qualificação, estão:

Logística e transporte: 474,6 mil técnicos de controle da produção, motoristas de veículos de cargas, almoxarifes e armazenistas, entre outros.

Construção: 364 mil técnicos de controle da produção, motoristas de veículos de cargas, almoxarifes e armazenistas, entre outros.

Operação Industrial: 181 mil alimentadores de linhas de produção, embalagem, etiquetagem, trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias, entre outros.

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